quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Grécia: Intensidade e número de fogos diminuíram


Os incêndios florestais na Grécia continuam a devastar as zonas do Peloponeso e a ilha de Eubée pelo sexto dia consecutivo, mas são hoje menos numerosos e intensos, segundo os bombeiros sapadores.

«Os dois maiores incêndios, em Elide, no Peloponeso, e próximo da cidade de Seta, ilha de Eubée, estão por circunscrever mas são pouco intensos», precisou um porta-voz dos bombeiros.

Três aviões e dois helicópteros estão a combater incêndios em Elide, na zona Oeste da península do Peloponeso, onde mais de 40 pessoas morreram nos últimos dias devido aos incêndios.

Para a ilha de Eubée foram enviados quatro aviões e um helicóptero, sendo que alguns dos fogos foram já circunscritos, adiantou a mesma fonte.

Desde sexta-feira, que 63 pessoas morreram devido aos incêndios que têm devastado o país.

No total, estão no terreno mais de 800 bombeiros e soldados, assistidos por dezenas de bombeiros, aviões e helicópteros provenientes de outros países.

A diminuição da intensidade do vento e das temperaturas tem feito diminuir os incêndios nos últimos dias.

De acordo com dados do Centro Europeu de Dados, durante este Verão, os fogos destruíram quase 200 mil hectares de floresta e mato.

Diário Digital / Lusa

29-08-2007 8:19:00

domingo, 19 de agosto de 2007

Chamas à noite assustam população de Vila do Carvalho




Incêndio em freguesia da Covilhã, na sexta-feira

As chamas deflagraram na noite de sexta-feira e os bombeiros estiveram de sobreaviso até sábado. Dois hectares de mato foram destruídos pelo fogo
A população de Vila do Carvalho, freguesia do concelho da Covilhã, não ganhou para o susto, depois de se aperceber que um incêndio lavrava perto da localidade, na noite da última sexta-feira. O alerta foi dado às 21h50 e o fogo considerado extinto por volta da 1h00 de sábado. Segundo fonte da GNR, arderam dois hectares de mato, sendo as causas do incêndio desconhecidas.
A população tinha a sua opinião tomada. “Isto só pode ser fogo posto, porque era impossível começar a arder assim numa noite fresca e praticamente sem vento”, disse ao Diário XXI Marta Nunes, uma das muitas residentes de Vila do Carvalho que olhava ao longe as chamas.
Estiveram envolvidos no combate ao fogo 82 bombeiros de 13 corporações, apoiados por 20 viaturas. A reportagem do Diário XXI constatou no local que a principal dificuldade dos “soldados da paz” foi alcançar as frentes do incêndio com as viaturas, devido à inexistência de acessos suficientemente largos para a sua passagem. “Os bombeiros tiveram de ir apeados para a frente do fogo”, contou ao Diário XXI o condutor de uma das viaturas de combate.
Após ter sido declarado extinto, o local do incêndio esteve sob vigilância dos bombeiros até ao final da tarde de sábado.

CINCO HECTARES CONSUMIDOS NO BARCO
Já no sábado, deflagrou um incêndio florestal na freguesia covilhanense do Barco, na Serra da Argemela, com as chamas a destruírem cinco hectares de mato e pinhal. As causas e valores são desconhecidos, adiantou fonte da GNR da Covilhã. Estiveram envolvidos no combate ao incêndio uma centena de bombeiros de 12 corporações do distrito de Castelo Branco, apoiados por 28 viaturas e 11 aeronaves (quatro pesadas, duas ligeiras e quatro helicópteros incluindo o da AFOCELCA). O alerta de incêndio foi dado às 16h00, sendo considerado extinto às 19h00. Devido ao perigo de um reacendimento, os bombeiros mantiveram o local sob vigilância até ontem à tarde.
Ainda no sábado, um incêndio na Borralheira, Teixoso (Covilhã) queimou dois hectares de mato e pinhal e teve causas negligentes, disse a mesma fonte. “Uma senhora estava a assar sardinhas e perdeu o controlo da situação”, descreveu ao Diário XXI. Os prejuízos estão orçados em mil euros.
No mesmo dia, registou-se ainda outro fogo, mas desta feita na freguesia da Fatela, concelho do Fundão. Segundo o Centro de Distrital de Operações de Socorro albicastrense tratou-se de “uma ocorrência pouco significativa”. Diário XXI

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Pior mês de Julho desde que há registos



Os dados relativos ao início da época de incêndios florestais indicam já terem ardido neste ano 3 376 km2 de terreno, contra 3 585 km2 no mesmo período de 2006.

Na União Europeia, Julho de 2007 é um dos piores meses de sempre, nomeadamente na Grécia, em Itália e na Bulgária, desde que existem registos de incêndios florestais.

Estes dados foram publicados pelo Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais, gerido pela Comissão Europeia, que emite alertas precoces sobre riscos de incêndios e efectua avaliações dos respectivos danos. Região Sul

Jovens famalicenses prestam serviços à comunidade durante as férias


Mais de 40 jovens do concelho de Vila Nova de Famalicão, com idades compreendidas entre os 12 e os 25 anos, estão, até ao final do mês de Agosto, a participar em diversos projectos comunitários nas áreas do desporto, protecção civil, arqueologia e animação sócio-cultural. Os projectos de Ocupação de Tempos Livres são promovidos pela Câmara Municipal, através do pelouro da Juventude, em parceria com o Instituto Português de Juventude e proporciona aos jovens ocupar alguns períodos das suas férias de Verão, com projectos úteis à comunidade, permitindo-lhes, ao mesmo tempo, adquirir conhecimentos e práticas profissionais em diversas áreas da sociedade.

A salvaguarda do património arqueológico em perigo e o conhecimento da importância dos vestígios antiquíssimos no entendimento da história concelhia, são os objectivos que a autarquia prossegue com os trabalhos de escavação arqueológica que estão a ser desenvolvidos por 18 jovens, no Castro da Bóca, na freguesia de Vale S. Cosme e Castro das Eiras, em Pousada de Saramagos.

Entretanto, 16 jovens famalicenses estão a apoiar a protecção civil do concelho na vigilância florestal, numa actividade de grande relevo cívico, a favor da comunidade, cuidando da floresta e garantindo o futuro colectivo.

No âmbito do Desporto, cuja actividade decorre no Complexo das Piscinas Municipais da cidade, o contacto directo com a dinâmica dos serviços, vem proporcionando a quatro jovens, novas e diversificadas experiências e aquisição de conhecimentos e competências pessoais, que alargarão o seu leque de interesses, fomentando ainda a aquisição de estilos de vida saudáveis.

Por fim, na animação sócio-cultural quatro jovens prestam apoio à realização de colónias de férias proporcionadas a crianças desfavorecidas residentes na Urbanização da CAL, na freguesia de Calendário.

Os vários projectos que estão a decorrer desde o início do mês de Julho prolongam-se até ao final de Agosto, e estão divididos em quatro períodos diferentes, com uma duração mínima de 10 dias, sendo que o programa diário de cada uma das actividades tem a duração mínima de três horas e máxima de cinco horas.

Cada um destes jovens voluntários beneficia de um seguro de acidentes pessoais e uma bolsa horária, no montante de 2,00 euros/hora, tendo direito no final da "missão" a um certificado de participação. O Noticias da Trofa

Especialista defende nova estratégia de combate a fogos

Especialista defende nova estratégia de combate a fogos

Um dos coordenadores do projecto "Fire Paradox", o investigador Eric Rigolot, defendeu esta sexta-feira uma nova estratégia europeia na gestão dos incêndios florestais, com recurso ao próprio fogo na prevenção e combate.

"O fogo é um agente de destruição mas também pode ser uma poderosa ferramenta na gestão florestal", afirmou o investigador do Institut National de la Recherche Agronomique (França), ao preconizar a "definição de uma nova estratégia europeia" neste domínio.

Eric Rigolot intervinha na sessão de apresentação da "II Base Científica Europeia do projecto 'Fire Paradox' - Uma abordagem inovadora e integrada à gestão florestal", que culminou a estadia em Portugal, nomeadamente no Centro de Operações e Técnicas Florestais da Lousã, de vários parceiros do consórcio e de participantes ligados a entidades que actuam nesta área.

"Verões recentes, com violentos incêndios, mostraram que os meios de combate clássicos foram incapazes de controlar a situação: não se apaga este tipo de incêndios com água", sustentou o investigador. O Mirante

Dois fogos consumiram zonas de mato



Um incêndio florestal deflagrou cerca das 17.40 horas junto à passagem de nível do Telhal, em Sintra, tornando-se no segundo fogo ocorrido no mesmo dia naquele concelho do distrito de Lisboa, de acordo com dados da Protecção Civil. Ao fim da tarde estava em fase de rescaldo.

O fogo, que se distribuiu em duas frentes, consumiu uma zona de eucaliptos e mato e foi combatido por 90 bombeiros, com o recurso a 26 viaturas e auxiliados por um helicóptero.

Um outro incêndio registou-se durante a tarde no concelho de Sintra junto a um restaurante do Belas Clube de Campo, mas acabou por consumir uma área "pequena" de mato no exterior daquela área residencial de luxo, de acordo com o adjunto do comandante distrital de Lisboa da Protecção Civil, Miguel Pires. O mesmo responsável disse não estar ainda apurada a origem do fogo, que levou menos de uma hora a entrar em fase de rescaldo, tendo sido extinto logo de seguida.Jornal de Noticias

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Fogo estranho no quartel


Teresa Cardoso

APolícia Judiciária (PJ) de Coimbra está a investigar o incêndio que deflagrou no interior de uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Cabanas de Viriato (BVCV). O veículo estava estacionado na garagem do quartel, desde as 10 horas da manhã de quinta-feira, começando a arder por volta da uma da manhã do dia seguinte. O fogo eclodiu debaixo do banco do condutor do veículo de transporte de doentes. As autoridades terão já excluído a hipótese de qualquer cigarro aceso, esquecido no interior, facto que leva a corporação a temer estar-se perante um crime de fogo posto.

"Os bombeiros estão assustados. Afastada que está, por parte da PJ, a hipótese de o fogo ter sido provocado por um cigarro mal apagado (também ela inverosímil, uma vez que os bombeiros não fumam dentro dos carros), ganha consistência a possibilidade de alguém ter atentado contra o património da corporação. Resta saber com que finalidade", avança Fernando Campos, comandante dos BVCV.

O alerta para as labaredas, dentro do quartel foi dado por uma vizinha da corporação que passava no local. "O combate foi pronto, o que evitou que as chamas se propagassem aos restantes veículos estacionados e, mais grave, pudessem pôr em risco a vida dos bombeiros que dormiam nas camaratas", declara Fernando Campos, que está a estudar a instalação de um sistema de videovigilância no valor de 1250 euros. "Os estragos no veículo elevam-se a 780 euros, com a agravante de ter ficado inoperacional", lamenta a mesma fonte. António Pinto, vice-presidente da direcção dos BVCV, volta a reclamar a construção de um novo quartel que chegou a ser aprovado pela tutela. "Temos o terreno desde 1998, fizemos o projecto, mas faltam as verbas para a sua construção calculada em 900 mil euros". Os BVCV existem desde 1935. Há cerca de duas décadas ocuparam as actuais instalações. "Estamos aqui como sardinha em lata. Precisamos do novo quartel", avisa o tesoureiro António João. Jornal de Noticias

Fogo em Sobrado com três frentes


Ontem, por volta das 15.30 horas, deflagrou um fogo na localidade de Sobrado, em Valongo. O incêndio chegou a avançar em três frentes e a estender-se ao concelho de Gondomar. Duas horas depois, o fogo estava circunscrito e não chegou a colocar habitações em risco, uma vez que na zona predomina mais o mato.

Segundo fonte dos bombeiros, apenas a Escola Profissional de Valongo, que fica nas imediações, esteve ameaçada.

No combate às chamas, estiveram cerca de 70 bombeiros, apoiados por 15 viaturas, duas equipas florestais e dois helicópteros. Estiveram envolvidas as corporações de voluntários de Valongo, Baltar, Ermesinde, Areosa, Gondomar e Rebordosa. À hora do fecho desta edição, o incêndio encontrava-se em fase de rescaldo, encontrando-se apenas no local um pequeno grupo de bombeiros por prevenção a eventuais reacendimentos. RP e SF Jornal de Noticias

Jovens voluntários vigiam floresta no concelho

Entre 15 de Junho e 30 de Setembro a mancha florestal do concelho das Caldas da Rainha está sob a vigilância atenta de jovens que integram o Programa Voluntariado Jovem para as Florestas, financiado pelo IPJ.

Ao primeiro sinal de perigo compete-lhes avisar imediatamente os meios de 1ª intervenção e combate, desempenhando assim um papel fundamental.

Este programa, de vigilância móvel e fixa, funciona diariamente com seis jovens acompanhados por um coordenador do Gabinete Técnico Florestal ou da Protecção Civil da Câmara Municipal das Caldas da Rainha.

Estes vigilantes, com idades entre os 18 e os 30 anos, trabalham por períodos de 15 dias e contam com um apoio diário do IPJ de 12€.

Para integrar este Programa as inscrições encontram-se abertas no Gabinete Técnico Florestal da Câmara Municipal das Caldas da Rainha.

Formados pelos Bombeiros Voluntários e pelo Serviço Municipal de Protecção Civil, estes jovens possuem também a função de sensibilizar a população em geral para a adopção de comportamentos preventivos de incêndios florestais.

Os Locais Estratégicos de Estacionamento – LEE – possibilitam a visualização de praticamente todo o território do concelho e de parte dos concelhos vizinhos. Ao visualizar uma coluna de fumo estes jovens comunicam imediatamente aos meios de 1ª intervenção e combate.

Os meios de 1ª intervenção estão situados estrategicamente na Cabeça Alta, Freguesia de Carvalhal Benfeito, onde se encontra uma viatura equipada com meios de 1ª intervenção, pronta a actuar em caso de emergência.

Esta viatura intervém nos locais para onde for mais rápida a sua deslocação, nomeadamente nas Freguesias de Carvalhal Benfeito, Santa Catarina, Alvorninha, Coto, Salir de Matos, Nossa Senhora do Pópulo e Tornada.

Nas freguesias de Vidais, São Gregório, A-dos-Francos e Landal a vigilância e a 1ª intervenção estão a cargo das Associações de Caçadores das freguesias, no âmbito de um protocolo estabelecido com a Câmara Municipal de Caldas da Rainha.

Nas restantes Freguesias do concelho: Santo Onofre, Nadadouro, Foz do Arelho, Serra do Bouro e Salir do Porto a vigilância está a cargo do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da G.N.R. – SEPNA - entidade legalmente responsável pela vigilância contra incêndios.

Todo o sistema de vigilância funciona como apoio aos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha tentando articular entre todas as entidades envolvidas por forma a que sempre que exista uma ocorrência, por muito pequena que seja, haver de imediato alguém no terreno que proceda a uma 1ª intervenção tão rápida quanto possível, tentando assim evitar os grandes incêndios florestais no concelho. OESTE ONLINE

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Detido por fogo posto no Sabugal



Detido por fogo posto no Sabugal
Um indivíduo de 65 anos foi detido, anteontem, por fogo posto. Segundo fonte da GNR, a investigação está a cargo da Polícia Judiciária. O detido é suspeito de ter ateado um incêndio florestal na segunda-feira, que se iniciou às 19h30 e foi declarado extinto às 22h45. A área e os prejuízos são desconhecidos, disse a mesma fonte.

Churrasco provoca incêndio em Aldeia do Bispo
Um incêndio deflagrou, anteontem, em Aldeia do Bispo, concelho de Penamacor. O fogo teve origem num churrasco feito junto a uma residência e que ateou as chamas num monte de lenha nas proximidades, segundo fonte da GNR de Castelo Branco. O incêndio foi extinto meia-hora depois pelos bombeiros de Penamacor.
Diário XXI

6ª Companhia engloba distritos de Aveiro e Porto


Meia centena de operacionais em Aveiro
A criação de mais três companhias no GIPS veio beneficiar mais quatro distritos do país: Aveiro, Braga, Porto e Viana do Castelo. A 6ª Companhia de Intervenção Protecção e Socorro (6ª CIPS) da GNR está sedeada em Águeda e coordena três Centros de Meios Aéreos (CMA’s) dos distritos do Porto e Aveiro: Águeda, Vale de Cambra e Baltar.

Vera Tavares

A criação da 6ª CIPS veio fortalecer o distrito de Aveiro no que confere ao combate de incêndios florestais. A colocação de cerca de meia centena de jovens ambiciosos militares da GNR nos CMA’s de Vale de Cambra e Águeda deram outra projecção ao combate de primeira intervenção nos incêndios florestais. O comando desta Companhia encontra-se sedeado a Sul do distrito, desde 15 de Maio, data em que se iniciou o Dispositivo Florestal de Combate a Incêndios 2007.
Com um total de 21 militares em Vale de Cambra e 28 em Águeda, o comandante da CIPS, Capitão Morgado, comanda e controla todos estes operacionais, diariamente, e respectivas missões designadas.
Esta Companhia, recém chegada a Aveiro, já deu provas das suas competências e aptidões no que confere à primeira intervenção do combate a incêndios florestais. Analisados alguns dados, os CMA’s de Vale de Cambra e Águeda apresentam já números algo significativos das suas intervenções, quer terrestres quer helitransportadas. Note-se que a 6ª CIPS registou, até ao passado dia 3 de Agosto, o levantamento de 51 autos de contra-ordenação ao D.L. 124/06, 11 por questões ambientais, 183 ao Código da Estrada e, ainda, 12 detenções.
Ambos os CMA’s, Vale de Cambra e Águeda, são compostos por três equipas permanentes, ou seja, uma equipa helitransportada que funciona com o abrir e fechar do respectivo CMA, uma terrestre e outra de reserva. Assim sendo, os comandantes de CMA dispõem de cinco militares na equipa heli e seis na equipa terrestre, descansando, rotativamente, a terceira equipa.
Nas centrais de comunicações dos CMA’s ainda existe, além de um elemento dos bombeiros que faz o elo de ligação com o Centro Distrital de Operações e Socorro, um operador da GNR, que garante todas as comunicações dentro da respectiva instituição.
O responsável máximo pelos GIPS no distrito de Aveiro garantiu, à nossa equipa de reportagem, que as várias especulações que surgem no dia-a-dia sobre os GIPS não têm fundamento. “Esses mexericos não nos afectam, porque somos profissionais. O nosso relacionamento com os bombeiros do distrito de Aveiro, em termos operacionais, tem sido excelente! Nós estamos cá para trabalhar em colaboração com todas as entidades constituintes da Protecção Civil”, frisou Morgado.

GIPS chegaram a 15 de Maio a Vale de Cambra
O Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro que se encontra instalado no concelho de Vale de Cambra chegou à ‘Suiça portuguesa’ na segunda quinzena do mês de Maio, dia em que se iniciou o dispositivo de combate a incêndios florestais.
Esta foi uma etapa muito importante para este grupo, liderado pelo jovem Alferes Cláudio Quelhas. Tendo em conta que o meio aéreo, atribuído ao CMA valecambrense, só chegou a 1 de Junho, os militares instalados em Vale de Cambra começaram a sua missão reconhecendo a sua zona de acção. Vários quilómetros de patrulhamento foram efectuados por estes operacionais na tentativa de conhecerem da melhor forma a sua área e apresentarem-se à população que iriam servir.
O meio aéreo ao serviço em Vale de Cambra chegou quinze dias depois, mas os militares da 6ª CIPS em Vale de Cambra já se encontravam prontos para actuar no Eccureil AS350B2.

Militares cheios de motivação…
Com o passar do tempo e a respectiva adaptação, os militares dos GIPS estão a demonstrar, que, dia após dia, o nível de motivação vai aumentando. Exemplo disso é o segundo sargento Pereira, adjunto do comandante do CMA de Vale de Cambra. Em conversa com o nosso semanário, Pereira confirmou-nos que os militares dos GIPS são um poço de motivação e empenho por uma causa única.
O adjunto do comandante do CMA valecambrense acrescentou, ainda, que “a questão do policiamento de proximidade é uma mais valia e o contacto que temos com a população deixa-nos cheios de vontade de lutar pela defesa da floresta”.

Vale de Cambra com cerca de 70 intervenções
O CMA de Vale de Cambra, que cobre todos os concelhos do Entre Douro e Vouga e os restantes até a um raio de 30 quilómetros, registava, até à data que a nossa equipa de reportagem acompanhou o grupo, cerca de sete dezenas de intervenções. Os 21 militares que, diariamente, acordam cheios de motivação para a missão que escolheram servir, mostraram-se realizados com a prestação que têm desenvolvido. Este CMA, composto por um grupo jovem, dinâmico, cheio de vontade, ambicioso e repleto de sonhos, tem trabalhado ao lado dos corpos de bombeiros da área, apelidando como trabalho de equipa.
“O nosso sucesso e o sucesso dos bombeiros só será possível com muita cooperação”, sustentam. O comandante do CMA valecambrense, Alf. Cláudio Quelhas, adiantou-nos que “todas as intervenções para que temos sido solicitados têm sido um êxito. Tem corrido tudo muito bem; talvez ainda haja a falta de hábito de algumas pessoas para a presença dos GIPS, mas estou convicto que isso será ultrapassado”.

Este líder dos GIPS acrescentou, ainda, que os ‘seus’ militares estão sujeitos a um trabalho árduo, cansativo; daí todos os operacionais terem de estar fisicamente bem, todos os dias. “Temos consciência de que este é o resultado de muito sacrifício, mas os resultados estatísticos de eficácia ajudam-nos a superar todos os obstáculos”, salientou o Alferes Quelhas.

Equipas com missões bem definidas
As equipas de Intervenção Protecção e Socorro (EIPS) dos GIPS têm missões muito bem definidas. Os elementos que, diariamente, integram as equipas terrestres dos GIPS têm como missão primordial a prevenção, dissuasão, vigilância, fiscalização, entre outras, no âmbito da defesa da floresta e no combate aos incêndios florestais. Desta feita, os jovens operacionais não descuram a missão geral da guarda. Estas equipas, sempre que possível e mediante o giro que tiveram na sua missão, apoiam a equipa helitransportada no local do foco de incêndio. Por outro lado, este grupo de militares tem efectuado um policiamento de proximidade, sensibilizando os populares para a limpeza dos matos, para a não realização de queimas, quando necessário elabora autos de contra-ordenação no âmbito ambiental, que envia, à posterior, para as autarquias competentes, fiscalização infracções ao Código da Estrada, infracções ao Decreto de Lei 124/06, entre outras missões.
Neste grupo de intervenção terrestre, os militares têm a sua função previamente definida e ferramenta atribuída para que nada falhe no Teatro de Operações (TO).

Zona de acção dividida por sectores
A zona de acção que compõem o CMA de Vale de Cambra está dividida em quatro sectores bem definidos. O sector A abrange os concelhos de Espinho, Ovar, Feira e São João da Madeira; o B os concelhos de Arouca, Castelo de Paiva, parte significativa de São Pedro de Sul e Cinfães; o C os concelhos de Vale de Cambra, Sever do Vouga e parte de Oliveira de Frades; o último sector, o D, abrange Oliveira de Azeméis, Estarreja e parte de Albergaria-a-Velha. Após esta rigorosa divisão, foram definidos giros de patrulhamento para cada sector, tendo em conta as zonas mais críticas de cada, entre outros apontamentos de referência.

Vale de Cambra ou Águeda?
Após o términus do Dispositivo Florestal de Combate a Incêndios, um dos dois CMA’s do distrito de Aveiro será Base Permanente. Ao que tudo indica, e sob indicações do comandante da 6ª CIPS, capitão Morgado, uma das bases ficará como permanente em simultâneo com Baltar. O líder dos GIPS de Aveiro adiantou que “nada está definido ainda e a única certeza que há é que Baltar continuará a ser Base Permanente, mas terá que haver uma no distrito aveirense”, salientou o Capitão Morgado.

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40 intervenções em Julho…
O GIPS de Vale de Cambra registou, no mês de Julho, cerca de 34 intervenções com a equipa helitransportada e seis intervenções terrestres. Os militares dos GIPS valecambrenses elaboraram 20 autos de contra-ordenação ao D.L.124/06, notificaram 44 transgressores por infracções ao Código da Estrada e, ainda, levantaram seis autos por várias infracções previstas por outros decretos de lei. Durante este mês ainda detiveram sete indivíduos.

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CMA’s comandados por oficiais da GNR
Os Centros de Meios Aéreos (CMA’s) são comandados por oficiais da GNR. E, porque a disciplina por ali milita, as razões hierárquicas são respeitadas por excelência. Na 6ª CIPS, o CMA de Vale de Cambra é comandado por um Alferes e coadjuvado por um 2º Sargento. Já em Águeda e porque o comando da 6ª CIPS está sedeado aí mesmo, o CMA é comandado por um Sargento-Ajudante. Baltar, o outro CMA da 6ª CIPS, é comandado por um Tenente da GNR.

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Dia em grande…com uma equipa de sonho!
Na passada terça-feira, dia 7 de Agosto, uma equipa de reportagem do nosso semanário acompanhou um dia dos GIPS em Vale de Cambra, ou melhor, “uma equipa de sonho”! Quando tudo parecia calmo, chegaram as ocorrências ao CMA valecambrense… um fogo nascente no lugar de Junqueira, concelho de Vale de Cambra, fez com que o H10 (helicóptero estacionado na helipista de Algeriz) e a sua respectiva brigada saíssem para o terreno. Fogo extinto pelos militares dos GIPS que abandonaram o TO apenas aquando da chegada do meio terrestre dos bombeiros locais.
Durante um patrulhamento num dos giros do sector B foram elaborados dois autos de contra-ordenação por depósito ilegal de madeiras e respectiva limpeza. Foram ainda notificados alguns proprietários de terrenos pelo mesmo motivo.
Algum tempo depois, um novo foco de incêndio no concelho de Castelo de Paiva.
GIPS, bombeiros paivenses, helicóptero do CMA valecambrense e, ainda, um helicóptero da Afocelca, que acabou por não operar, estiveram no local.

De regresso ao CMA, os militares dos GIPS foram surpreendidos por algumas infracções ao Código da Estrada, na zona de Nabais, concelho de Arouca. Aí foram notificados cinco infractores por variadíssimas irregularidades previstas no Código da Estrada. Correio de Azeméis

Arrábida sem videovigilância

Sistema está desactivado e a necessitar de recuperação


O sistema de videovigilância do Parque Natural da Arrábida está desactivado desde Maio e a necessitar de recuperação, alertou esta terça-feira uma responsável do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), noticia a Lusa.

De acordo com Cláudia Almeida, da sub-região litoral Centro e Sul, o sistema não tem neste momento qualquer câmara de vigilância em funcionamento e precisa de uma recuperação que deverá ter um custo total de 33 mil euros.

Além disso, o ICNB pretendia que o sistema de videovigilância tivesse ligação directa à Comissão Distrital de Operações de Socorro (CODS), um trabalho que custaria 50 mil euros, sublinhou.

Visto que estas despesas extraordinárias não foram previstas no orçamento geral do Estado, o ICNB está a redigir um documento que pretende entregar a várias entidades no sentido de conseguir financiamento, disse à Lusa Cláudia Almeida.

A gestão dos parques naturais da Arrábida e do Estuário do Sado irá apresentar, até ao final da semana, um estudo mais exaustivo dos gastos necessários para manter o equipamento, com o objectivo de pedir apoios a algumas entidades, nomeadamente ao Governo Civil de Setúbal.

Alguns deputados presentes na reunião desta terça-feira entre a Comissão Parlamentar de Acompanhamento e Avaliação da Política Nacional da Defesa da Floresta Contra Incêndios e a CDOS afirmaram que esta foi uma das principais razões da sua visita ao distrito de Setúbal.

«O ministro do Ambiente disse, na Assembleia da República, que o sistema estava operacional e a funcionar, o que, pelos vistos, é uma mentira», disse Luís Marques, da bancada parlamentar do PSD.Portugal Diário

Quartel de V. F. das Naves e viatura para a Covilhã entre as preocupações



Presidentes das Federações Distritais de Bombeiros elogiam coordenação no combate aos fogos

António Antunes fala sobre Castelo Branco e Madeira Grilo sobre a Guarda, mas partilham a opinião de que, para além dos factores meteorológicos, os incêndios florestais têm sido menos prejudiciais devido à maior agressividade no combate e coordenação de meios
Daniel Sousa e Silva

António Antunes, presidente da Federação de Bombeiros do distrito de Castelo Branco
“A associação da Covilhã e a Autoridade Nacional de Protecção Civil devem procurar um entendimento” para adquirir nova viatura

- Como acha que está a correr a fase Charlie de prevenção de fogos florestais – a de maior risco – até ao momento?
- Esta fase, tanto no distrito de Castelo Branco, como no resto do País, tem estado calma. Isso deve-se a vários factores. Em primeiro lugar, as condições meteorológicas. Costumo dizer que São Pedro é o melhor ou o pior bombeiro que pode haver. Tem havido alguns dias de calor, mas compensados por outros dias com alguma chuva e baixas temperaturas. Este é um factor importante para não haver grande evolução dos incêndios que surgem. Um outro tem a ver com a melhoria do aspecto humano e com o crescimento do número de equipas heli-transportadas.
Por fim, existe o factor sorte. Ao contrário doutros anos, não tem havido incêndios em simultâneo, que obrigam à dispersão de meios.
- Como vê a coordenação de meios, muito criticada no passado?
- Tem havido uma atitude agressiva na mobilização dos meios. Antigamente, quando havia uma ocorrência fazia-se a chamada triangulação, isto é, o avanço de meios de três corporações. Agora, essa triangulação é superada. São enviados sempre mais meios pelo Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) quando se nota que o fogo está a evoluir negativamente. Isto também acontece nas corporações, sendo accionados mais meios que no passado.
- A entrega de equipamento de protecção individual por parte da Autoridade Nacional de Protecção Civil aumentou a eficácia do trabalho dos bombeiros?
- Todos estão gratos pela entrega dos equipamentos de protecção individual, mas acho que não alteraram a actuação pela farda ser diferente. O que acontecia no passado é que corriam mais riscos. Contudo, a atitude continua a mesma.
- A formação e treinos práticos dos bombeiros estão a ser suficientes?
- Os corpos de bombeiros do distrito têm tido a preocupação de formar formadores no seu seio, de modo a que possam realizar-se acções de formação sem custos acrescidos. Posso dar o exemplo do Fundão que, em 2006, leccionou quatro cursos gratuitos de transporte de ambulância. Quanto a treinos, penso que tem havido um número razoável de simulacros.
- Deveriam existir mais bombeiros profissionalizados a trabalhar em conjunto com os voluntários?
- Existem planos nesse sentido por parte da Autoridade Nacional. A questão é que serão insuficientes. Em princípio, serão cinco elementos por corporação, só que existem várias com secções destacadas que também precisam desses elementos. É muito importante que, durante o resto do ano, existam sempre bombeiros prontos a sair ao minuto a qualquer ocorrência.
- Olhando para as corporações do distrito, quais são as carências, no que respeita a meios terrestres?
- O distrito já esteve pior do que actualmente. Mas, por exemplo, a Covilhã precisa de uma viatura de combate a fogos florestais. É uma situação que tem de ser resolvida, só que existe um braço-de-ferro entre a direcção da associação da Covilhã e a Autoridade Nacional de Protecção Civil, nomeadamente no que concerne ao valor da comparticipação para a compra do veículo. As duas instituições devem procurar um entendimento, porque este impasse não leva a lado algum.
- E ao nível de infra-estruturas?
- Conheço todos os quartéis do distrito de Castelo Branco e considerava que a grande lacuna existia na Sertã, mas já conseguiram inaugurar um bom quartel, com estruturas modernas e amplas. Se olharmos para o plano nacional, eu sei que existem quartéis que são autênticos “palheiros” quando comparados com os que servem o distrito.
- Quais são os planos futuros da Federação Distrital dos Bombeiros de Castelo Branco?
- A actual direcção ainda tem pouco trabalho desenvolvido porque as eleições foram quase em cima da época de fogos. Temos estado em contacto e esperamos arrancar com o trabalho em força a partir de Outubro. Existe uma reunião já marcada para Cernache de Bonjardim.

Madeira Grilo, presidente da Federação de Bombeiros do distrito da Guarda
Vila Franca das Naves: “o barracão onde vivem dá uma amostra de terceiro mundismo que não se pode tolerar”

- Como acha que está a correr a fase Charlie de prevenção de fogos florestais – a de maior risco – até ao momento?
- Nesta fase, o trabalho dos bombeiros está a correr bem, já que a actividade daqueles que estão em permanência tem sido facilitada pela ajuda da meteorologia. Os focos de incêndio têm sido debelados com rapidez. Não houve fogo que tivesse durado mais de cinco ou seis horas.
- Como vê a coordenação de meios, muito criticada no passado?
- De facto, houve no passado alguns casos preocupantes. Actualmente, a coordenação está a ser excelente. O sistema está mais rígido e sabe-se quem coordena quem, o que leva a resultados positivos. Do que tenho conhecimento, a intervenção dos bombeiros, quando accionado, tem sido rápida e eficaz.
- A entrega de equipamento de protecção individual por parte da Autoridade Nacional de Protecção Civil aumentou a eficácia do trabalho dos bombeiros?
- Tenho algumas dúvidas sobre isso. Penso que, antes de mais, é necessário que todos os bombeiros saibam manejar esses equipamentos. Existem algumas dificuldades, nomeadamente no accionamento da tenda de protecção.
- A formação e treinos práticos dos bombeiros estão a ser suficientes?
- Penso que nesse campo não nos podemos queixar. A formação tem acontecido regularmente, em quantidade e qualidade, tanto por iniciativa da Federação, como do Centro Distrital de Operações de Socorro e Escola Nacional de Bombeiros.
- Deveriam existir mais bombeiros profissionalizados a trabalhar em conjunto com os voluntários?
- Claro que sim. Com as dificuldades actuais a nível humano, penso que, pelo menos, as corporações de sedes de concelho e distrito têm de ter grupos permanentes de intervenção com profissionais. Este é o caminho necessário, apesar de se dever continuar a valorizar o trabalho dos voluntários.
- Olhando para as corporações do distrito, quais são as carências, no que respeita a meios terrestres?
- Nunca existem meios suficientes. Embora existam excepções, a grande maioria das corporações do distrito está apetrechada razoavelmente. Em Vila Franca das Neves, é necessária, o mais cedo possível, uma viatura de intervenção imediata e na Guarda não existe uma viatura que seja capaz de responder convenientemente se houver um acidente de viação com matérias perigosas. O envelhecimento de muitas viaturas é outra das preocupações.
- E ao nível de infra-estruturas?
- O caso de Vila Franca das Naves é o mais urgente. O barracão onde vivem dá uma amostra de um terceiro mundismo que não se pode tolerar. Há que não esquecer que essa corporação tem 70 operacionais que trabalham sem condições.
- Quais são os planos futuros da Federação Distrital dos Bombeiros da Guarda?
Tenho o objectivo de construir a sede da Federação em edifício próprio. Também continuo a manter o sonho de que seja criada a licenciatura em Protecção Civil no Instituto Politécnico da Guarda. A criação, juntando instituições nacionais e espanholas, de um observatório transfronteiriço de incêndios florestais e outras catástrofes é outra das grandes metas. DiárioXXI

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Incêndios na Beira Interior




Um incêndio, que deflagrou às 22h00 de domingo em Pêra do Moço (concelho da Guarda) e foi extinto duas horas depois. No entanto, esteve sob vigilância dos bombeiros até à hora de almoço de ontem.
Registaram-se ontem dois incêndios nas freguesias de Louriçal do Campo (Castelo Branco) e na Benquerença (Penamacor), que destruíram algum pasto. As causas são desconhecidas, adiantou fonte da GNR.

Identificado autor de fogo posto em Fornos de Algodres
A GNR identificou o suspeito de atear um incêndio que deflagrou no sábado, entre as 13h40 e as 15h15, em Fornos de Algodres e que queimou mato. Aquela força de segurança identificou ainda o responsável pelo incêndio de sábado em Porto da Carne, concelho da Guarda, que destruiu 500 metros quadrados de pasto, oliveiras e castanheiros. Segundo a mesma fonte, o fogo “por negligência” terá começado porque “o motocultivador que o suspeito utilizava na altura para fazer a limpeza de um terreno provocou algumas faíscas que atearam o pasto”.
Diario XXI

Detido indivíduo suspeito de atear quatro fogos em Tabuaço

Homem terá agido por vingança
Detido indivíduo suspeito de atear quatro fogos em Tabuaço
13.08.2007 - 17h11 PUBLICO.PT

Um homem de 31 anos foi detido pela Polícia Judiciária do Porto por suspeita de ter provocado quatro incêndios nas localidades de Desejosa, Vale Figueira, Pinheiro e Granja, no concelho de Tabuaço.

O indivíduo, detido na quinta-feira da semana passada, terá ateado os fogos entre os dias 27 de Maio e 8 de Agosto, que "puseram em perigo uma extensa área florestal", avança a Judiciária em comunicado.

De acordo com a polícia, o homem — que prestou serviço como voluntário nos bombeiros de Tabuaço durante dez anos — "terá agido com propósitos de vingança", depois de ter sido expulso daquela unidade.

Após ter sido ouvido pelas autoridades judiciárias competentes, o indivíduo ficou em prisão preventiva.

A Federação dos Produtores Florestais de Portugal celebrou um protocolo com o Grupo 8 para a vigilância nocturna ne C














A Federação dos Produtores Florestais de Portugal celebrou um
protocolo com o Grupo 8 para a vigilância nocturna na Zona de
Florestal de Cadaval, Rio Maior e Azambuja, numa área de oito
mil hectares.










A vigilância será realizada por oito elementos, acompanhados de cães
(equipas cinotécnicas) que percorrerão a zona florestal a partir das 19h00,
apoiados por duas viaturas.


Trata-se de um projecto pioneiro na Europa, que implica um investimento
inicial de cem mil euros. Os promotores pretendem alargar esta iniciativa a
outras áreas do território. Correio da Manhã

Pequenos fogos em Aldeia Viçosa (Guarda) e Fundão

Pequenos fogos em Aldeia Viçosa (Guarda) e Fundão
Um incêndio deflagrou, na madrugada de ontem, perto da localidade de Aldeia Viçosa, concelho da Guarda, tendo destruído 500 metros quadrados de mato e pasto. Segundo fonte da GNR guardense, as causas e prejuízos são desconhecidos. O alerta foi dado às 3h00, tendo o incêndio sido considerado extinto uma hora mais tarde pelos bombeiros da Guarda e Celorico da Beira.
Na sexta-feira, mas no concelho do Fundão, deflagraram dois incêndios, “todos pequenas dimensões”, disse fonte da GNR. Nos Enxames, ardeu parte de um barracão que causou prejuízos de dois mil e 500 euros. Em Penamacor, o fogo queimou 800 metros quadrados de sobreiros e oliveiras, também no valor de dois mil e 500 euros. Nas duas ocorrências, as causas são desconhecidas. Diário XXI


Segunda-Feira, 13 de Agosto de 2007


Prevenção de fogos florestais
A existência de áreas sobrepostas numa dezena de Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) em todo o País poderá dificultar o trabalho de prevenção contra fogos florestais por parte das associações que fazem a gestão destas zonas. No total estão sinalizados dez casos, entre eles a Serra da Estrela.
O alerta parte do secretário-geral da Federação dos Produtores Florestais de Portugal, Ricardo Machado, que, em declarações à Agência Lusa, questionou "o problema de quem tem a jurisdição sobre as áreas", quando se verificam casos de sobreposição de ZIF's cuja gestão é assegurada por diferentes entidades.
"A falta de entendimento pode fomentar a ausência de gestão e a ocorrência de mais fogos", advertiu o responsável. "O que vai acontecer é que nem uma entidade nem outra vai fazer o trabalho, congelando todos os trabalhos decorrentes da gestão como limpezas, plantações e defesa contra incêndios", explicou ao sugerir: " a Direcção-Geral dos Recursos Florestais vai ter de decidir porque os proprietários e as organizações cumpriram todos os requisitos", chamando a atenção para a lacuna existente na legislação que permite que "duas entidades possam fechar a sua ZIF em termos legais". Diário XXI

domingo, 12 de agosto de 2007

Assinatura do Contrato

Finalmente o pessoal do 33-04 assinou ontem o contrato no posto de Mangualde por 3 meses de trabalho vamos lá ver se não é preciso prolongar.

Quanto ao salário resta saber se vem dia 22 como na GNR

Teremos que aguardar mais uns dias e pedir uns trocos aos familiares para poder ir trabalhar e cumprir a missão que nos propusemos .

Graças as condições climatéricas este ano está a correr bem vamos ver se mantem assim até ao final da campanha.

Boa vigia por ai.

Metade do que ardeu este ano era área protegida

Metade do que ardeu este ano era área protegida



ELSA COSTA E SILVA


Proporção foi a mais alta registada no conjunto dos países Europa do Sul
Os incêndios florestais pouparam Portugal no início deste Verão, mas, ainda assim, o País não conseguiu evitar que as chamas atingissem as áreas naturais protegidas. Do total de área ardida até 31 de Julho, cerca de 46% atingiram zonas da Rede Natura. Os dados pertencem ao Sistema de Informação Europeu sobre Fogos Florestais (EFFIS), um programa da Comissão Europeia (CE).

O primeiro relatório do EFFIS para 2007 assinala o período positivo que o País tem enfrentado, sendo um dos menos afectados dos cinco países da Europa do Sul tradicionalmente atingidos pelo drama dos fogos florestais. Melhor do que Portugal, que registou apenas 2810 hectares de área ardida em grandes incêndios, só o Sul de França, com 2091.

A situação foi particularmente grave em Itália, onde arderam mais de 86 mil hectares, e na Grécia, com 81 mil atingidos. Ainda assim, e proporcionalmente, os desempenhos, no que respeita a áreas protegidas, foram mais favoráveis: apenas 20% da área ardida italiana foram na sua Rede Natura e nos helénicos o valor só chegou aos 14,5%. Em Espanha, onde a situação foi menos dramática (com apenas 8544 hectares ardidos), só 21,5% afectaram zonas protegidas. Pelo que o comportamento português no combate a fogos florestais foi o menos eficiente no que diz respeito à salvaguarda das áreas protegidas. O DN tentou sem sucesso ouvir o Instituto da Conservação da Natureza, que tutela a Rede Natura, sobre esta matéria.

O EFFIS é um sistema de mapeamento, baseado em dados meteorológicos e imagens por satélite, que fornece dados sobre o risco de incêndio, bem como avaliações rápidas de danos causados pelas chamas, para áreas superiores a 50 hectares. Os mapas de risco são enviados diariamente aos serviços florestais e de protecção civil de cada Estado. O sistema foi desenvolvido pelo Centro Comum de Investigação, o braço científico da CE, e é coordenado por Paulo Barbosa, um investigador português a trabalhar nas instalações de Ispra (Itália).

Risco reduzido

Os mapas produzidos pelo EFFIS para Portugal mostram que, de facto, o País não enfrentou grande perigo em Maio e Junho, sendo que, nesse período, 2007 foi um dos anos com menor grau de risco desde 2002. O risco agravou-se ligeiramente na primeira quinzena de Julho, mas ainda assim manteve-se sempre em níveis de risco considerados moderados. Relativamente a outros Estados membros, apenas a França enfrentou menor perigo. A Espanha, que proporcionalmente à dimensão do país, teve uma situação semelhante a Portugal, enfrentou níveis de risco um pouco mais elevados. Curioso é o facto de Itália não ter tido uma situação de perigo muito diferente de Portugal e Espanha (apesar de uma área ardida de dimensão muito maior), contrariamente à Grécia, que, desde a segunda quinzena de Julho, viu o risco subir quase drasticamente.

Apenas 6,6% de 2002 a 2006

Até 31 de Julho, a área ardida em Portugal, com 5086 hectares, foi de 6,6% da média dos últimos cinco anos, segundo a Direcção-Geral dos Recursos Florestais. O valor é mais elevado do que o apresentado pelo EFFIS, já que não contabiliza apenas os incêndios que atingem mais do que 50 hectares. O melhor desempenho do País nesta matéria tem sido explicado pelas condições meteorológicas mais favoráveis e melhor organização da vigilância e combate. DN

sábado, 11 de agosto de 2007

Visita ao Comando Distrital de Operações de Socorro de Évora

Visita ao Comando Distrital de Operações de Socorro de Évora


2007-08-09

Intervenção do Ministro da Administração Interna no Comando Distrital de Operações de Socorro de Évora

Para ter sorte é preciso trabalhar...

Tenho sido felicitado por as condições climáticas não serem más e não haver muitos fogos. Dizem-me que temos sorte. Mas para ter sorte é preciso trabalhar e nenhuma das pessoas envolvidas neste combate – cerca de 9500 na «fase Charlie», de 1 de Julho a 30 de Setembro – regateia esforços.

Portugal sem fogos depende de todos. Todos somos agentes da protecção civil – Bombeiros, Serviços e Forças de Segurança e Forças Armadas. A Autoridade Nacional de Protecção Civil tem garantido uma boa cooperação. E o Governo dá um sinal da importância desse combate: dispõe de um Secretário de Estado da Protecção Civil, no âmbito do MAI.

Para quem, como eu, desempenhou funções no Governo há 5 anos, é fácil apreender as transformações. Este ano, dispusemos antecipadamente de 40 meios aéreos, de um total de 52. E foi criada uma empresa, que possuirá, a curto prazo, 10 helicópteros e 2 aviões, para garantir uma autonomia em missões de protecção civil e segurança interna.

No domínio dos meios humanos – os mais importantes -, têm sido dados passos decisivos. Para além dos Bombeiros Voluntários, imprescindíveis, foram criadas equipas profissionalizadas. Este ano, foi apresentada a primeira companhia de «Bombeiros Canarinhos», composta por 120 homens. No próximo ano, teremos uma segunda equipa.

Nas Forças de Segurança, foram criados organismos especializados como o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente e o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro. Também merece destaque a existência de uma rede de torres de vigia. Só este esforço permite evitar que as ignições se transformem em incêndios.

No plano legislativo, o Código Penal passará a contemplar um crime de incêndios florestais. Esse crime é punido, nos casos mais graves, com penas até 12 anos de prisão e não depende da criação de um perigo: está em causa a defesa de um bem comunitário e ambiental. As pessoas colectivas passam a ser punidas. E os inimputáveis que ateiam fogos poderão ser internados durante os meses de maior risco. Portal do Governo

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Fogos circunscritos em Constância e Gouveia

Fogos circunscritos em Constância e Gouveia
Dois incêndios, já circunscritos, lavram no território continental, um no concelho de Constância e outro no concelho de Gouveia, de acordo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC)


Um incêndio florestal começou hoje às 13h21 no concelho de Constância, distrito de Santarém, mobilizando 82 bombeiros, 22 viaturas e três helicópteros no combate às chamas.

O fogo, em zona de pinhal, iniciou-se junto à Estrada 358-2, que liga Constância à Barragem de Castelo de Bode.

Outro incêndio em zona de mato deflagrou às 13h42 na localidade de Cativelos, concelho de Gouveia, distrito da Guarda.

As chamas estão a ser combatidas por 59 bombeiros, 14 viaturas e dois helicópeteros, de acordo também com a ANPC.

Lusa / SOL

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

incêndio de Moimentinha/Cerejo

Do blogue de Vila Franca das Naves fui buscar este vídeo que para eles é especial pois era centésimo post.


Mulheres que apagam fogos


Mulheres que apagam fogos

São os homens que continuam a apagar a maior parte dos incêndios na região. Mas as mulheres vão entrando aos poucos nas zonas operacionais e mostram valor.

O alarme soa no quartel dos Bombeiros Voluntários de Alcanede, concelho de Santarém. Um incêndio lavra no Covão dos Porcos no vizinho parque da Serra de Aire e Candeeiros. A bombeira Vera Pereira, 22 anos, é a única mulher a ocupar posição na viatura com uma guarnição de cinco elementos. Combatem na frente do incêndio quando ficam cercados por causa da mudança do vento. Depois da viatura protegida resta à bombeira deitar-se sobre o alcatrão à espera que as labaredas varram a área. “É nessas alturas que vejo a vida a passar-me pela cabeça em segundos”, confessa a bombeira que não balança com as situações limite por que já passou ao longo de oito anos.

O incêndio do Covão dos Porcos aconteceu numa tarde de Agosto do ano passado. Mas a situação poder-se-ia ter repetido em qualquer dos 40 incêndios que Vera Pereira ajudou a apagar em 2006 com a ajuda dos bombeiros do sexo masculino. São eles que continuam a encher os quartéis de toda a região.

Segundo dados do comando operacional de Santarém as mulheres representam apenas vinte por cento do total de efectivos das 28 corporações do distrito. “Só nos anos 80 se deu o grande boom”, revela o comandante operacional distrital, Joaquim Chambel. E quando se fala cargos de comando o cenário torna-se ainda mais negro. Apenas uma tem essa categoria no distrito de Santarém. É Lucília Coimbra, adjunta de comando dos Bombeiros Municipais de Santarém . “Os bombeiros são reflexo do que acontece no resto da sociedade”, diz o coordenador sobre a escassa participação das mulheres.

Em Alcanede existem 16 mulheres bombeiros para 68 homens. O comandante da corporação, Paulo Santos, revela que muitas as mulheres bombeiras fazem uma pausa de dois anos depois do parto. “E raramente voltam ao quartel”, constata ressalvando que há casos de operacionais femininas que conseguem conciliar os bombeiros e a família.

Foi curiosamente um elemento feminino que o comandante indicou para frequentar um curso avançado de socorrista durante sete semanas. A escolha recaiu sobre Vera Pereira. “É um dos elementos a quem entrego qualquer missão com toda a confiança”, garante o operacional que considera que as mulheres da corporação fazem o trabalho tão bem ou melhor que os homens. Mesmo instaladas em condições precárias, como acontece em Alcanede. Sempre que há alerta para uma emergência durante a noite um dos operacionais tem que sair das instalações para avisar os elementos femininos de serviço. É lá fora, frente à porta principal, que está montado o contentor onde as bombeiras pernoitam. Um autêntico caixote com duche e três camas que serve de camarata feminina que vai funcionar até que esteja pronto o novo quartel.

Nada que desmotive a bombeira Vera Pereira, natural de Rio Maior, que aos 16 anos rumou ao concelho vizinho depois de ver fechada a porta da corporação da terra que não possuía efectivo feminino. “Disseram-me que não aceitavam mulheres”, recorda. A vizinha do quartel dos bombeiros, habituada desde cedo ao barulho das sirenes, não desistiu. Rumou a Alcanede e superou as provas físicas e escritas sobre como montar escadas, linhas de água, trabalhar com extintores e aparelhos respiratórios. Depois da especialização em socorro vai ficar mais ligada ao serviço de saúde, mas a sua grande paixão é apagar fogos. Seja à agulheta ou a puxar a mangueira. É nessas alturas que a adrenalina sobe e o espírito de grupo atinge o esplendor. Em Verões intensos os bombeiros apagam fogos durante dias e é preciso não deixar esmorecer os camaradas. “Temos que falar sempre uns com os outros e dar força”. Desistir é palavra que nunca se ouve. O Mirante

Por: Ana Santiago

Fogos não circunscritos nos concelhos de Ferreira do Zêzere e de Nelas

Fogos não circunscritos nos concelhos de Ferreira do Zêzere e de Nelas
Dois fogos lavram no território continental, um no concelho de Ferreira do Zêzere e outro no concelho de Nelas, encontrando-se os dois não circunscritos, de acordo com a Protecção Civil

Um incêndio florestal deflagrou hoje às 13h53 na localidade de Igreja Nova, concelho de Ferreira do Zêzere, distrito de Santarém.

O fogo está a ser combatido por 90 bombeiros, 27 viaturas, três helicópteros e dois aerotanques pesados, indica o site na Internet da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

Por outro lado, um incêndio em zona de mato lavra desde as 14h24 na localidade de Urgeiriça, concelho de Nelas, distrito de Viseu.

Este fogo está a ser combatido por 48 bombeiros, 11 viaturas, um helicóptero e dois aerotanques ligeiros.

Durante o dia de quarta-feira, a ANPC registou 126 ocorrências de fogo florestal, que mobilizaram 1.658 bombeiros e 412 viaturas.

Lusa/SOL

Segurança na floresta «como numa empresa»

Segurança na floresta «como numa empresa»
Experiência piloto europeia de patrulha nocturna em floresta
Uma experiência piloto a nível europeu vai ser iniciada esta quarta-feira no Cadaval com o patrulhamento nocturno de uma zona florestal por uma empresa de segurança.

O objectivo do projecto é "fazer segurança num espaço florestal como numa empresa", disse o secretário-geral da Federação dos Produtores Florestais de Portugal (FPFP), um dos promotores da iniciativa apresentada em Lisboa, numa conferência de imprensa.

Ricardo Machado acrescentou que a Zona de Intervenção Florestal (ZIF) do Cadaval - uma das três existentes no país, a par de Oliveira do Hospital e Loulé - tem uma área aproximada de 8.000 hectares, um pouco menos do que a extensão do concelho de Lisboa, que tem 8.480 hectares.
As ZIF são áreas territoriais contíguas, com espaços maioritariamente florestais e planos de gestão e defesa da floresta.

Essencialmente constituída por eucaliptal (60 a 70 por cento) e pinhal, a floresta vai ser patrulhada durante a noite por duas equipas em simultâneo, cada uma constituída por dois vigilantes e um cão, que se deslocam em viaturas todo-o-terreno.

Ao todo, trabalharão no patrulhamento oito homens e dois animais, que disporão de duas viaturas equipadas com GPS e sistemas de comunicações, especificou o representante da empresa de segurança.

Esta experiência piloto é realizada pela Grupo 8, que conta investir no projecto 100 mil euros, disse Miguel Morgado, responsável daquela empresa de segurança, que suportará a totalidade do investimento.

Este projecto de defesa da floresta prolongar-se-á durante o Verão e enquanto se mantiver elevado o risco de incêndio.

Caso seja bem sucedida a iniciativa, os seus promotores admitem alargá-la às outras duas ZIF ou até mesmo a áreas florestais mais pequenas (500 a mil hectares), nomeadamente as que sejam propriedade de fundos de investimento florestal, disse Ricardo Machado.

No caso dos vigilantes detectarem incêndios ou outro tipo de ocorrências, como caça clandestina, avisarão as autoridades: Protecção Civil e forças policiais.
Kaminhos
08-08-2007
Lusa

Prevenção contra os fogos



Prevenção contra os fogos
É através deste slogan que o Governo e as Autarquias Locais pretendem sensibilizar os cidadãos para a as boas práticas a implementar na floresta.


Durante a época de Verão o risco de incêndio florestal em Portugal é, substancialmente, maior. Neste sentido Governo e Autarquias Locais alertam os cidadãos, através de várias campanhas publicitárias, para acções de prevenção que minimizem o risco de incêndio.
“Portugal sem fogos depende de nós” é uma campanha lançada pelo Ministério da Administração Interna, através do Gabinete do Secretário de Estado da Protecção Civil, que pretende prevenir acções de risco e promover boas práticas entre todos os cidadãos, no combate ao flagelo dos incêndios florestais.
A nota enviada pelo Gabinete do Secretário de Estado da Protecção Civil refere: “Importa que todos os cidadãos estejam atentos, impedindo os trabalhos agrícolas na floresta, o lançamento de foguetes na floresta, a realização de piqueniques nas zonas florestais ou a realização de queimadas. Importa, também, que tenhamos todo o cuidado no sentido de não serem lançados cigarros para a floresta ou para a berma das estradas. Ao mesmo tempo, importaria que todos os cidadãos promovessem, sem utilizarem fogo, a limpeza dos matos junto das casas e dos caminhos, como forma de impedirem que os incêndios se aproximem das suas habitações ou das instalações agrícolas e industriais.”
Em 2007, o Governo definiu através da Portaria nº 755/2007 de 29 de Junho, que o período crítico no âmbito do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, vigora de 1 de Julho a 30 de Setembro.
Se avistar o início de um incêndio florestal ligue de imediato para o 112 ou o 117.

O QUE SE FAZ EM ÁGUEDA
O concelho de Águeda, de modo especial nesta época do ano, tem agendado um conjunto de iniciativas que visam promover a Defesa da Floresta Contra Incêndios.
De forma a cumprir as linhas orientadoras estratégicas definidas pelo Plano Municipal de Defesa Florestal Contra Incêndios (PMDFCI), a Câmara Municipal através do Gabinete Técnico Florestal determinou actividades de vigilância, detecção, fiscalização, 1ª intervenção e combate, num Plano rápido e de carácter Operacional Municipal (POM), mobilizando e tirando partido, deste modo, de todos os meios e agentes na área de influência municipal.
O Gabinete Técnico Florestal de Águeda refere este programa como uma óptima iniciativa destinada aos jovens que, deste modo, podem ocupar, na pausa escolar de férias, o seu tempo livre promovendo a prevenção e a segurança da floresta. Em Águeda, e até agora, já participaram 25 jovens, que continuam a colaborar com a Autarquia neste Plano Voluntário de Prevenção. Recorde-se que este programa de Voluntariado Jovem para as Florestas pertence ao Instituto Português da Juventude. O programa de Voluntariado tem como principais objectivos a participação activa dos jovens na preservação da natureza e da floresta, reduzindo o flagelo dos incêndios, através de acções de prevenção.
Recorde-se, ainda, que existe na autarquia uma equipa de Voluntários, que, aos fins-de-semana, fazem acções de patrulhamento e vigilância florestal. Ao todo estão integrados nas brigadas de patrulhamento e vigilância 8 funcionários municipais.
Por outro lado o Gabinete de Protecção Civil Municipal acaba de lançar um cartaz de sensibilização com o objectivo de alertar a população para os cuidados a ter com a floresta. Neste cartaz os Munícipes são informados sobre os cuidados a ter com a utilização do fogo, bem como da legislação que está em vigor.

PONTOS DE ÁGUA
A autarquia disponibiliza, actualmente, em locais de difícil acesso, tanques de água com capacidade entre os 60 a 80 m3 de água (+/- 70.000 litros). O aproveitamento e utilização destes locais de abastecimento de água (pontos de água), não estavam optimizados, de modo a permitirem um acesso, mais fácil e mais rápido, à água. Deste modo, foram realizadas várias uniões que ligaram esses tanques a bocas-de-incêndio localizadas junto às estradas e aglomerados populacionais. Esta solução permite com mais facilidade e rapidez o abastecimento de viaturas de combate a incêndios, assim como uma maior cobertura e protecção às habitações existentes nesses locais.
Na pista do Aeródromo do Casarão a Câmara Municipal de Águeda mandou instalar 3 tanques de Água com a capacidade de 70.000 litros de água cada, com o objectivo de prover ao abastecimento de aviões de combate a incêndio (Canadair, Dromader) na pista, assim como de viaturas de combate a incêndios florestais.

AGENTES NO TERRENO
Importa, também, referir todos os agentes e meios envolvidos no concelho de Águeda. Podemos dizer que estas equipas têm como grande missão a 1ª intervenção, o combate, rescaldo e vigilância pós-rescaldo. Este ano e através do Plano Operacional Municipal (POM) foram sectorizadas áreas e os agentes de modo a todos os meios estarem coordenados e aptos a ocorrerem em situação de perigo e incêndio florestal, optimizando deste modo os meios existentes no concelho. Existem duas equipas da Câmara Municipal, que fazem vigilância em Agadão e Macinhata do Vouga. Três Associações de Protecção Civil, Castanheira do Vouga, Belazaima-do-Chão e Valongo do Vouga. Uma equipa de Sapadores Florestais, localizada no Préstimo, sob gestão da Associação Florestal do Baixo Vouga. A estes meios e equipas associa-se a Pista de Aviação do Casarão que permite a gestão e operacionalização dos meios aéreos.
Nesta campanha nacional de prevenção e preservação da floresta importa acreditar que todos temos um papel muito importante a desempenhar.
Não crie situações de incêndio (fogo, foguetes, fumo).
Previna e limpe os seus terrenos dos materiais combustíveis (matos, ramos, folhas) que aí possam existir.
Informe alguma situação de incêndio que surja para o 112 ou 117.
Autor: Litoral Centro

Foto: interna

Quarta-feira, 08 de Agosto de 2007 - 18:03:47

Maior risco de fogo chega dentro de um a dois anos



Maior risco de fogo chega dentro de um a dois anos

RITA CARVALHO

Especialistas dizem que melhorias deste ano se devem à meteorologia
As condições meteorológicas favoráveis e a melhor organização da vigilância e do combate aos incêndios explicam que a área ardida este ano seja só 6,6 % da média dos últimos cinco anos. É esta a opinião de dois especialistas ouvidos pelo DN. Contudo, José Cardoso Pereira, engenheiro florestal, deixa o alerta: as grandes manchas florestais consumidas em 2003 e 2005 ainda não estão em boas condições de voltar a arder. O perigo real chegará dentro de um ou dois anos.O especialista do Instituto Superior de Agronomia considera que não é na floresta que está a mais valia justificativa do inferior número de ocorrências e de área ardida deste Verão. "Até porque, de uma forma geral, a floresta está muito parecida com o que estava nos últimos cinco anos. O ganho obtido até agora não vem da reforma florestal, porque nessa área não se avançou tanto como devia", afirmou ao DN. Um dos exemplos é a rede de gestão de faixas de combustível, aceiros e caminhos que são limpos e abertos para compartimentar a mancha florestal e suster o avanço das chamas. "Ainda estamos ao nível da rede primária (caminhos principais) e, mesmo nessa, muito pouco foi feito", diz.Outro ponto que ainda não está a dar frutos são as zonas de intervenção florestal (ZIF), onde a partilha de responsabilidades entre proprietários permite uma gestão mais eficaz. "Uma coisa é criar ZIF, outra muito diferente é alterar a sua floresta", alerta. Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, considera também que as alterações estruturais ao nível da propriedade florestal são quase nulas.As condições meteorológicas favoráveis são a explicação mais consistente para a diminuição dos incêndios, considera o engenheiro florestal. Os dados do último relatório da Direcção Geral dos Recursos Florestais confirmam que Junho e Julho foram meses mais chuvosos e frios do que o habitual, principalmente no Norte. Além disso, o calor não se prolongou por muito tempo, sendo sempre interrompido por dias amenos.Melhorias no combateO reforço da vigilância e a melhoria do sistema de detecção estão a dar um forte contributo na redução dos fogos, considera Duarte Caldeira. A Liga diz que tem sido fundamental a presença no terreno de uma força da autoridade: a GNR, através do Serviço Especial de Protecção da Natureza e do Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro. "Fazem vigilância visível, que leva as pessoas a reduzirem os comportamentos negligentes e até intencionais."Duarte Caldeira lembra ainda que a redução das ignições ajuda a uma maior organização das forças no terreno. E considera que houve progressos na coordenação institucional. "Há mais e melhor diálogo".Apesar das melhorias, até ao momento, o problema não está, de forma alguma, resolvido, alertam os dois especialistas. Cardoso Pereira diz mesmo que "os sistemas de combate ao fogo correm o risco de ser vitimas do próprio sucesso". Basta ver o caso da Galiza. O que era considerada uma região modelo, transformou-se num mar de cinzas. DN

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Incêndios: Circunscritos 2 fogos no concelho de Tabuaço


Os incêndios que deflagraram hoje de madrugada no Concelho de Tabuaço, distrito de Viseu, foram já dados como circunscritos, de acordo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).
Segundo a Autoridade Nacional da Protecção Civil, o incêndio que deflagrou às 02:22 em Granja do Tedo foi dado como circunscrito às 08:13.
Às 09:00, este incêndio continuava a mobilizar 53 bombeiros e 12 veículos, segundo informação disponível na página da ANPC.
O outro incêndio que deflagrou às 01:04 na localidade de Pinheiros foi também dado como circunscrito às 09:00, depois de terem sido reforçados os meios no terreno.
Além dos 54 bombeiros e 12 viaturas, estão agora a operar dois meios aéreos.
Os dois incêndios atingiram zonas florestais.
A zona de Portugal continental com maior risco de incêndio previsto para hoje é o interior norte e centro, de acordo com o Instituto de Meteorologia.
Dados revelados terça-feira pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF) indicam que entre 01 de Janeiro e 31 de Julho ocorreram 4.529 ocorrências de fogo, que terão consumido 5.086,81 hectares de área.
De acordo com a DGRF trata-se de um valor inferior aos registados nos anos anteriores, em termos comparativos.
Diário Digital / Lusa
08-08-2007 9:21:00

Alerta de fogos: 117 entupido devido a bombeiros

Alerta de fogos: 117 entupido devido a bombeirosO número gratuito para alerta de incêndios, o 117, está a ser usado pelos bombeiros para comunicações internas, que o utilizam para contactar com o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS). A justificação para tal é a poupança de dinheiro, revela a edição desta quarta-feira do jornal Público.
Segundo revela o diário, nas centrais telefónicas distritais caem diariamente, em média, mais de 500 chamadas sendo que, na grande maioria, não são alertas de fogo.
«Isto sem falar dos muitos casos em que um bombeiro chefe de viatura, que está no terreno a acudir uma situação de emergência, liga para o 117 para obter mais dados operacionais», denuncia ao DN um operador do CDOS.
O Ministério da Administração Interna (MAI) reconhece que esta situação abusiva possa estar a acontecer em algumas corporações, lembrando, no entanto, que todos os quartéis de bombeiros estão «munidos de equipamentos de rádio que lhes permitem comunicar internamente sem recorrer ao telefone e sem custos».
O MAI considera apenas plausível que tal aconteça «em comunicações circunstanciais, quando há interferências nas redes de rádio».
08-08-2007 9:57:31 Diário digital

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Incêndios em Montalegre


Incêndios em Montalegre
Deputados assinalam «bom exemplo» da reflorestação em Fafião
Os deputados da Comissão Eventual de Acompanhamento e Avaliação da Floresta Contra Incêndios consideraram hoje como um «bom exemplo» a reflorestação nos baldios de Fafião, Montalegre, onde se concilia a floresta com a pastorícia e o turismo



Depois de um grande incêndio em 1999, o conselho directivo dos baldios de Fafião, freguesia de Cabril, em Montalegre, implementaram vários projectos de reflorestação que obedecem a uma «lógica integrada» de gestão dos terrenos.O presidente da Junta de Freguesia de Cabril, Pedro Giesteira, disse à Agência Lusa que 1.000 hectares do total de 2.100 dos baldios de Fafião, foram reflorestados com pinheiros bravos e silvestres, bétulas, carvalhos e sobreiros, nos quais foram implementados vários caminhos de forma a dar descontinuidade à floresta.Para além dos vários pontos de águas que foram criados, a aposta passou também pela limpeza dos matos que, segundo o responsável, «é feita regularmente».O resultado foi, de acordo com Pedro Giesteira, uma «redução muito significativa» do número de ignições e de área ardida naquele território que integra o Parque Nacional da Peneda-Gerês.Para o responsável, o objectivo destes projectos, que contaram com o apoio de fundos comunitários, do PNPG e da Câmara de Montalegre, foi «planificar e ordenar» para ser mais fácil a «gestão» deste espaço florestal.Para Luís Carloto Marques, deputado do PSD que integra a Comissão Eventual de Acompanhamento e Avaliação da Floresta Contra Incêndios, Fafião é «um bom exemplo» do trabalho que pode ser feito na floresta.O deputado destacou a interligação entre a pastorícia, já que nesta zona se aposta na produção de cabrito de raça bravia e vaca barrosã, a floresta e o turismo de natureza.Segundo Luís Marques, o objectivo da visita do grupo parlamentar a Montalegre foi precisamente «divulgar» este bom exemplo do que pode ser feito na floresta portuguesa.Também Jorge Almeida, deputado socialista, destacou o «ordenamento florestal» implementado e a «participação activa" das populações locais na concretização dos projectos».Nesta deslocação ao distrito de Vila Real a Comissão Eventual de Acompanhamento e Avaliação da Política Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios vai também reunir-se com os técnicos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), especialistas pela área dos fogos florestais.Técnicos da UTAD estão a avaliar, este Verão, o combate aos grandes fogos florestais para melhorar as estratégias de combate e reduzir a área ardida em Portugal, um projecto que resultou de uma parceria com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).A UTAD destacou para a sede da ANPC dois colaboradores para tratamento de dados, definição de indicadores de gestão e preparação e elaboração de relatórios semanais de monitorização das operações de combate. No terreno, técnicos e alunos da UTAD, fazem a monitorização dos incêndios, desde os meios colocados no terreno, da sua capacidade de intervenção, da logística agregada, da forma de ataque, dos recursos a técnicas de fogo controlado e de contrafogo, à incorporação de analistas de incêndios para uma melhor leitura do teatro das operações.O coordenador do estudo, Hermínio Botelho, disse à Lusa que hoje, por exemplo, estão duas equipas, com quatro técnicos cada, na Lousã para avaliar o combate ao incêndio que deflagrou naquela zona. Em Outubro, segundo o responsável, vai ser feita uma «avaliação global» dos resultados, a partir da qual serão promovidas as alterações mais estruturais que são necessárias introduzir no dispositivo do ano 2008.O departamento florestal da UTAD tem desenvolvido, nos últimos anos, um vasto trabalho de investigação, designadamente na criação e acompanhamento das equipas de fogos tácticos, em que se utiliza o contrafogo como uma das formas de combater o incêndio.
Lusa/SOL

Os vigilantes ainda não receberam o salário relativo a Julho


Depois de denúncias de atrasos nos pagamentos
Ministro deu ordens para celebração imediata de contratos com vigilantes da floresta
07.08.2007 - 21h17 Lusa

O Ministério da Administração Interna (MAI) ordenou hoje à GNR para celebrar "imediatamente" os contratos com os cerca de 900 vigilantes da floresta, depois de estes terem denunciado que estavam a trabalhar sem um vínculo profissional.
Num comunicado divulgado hoje, o do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, explica que um despacho emitido a 5 de Julho instruía o comandante geral da GNR a “outorgar os contratos de trabalho a termo necessários à contratação de 908 vigilantes”.O despacho aguarda ainda publicação em Diário da República mas “mesmo antes da celebração dos contratos de trabalho com os vigilantes, a GNR adiantou as verbas correspondentes às remunerações vencidas entre 15 de Maio e 30 de Junho”, adianta a nota.No entanto, e indo ao encontro das reivindicações dos vigilantes, Rui Pereira revela que "transmitiu já instruções para que os contratos sejam imediatamente celebrados mesmo antes da publicação do despacho em Diário da República, visto que tal publicação não é condição de legalidade dos contratos". O ministro da Administração Interna deu igualmente instruções à Guarda Nacional Republicana (GNR) para o adiantamento das verbas correspondentes às remunerações de Julho. Vigilantes sem contrato e com salários em atrasoUm dos vigilantes revelou ontem que os cerca de 900 vigilantes contratados para detectar incêndios florestais ainda não receberam o vencimento de Julho e que desconheciam quando seriam pagos, situação que a própria GNR, que os contratou, confirmou.Mário Santos, que trabalha num posto na Serra de São Luís, na região de Setúbal, dizendo falar em nome dos colegas, disse também que, a par do atraso no pagamento, os vigilantes que trabalham nos 236 postos de vigia a termo certo até final de Setembro também não assinaram ainda qualquer contrato. Acrescentou que os vigilantes dos 69 postos da rede primária de vigilância, activada desde 15 de Maio, receberam um adiantamento alegadamente correspondente ao mês e meio que terminou no final de Junho, mas que Mário Santos diz não ser coincidente com o que os vigilantes contavam receber. O ordenado "apalavrado", porque não há nenhum contrato firmado, era de 500 euros mensais mais subsídios de refeição e de turno, explicou. Contactado ontem pela Lusa, o porta-voz do Comando-Geral da GNR disse que a situação se arrasta por não ter sido ainda publicado em Diário da República o despacho que disponibiliza a verba para os pagamentos aos vigilantes. "Provavelmente, voltará a ser-lhes adiantado o mês de Julho", disse o tenente-coronel Costa Cabral, adiantando estar "convencido" que "nos próximos dias", "talvez ainda esta semana", o problema fique resolvido. A rede de vigilância para detectar fogos florestais tem um total de 236 postos, 69 dos quais entraram em funcionamento a 15 de Maio e os restantes 169 a 1 de Julho, com actividade prevista até final de Setembro. Público

Menos fogos este ano e com menor dimensão



Menos fogos este ano e com menor dimensão CÉU NEVES

Este ano registaram-se menos fogos e menos área ardida por incêndioEste ano arderam 5086,81 hectares de floresta em Portugal, um valor inferior à média da área ardida nos primeiros sete meses dos anos anteriores. Em termos de número de fogos, os 4529 focos de incêndio registados são praticamente metade do verificado ao longo de 2006 , 9898 fogos.Trata-se de um balanço provisório e que foi apresentado ontem pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF). O relatório revela não só uma diminuição do número de ocorrências, mas também que as áreas ardidas em cada incêndio são inferiores às verificadas em 2006. Dos 4529 fogos, 571 revelaram-se incêndios florestais, praticamente um terço do verificado nos 12 meses do ano passado.A análise dos últimos cinco anos indica uma diminuição de área ardida desde 2005, ano em que se atingiram os valores recorde, com 105 169, 75 hectares ardidos. Entre 1 de Janeiro e 31 de Julho deste ano, a floresta ardida é inferior aos valores médios em cada um dos cinco anos anteriores. Esta diferença é mais acentuada em Junho e Julho, meses em que se verificaram menos 56 824,46 hectares ardidos do que a média. Em termos de ocorrências, Junho registou menos 2485 fogos e Julho menos 4552. As condições atmosféricas fo- ram os principais responsáveis por tais melhorias. "No mês de Ja- neiro choveu menos do que era es- perado, enquanto que Junho foi dos meses analisado aquele em que ocorreu em média uma mai- or precipitação", diz o relatório.Portalegre (1318,21 hectares ardidos) e Beja (1247,43 hectares) foram os distritos mais afectados pelos incêndios. Em contrapartida, Coimbra (10,72 hectares) e Castelo Branco (48,01 hectares) foram pouco fustigados pelos fogos.Ao nível de ocorrências, Porto (709), Braga (512) e Lisboa (484) tiveram mais fogos que os outros distritos, mas com repercussões diferentes. Nos de maior dimensão demográfica, Lisboa e Porto, ocorre- ram sobretudo incêndios de pequenas proporções (fogachos), enquanto que em Braga se registaram mais incêndios florestais (81). Vila Real registou o segundo valor mais elevado de incêndios florestais, 70. DN