terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Imagen IKONOS (incendios forestales Hayfa, Israel)‏

Mapa basado en una imagen del satélite Ikonos de las más de 2000 hectáreas

que se quemaron en los alrededores de Hayfa (Israel):

http://www.scanex.ru/news.local/news/img/n761444IMG_1.jpg

Los incendios comenzaron el 4 de Diciembre de 2010,

hasta su completa extinción el 17 de Diciembre por parte de

la aviación rusa de EMERCOM: http://www.mchs.gov.ru/?lang=3Deng

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Especialista critica ausência de programa de investigação sobre incêndios


Lusa

O investigador universitário Domingos Xavier Viegas defendeu hoje, em Coimbra, a criação de um programa nacional de investigação dos fogos e lamentou que a União Europeia não tenha também essa visão.

Em declarações à agência Lusa no final da 6.ª Conferência Internacional de Investigação em Fogos Florestais, Domingos Xavier Viegas frisou que os participantes consideraram necessário desenvolver um lóbi junto da Comissão Europeia nesse sentido. “Para dar mais relevo ao tema dos incêndios nos programas europeus”, justificou o presidente da comissão organizadora da conferência, ao expressar uma das conclusões dessa reunião científica.

Domingos Xavier Viegas, docente da Universidade de Coimbra e especialista em investigação sobre fogos, realçou que nas reuniões de especialistas europeus sobre riscos o tema dos incêndios “acaba por ser secundarizado” e as políticas muitas vezes são definidas por responsáveis provenientes dos países do Norte, em que este problema não tem o mesmo impacto.

A falta de uma estratégia definida num programa nacional e europeu acaba por deixar os investigadores dispersos, em função dos financiamentos que conseguem, “cada um a trabalhar por seu lado, a trabalhar nas coisas que pode fazer ou que gosta de fazer”, referiu.

“Não há grande esforço das autoridades para juntar esses esforços, desde logo estabelecendo programas, uma estratégia e linhas de financiamento que enquadrassem as pessoas a trabalhar umas com as outras”, sublinhou.

Na sua perspectiva, “é este passo que falta dar: por um lado, reforçar a comunidade científica em cada país e, depois, facilitar a ligação entre os vários países”.

Domingos Xavier Viegas realça que Espanha e França estão já a trabalhar nesse sentido, mas o caso que aponta como exemplo é o da Austrália, que após a catástrofe de 2003 criou um programa nacional e é hoje “uma das mais importantes comunidades científicas mundiais”.

“Eu gostava que na Europa houvesse uma estratégia, uma visão destas, mas infelizmente não é o caso. O caminho que se seguiu foi financiar projectos avulsos. Financia-se um projecto muito grande, mas tudo o que está fora deste projecto não tem apoio”, observou.

Sobre Portugal diz que é reconhecida a situação de crise, mas na sua óptica há também “um pouco falta de critério na selecção das prioridades”. “Ouvimos os governantes falar que vão ser comprados mais não sei quantos carros de bombeiros, vão ser feitos mais não sei quantos quartéis de bombeiros, e são centenas de milhões de euros que se gastam anualmente nisso. Não ponho a questão da necessidade desses recursos, mas se uma pequena percentagem disso fosse também investida na ciência talvez todo o sistema beneficiasse disso”, concluiu.

A 6.ª Conferência Internacional de Investigação em Fogos Florestais, que teve início na passada segunda-feira, reuniu em Coimbra cerca de 250 participantes oriundos de 38 países.

In ecosfera

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Programa de computador ajuda a prever fogos secundários‏

Os perigos associados aos incêndios florestais e os que podem resultar da deflagração de fogos secundários durante o combate às chamas pelos bombeiros, levou a equipa liderada por Domingos Xavier Viegas a desenvolver um programa de computador que ajuda a prever as áreas onde há maior risco de deflagrarem chamas secundárias, tendo em conta as características do local e as condições meteorológicas. O Spot Fire arrancou em 2009 e deve estar concluído no final de 2011.
"Os focos secundários podem agravar os perigos de um incêndio, aumentando a sua velocidade de propagação e colocar em risco a vida de pessoas ou bens", recorda Xavier Viegas, presidente da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), onde está integrado o projecto liderado pelo Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
No Laboratório de Estudos sobre Incêndios Florestais, onde têm sido desenvolvidos trabalhos nesta área (ver texto secundário), a equipa começou por "estudar a libertação de partículas incandescentes por árvores ou arbustos".
"Utilizamos sistemas de aquisição e análise de imagens muito avançados, que nos permitem medir não apenas o número de partículas libertadas como o seu número e dimensão assim como as suas velocidades e trajectórias iniciais", explica Domingos Xavier Viegas.
E uma das conclusões é que a casca do eucalipto, das espécies mais perigosas num fogo, "pode percorrer, em determinadas condições, uma distância de cinco a sete quilómetros". Xavier Viegas diz que "as que caem mais perto são as que preocupam para já, pois são que têm maior probabilidade de provocar focos secundários".
Além desta análise, a equipa está "a estudar as propriedades de combustão de diversas partículas e as características aerodinâmicas, para poder compreender melhor o seu comportamento durante o transporte pelo vento". "Colegas nossos que desenvolvem modelos numéricos estão a trabalhar na integração dos dados, para simular a trajectória das partículas em diversas condições ambientais, tendo em conta a presença do fogo, vento e topografia, para prever o modo de combustão e a provável do seu impacto com o solo", frisa.
Além dos objectivos científicos de melhorar o conhecimento do problema, a equipa espera transmitir os conhecimentos às entidades operacionais. "E, a médio prazo, dotá-las de ferramentas de decisão mais fiáveis para um combate mais seguro dos incêndios", admite o coordenador do projecto. A meta é chegar a um programa de computador, mas o investigador da ADAI admite que "ainda faltam muitos passos". Mas destaca a importância "da colaboração com os bombeiros e as autoridades da Protecção Civil" no desenvolvimento deste e outros estudos.
Com um financiamento de 136 mil euros, a ADAI contou com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, que financiou o projecto a 100%. "Tem sido muito difícil obter apoio financeiro para estes estudos, da parte de entidades operacionais ou de empresas com actividades florestais ou afins", acrescenta.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1704368

sábado, 28 de agosto de 2010

Incêndios: as sugestões da Quercus


Associação ambientalista exige aposta na gestão e conservação da floresta

A aposta na gestão e conservação da floresta para prevenir os incêndios «continua a tardar», defendeu esta quarta-feira a Quercus, que aponta o ordenamento como essencial, tal como a diversificação da paisagem, a educação cívica e a vigilância.

Em comunicado citado pela Lusa, a associação ambientalista refere que, sete anos após «a catástrofe do Verão de 2003», apesar de algumas melhorias no sistema de coordenação e combate aos fogos, «a aposta na prevenção continua a tardar para a gestão e conservação da floresta portuguesa» durante todo o ano.

Para a Quercus, «é difícil ordenar o que não se conhece», por isso defende ser «urgente» a elaboração de um novo cadastro da propriedade rústica para servir de base a uma política florestal que promova o associativismo e a gestão da estrutura minifundiária de grande parte da floresta do norte e centro do país.

As Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) «ainda não estão devidamente operacionalizadas no terreno, devido em parte à burocracia associada e à falta de financiamento da gestão florestal».

O ordenamento florestal deve estar integrado nos planos municipais onde a necessidade de conter a dispersão urbanística nos espaços florestais deve ter «particular atenção».

«Portugal parece particularmente empenhado em destruir a sua própria floresta, autorizando diversos projectos de urbanização em áreas condicionadas, nomeadamente áreas de montado de sobro e azinho e florestas litorais», critica a Quercus.

A associação salienta também a necessidade de apostar na silvicultura preventiva sustentável, adaptada às condições ecológicas de cada local, com a diversificação da floresta e utilização de espécies autóctones mais resistentes ao fogo, como carvalhos ou sobreiros.

«A aposta na educação cívica e ambiental é fundamental para promover uma alteração dos comportamentos de risco actualmente existentes, dado que não se pode usar o fogo nos espaços florestais no período crítico do Verão», diz a Quercus, realçando o estímulo à participação de todos na vigilância.

A entidade ambientalista defende a necessidade de «agilizar o acesso às verbas previstas no Fundo Florestal Permanente e no PRODER para a gestão da floresta portuguesa».

A Quercus salienta que, com os incêndios e maior área ardida, «aumenta o risco de erosão, o risco de cheias, uma diminuição da qualidade da água principalmente com as primeiras chuvadas após o incêndio, havendo ainda emissões consideráveis de gases com efeito de estufa e uma alteração do uso do solo».In Tvi24


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fogo acabou com festa em Ervedal da Beira

Cláudia Trindade

OLIVEIRA DO HOSPITAL

Mais de uma centena de bombeiros combateram ontem, durante a tarde, um incêndio florestal na localidade de Ervedal da Beira (Oliveira do Hospital). O fogo deflagrou cerca das 15H20, segundo fonte do CDOS. Com “uma frente e dois flancos”, as chamas consumiram “aproximadamente 10 hectares de floresta”, referiu o comandante dos Voluntários de Lagares da Beira, António Pinto. O incêndio “começou atrás do restaurante Vale dos Amores e o vento empurrou-o para o interior da população”, acrescentou António Pinto, ao DIÁRIO AS BEIRAS. As chamas chegaram a estar a cerca de 150 metros das habitações, levando ao pânico dos populares. “Não colocou a população em perigo, mas teve duas projecções. Uma para um palheiro, num local sem acesso junto à capela mortuária e outra com mais de 500 metros”, explicou o comandante. Pelas 16H30, o incêndio mantinha a frente activa, mas estava a evoluir favoravelmente, tendo sido dominado pelas 17H20. “Vamos consolidar bem o rescaldo, para que não existam reacendimentos”, afirmou António Pinto. continua in as beiras online

domingo, 18 de julho de 2010

Incêndio florestal em Monte do Bispo


Um incêndio florestal deflagrou ontem por volta das 17h30, na localidade de Monte do Bispo, na freguesia de Caria.

O fogo foi combatido por 32 bombeiros com nove viaturas de duas corporações, apoiados por dois aviões ligeiros, duas brigadas heli-transportadas com 14 homens e quatro elementos da Força Especial de Bombeiros (FEB). A Guarda Nacional Republicana tomou conta da ocorrência.

In Gentes de Belmonte

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Dez mil elementos preparados para combate às chamas no arranque da fase Charlie


01.07.2010
Lusa

A época mais crítica em fogos florestais começa hoje com um dispositivo de combate praticamente idêntico ao do ano passado, de cerca de dez mil elementos, apesar de os especialistas temerem um Verão com risco elevado de incêndio devido ao inverno chuvoso.

Durante a fase “Charlie” de combate a incêndios, que começa hoje e se prolonga até 30 de Setembro, estarão operacionais 9985 elementos, 2177 veículos e 56 meios aéreos, além dos 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR.

O dispositivo é praticamente idêntico ao do ano passado, registando apenas um aumento de 156 elementos, segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

O Ministério da Administração Interna garante que o dispositivo previsto é “o necessário e o adequado” para responder de forma “positiva a este desafio” dos fogos florestais, tendo em conta que a “doutrina” adoptada nos últimos anos “tem um estratégia e uma organização que têm dado resultados”.

Dos quase dez mil elementos que compõem o dispositivo fazem parte bombeiros voluntários e profissionais, sapadores florestais, equipas da Força Especial de Bombeiros “Canarinhos”, Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR e Equipas de Intervenção Permanente, contando ainda com o apoio do Exército, associação de empresas do sector papeleiro e de celulose, brigadas do Grupo de Análise e Uso do Fogo (GAUF) e Equipas de Vigilância e Ataque Inicial.

Este dispositivo é coordenado pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, através do seu Comando Nacional (CNOS) e Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS).

Os meios aéreos disponíveis incluem 35 helicópteros e 16 aviões. Dos 56 aparelhos, nove são meios do próprio Estado, sendo os restantes alugados.

O dispositivo tem um custo de 103 milhões de euros, semelhante a 2009, segundo o secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco.

Especialistas já afirmam que o inverno chuvoso e rigoroso que se registou em Portugal, alternando com altas temperaturas na Primavera, poderá aumentar o risco de incêndios florestais neste Verão.

O relatório provisório da Autoridade Florestal Nacional (AFN) indica que entre 1 de Janeiro e 15 de Junho arderam 2700 hectares de floresta, enquanto no mesmo período do ano passado já tinham ardido 19.241, representando uma diminuição de 85 por cento.

in ecosfera

terça-feira, 18 de maio de 2010

DR 95 SÉRIE I de 2010-05-17


Portaria n.º 269/2010
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Estabelece que o período crítico no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios vigore de 1 de Julho a 15 de Outubro no ano de 2010

sábado, 15 de maio de 2010

700 homens compõem Dispositivo de Combate a Incêndios do Distrito

Nova Guarda

A partir de 15 de Maio estará já estacionado um helicóptero na Guarda

Ainda que o distrito da Guarda não tenha registado uma grande área ardida este ano, comparativamente com o mesmo período do ano passado, o dispositivo que existirá no distrito da Guarda para responder à calamidade dos incêndios florestais vai ser idêntico ao do ano passado. As autoridades esperam que o Distrito não sofra este ano da mesma tragédia que atingiu no verão de 2009 o concelho do Sabugal, e por isso a prevenção e sensibilização são apostas para combater os incêndios florestais, que estatisticamente têm uma incidência muito reduzida em deflagrações sem intervenção humana.

Foi apresentado em Celorico da Beira, no início desta semana, o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais do Distrito da Guarda, que não sofre grandes alterações em relação ao que já esteve disponível no ano passado.

Já a partir de sábado, 15 de Maio, data de entrada em acção da fase Bravo, vai passar a estar estacionado na Guarda um helicóptero, e estarão em disponibilidade um efectivo de 80 operacionais, divididos por oito equipas de combate a incêndios (ECI) e oito equipas de intervenção permanente (EIP), junto das corporações de bombeiros do distrito da Guarda.

A formação do dispositivo, que irá crescendo gradualmente, a partir desta data e até 1 de Julho – quando estará no terreno a fase Charlie, conta com a colaboração dos 23 corpos de bombeiros existentes no distrito da Guarda.

Assim, a partir de 1 de Junho estará também já disponível um helicóptero na base de Seia. A 1 de Julho, aí sim, estará implementado todo o dispositivo, que será comporto por perto de 700 elementos terrestres, apoiados por mais de uma centena de viaturas e três meios aéreos (Guarda, Seia e Mêda). O Governador Civil do Distrito da Guarda salientou ainda a importância da complementaridade deste dispositivo de combate a incêndios com a confirmação da manutenção de uma base de meios pesados em Seia, integrado no dispositivo nacional.

O Comandante Distrital Operacional, António Fonseca, destacou que a estrutura que estará no terreno permitirá uma “musculada e consistente reacção” a um alerta de incêndio, fazendo sair os primeiros meios em apenas dois minutos, estimando-se que a primeira força seja capaz de chegar ao terreno num máximo de 20 minutos, seja por via terrestre ou com uma equipa helitransportada. “Os bombeiros estarão a trabalhar no máximo da sua disponibilidade”, concluiu.

Governador Civil acredita que um maior uso da terra impedirá grandes incêndios

Para Santinho Pacheco, Governador Civil da Guarda, o pouco uso das terras e consequente abandono das mesmas, sem que exista um cuidado com a sua manutenção e limpeza, são factores que não só não limitam a progressão dos incêndios florestais como contribuem para que estes progridam mais rapidamente no terreno.

Apesar de se mostrar “tranquilo” face aos meios que sabe que estarão disponíveis para o combate aos incêndios no distrito da Guarda, o Governador Civil voltou a apelar à “ocupação e eficaz uso do território”, como fórmula, neste caso, de uma “campanha eficaz” contra os incêndios.

Dos 1400 incêndios registados no ano passado, Santinho Pacheco frisou que “pouco menos de um por cento tem causas naturais”, frisando o factor humano, algumas vezes por negligência e outras por dolo, como factor principal dos incêndios florestais.

“Prevenção” é a palavra principal para o combate, defendendo Santinho Pacheco que pode haver necessidade de intervir por força de lei, tal como já existe nos casos dos meios urbanos, para que os proprietários das terras façam a desmatação devida, considerando que “cada cidadão é um agente da protecção civil”.

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais será composto por meios e elementos dos Corpos de Bombeiros, GNR, SEPNA, PSP; Sapadores Florestais, Autoridade Florestal Nacional (AFN), ICN-B (Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade), Forças Armadas, Cruz Vermelha Portuguesa, Associação de Produtores Florestais (APF), da empresa Afoselca e autarquias.

Por: José Paiva

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Inverno chuvoso pode agravar época de incêndios florestais


09.05.2010
Lusa, PÚBLICO

O Inverno chuvoso obrigou agricultores a adiarem as queimadas nos seus terrenos e contribuiu para uma maior biomassa nas florestas. Peritos em fogos apontam estas como as principais razões para uma época de incêndios florestais que se pode torna preocupante.

Hermínio Botelho, do Departamento de Ciências Florestais da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), considera que as queimadas que “ficaram adiadas e com certeza vão ocorrer a partir de agora” são a questão mais “complexa e difícil de gerir”. in Ecosfera