quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Jornada Técnica de Teledetección e Incendios

- Zaragoza - 17 de marzo de 2010

La iniciativa de esta Jornada Técnica surgió en
la reunión del Grupo de Trabajo en Incendios
forestales de la AET, durante el congreso de
Calatayud, y se desarrolla bajo el patrocinio de
la Red Nacional de Teledetección Ambiental (RNTA,
http://www.aet.org.es/?q=presentacion-rnta). El
objetivo y la estructura de la reunión se ha
fraguado, por tanto, con aportaciones de los
miembros del Grupo de Trabajo, que ahora se da a
conocer a toda la AET. Mediante esta circular,
para la que se ruega la máxima difusión, se
quiere involucrar -invitar- a todos los posibles
interesados, sea en calidad de asistentes (que
podrán participar en los debates), sea mediante
presentación de metodologías-

resultados.

Objetivo de la Jornada Técnica: propiciar un
ámbito de intercambio de experiencias y discusión
de metodologías en relación con la aplicación de
la teledetección a la temática de los incendios
forestales. La Jornada está abierta (1) tanto a
personas-grupos que deseen hacer una
presentación, como a quienes únicamente deseen
asistir, y (2) tanto a investigadores como a empresas y administraciones.

Día, lugar, horario: 17 de marzo, en el Edificio
Paraninfo de la Universidad de Zaragoza (Pza. B.
Paraíso), entre las 10:00 y las 19:00 horas.

Estructura de la Jornada Técnica:
* 10:00 horas - Acogida a los participantes en la Jornada.
* 10:15 horas - Conferencia invitada (en
español): Giuseppe Amatulli (European Commission
- DG Joint Research Centre, Institute for
Environment and Sustainability, IES, JRC-Ispra),
Estimación de área quemada en los paises
euro-mediterráneos en el marco de los escenarios
de cambio climático (IPCC SRES A2/B2).
* 11:30 a 14:30 horas - Sucesión de
presentaciones y posterior diálogo*. La relación
de grupos-personas intervinientes aún no está
cerrada, si bien se cuenta ya con la
participación de personas de los siguientes centros:
* Instituto de Economía, Geografía y
Demografía (IEGD-CCHS), Consejo Superior de
Investigaciones Científicas (CSIC), Madrid.
* Escuela Técnica Superior de Ingeniería
Agraria (ETSEA), Ingeniería Agroforestal, Universitat de Lleida.
* Instituto de Recursos Naturales y
Ordenación del Territorio (INDUROT) - Universidad de Oviedo.
* Escuela Universitaria de Ingeniería, Universidad del País Vasco.
* Departamento de Geografía, Universidad de Alcalá.
* Departamento de Geografía y Ordenación
del Territorio, Universidad de Zaragoza.
* Usuarios de las administraciones públicas.
* 14:30 a 16:00 horas - Comida (nueva
oportunidad para la interacción entre personas-grupos)
* 16:00 a 18:00 horas - continuación de las
presentaciones y posterior diálogo*.
* 18:00 a 19:00 horas - Debate sobre posibles
iniciativas de colaboración y actividades
posteriores; pudiéndose avanzar ya la propuesta
de una monografía sobre el estado de la cuestión
y la propuesta del Presidente de la AET de un
posterior seminario que involucre a otras instituciones.
* La organización temporal definitiva de las
presentaciones-debates está supeditada a la
incorporación, tras este anuncio, de otras
nuevas; en todo caso, el programa detallado será
comunicado a las personas inscritas/interesadas
en la Jornada Técnica. Quienes deseen participar
con una presentación, deben ponerse en contacto
con Juan de la Riva (delariva@unizar.es) antes
del 3 marzo (preferible si se contacta lo antes posible).

Cuestiones logísticas:
La accesibilidad a Zaragoza está facilitada,
entre otras, por la conexión AVE con
Madrid-Barcelona. El inicio de la reunión, a las
10:00 horas, está programado -al menos- para dar
posibilidad a la llegada vía AVE. Desde la
estación de tren-autobuses de "Zaragoza Delicias"
hay servicio de bus urbano hasta el Edificio
Paraninfo mediante la línea 51 (también la línea 34, menos directa).
Quienes deseen alojamiento para la noche anterior
o posterior, pueden dirigirse a Juan de la Riva
(delariva@unizar.es), por cuanto a través del
acuerdo de la Universidad de Zaragoza con
diversos hoteles, se puede facilitar al
interesado habitación con desayuno en
establecimientos de 3 y 4 estrellas por un precio
único de 65,97 Euros. Se ruega comunicar este
requerimiento, caso de ser necesario, antes de final de febrero.

Inscripción:
La Red Nacional de Teledetección Ambiental
cubrirá los gastos logísticos de la Jornada
Técnica, incluyendo la comida de mediodía.
Aunque la inscripción es gratuita, por cuestiones
logísticas debe remitirse a Juan de la Riva
(delariva@unizar.es) antes del 3 de marzo,
cumplimentando la información siguiente:

Apellidos y nombre:
Institución o Empresa:
Correo electrónico / teléfono:
Necesidad de alojamiento (detallar):
Interés por hacer una presentación en la Jornada (título):
Observaciones:

Esperando que esta actividad sea de tu interés y
que te animes a asistir, recibe un cordial saludo,
Juan de la Riva

___________________________________________
Dr. Juan de la Riva
Profesor Titular de Análisis Geográfico Regional
Departamento de Geografía y Ordenación del Territorio
Facultad de Filosofía y Letras. Universidad de Zaragoza
C/ Pedro Cerbuna 12, 50.009 Zaragoza (Spain)
Tel: (34) 976.76.10.00 ext. 3925
Fax: (34) 976.76.15.06
E-mail: delariva@unizar.es
http://geoforest.unizar.es/
http://geografia.unizar.es/

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Governo quer alargar videovigilância das Florestas a todo o país



O secretário de Estado da Proteção Civil, Vasco Franco, revelou em Leiria, que o Governo tem intenção de avançar com a instalação de câmaras de videovigilância nas florestas de todos os distritos do país.
«No distrito de Leiria temos provavelmente o melhor sistema de videovigilância que actualmente está instalado. Já há sistemas em alguns distritos, mas este aqui é o que está, em termos operacionais, a funcionar muito bem», disse Vasco Franco durante a visita ao Comando da GNR de Leiria.
A videovigilância nas florestas ainda não está instalada em todos os distritos, pelo que o Governo pretende «generalizar [a sua instalação] no país» no próximo ano, tendo como base o sistema de Leiria. «Vamos lançar as bases para que possa estar a funcionar no próximo ano. Este ano vamos manter os dois sistemas, a videovigilância e as torres de vigia», assegurou, revelando ainda que a GNR já efectuou um estudo para a instalação de mais de 200 postos de videovigilância em todo o país. «Para já, tem uma estimativa de custos de cerca de 15 milhões de euros. Vamos fasear esse processo, mas a intenção é avançar talvez com uma candidatura ao QREN [Quadro de Referência Estratégico Nacional]», adiantou.
Vasco Franco acrescentou que o dispositivo contra incêndios para 2010 «vai ser muito parecido ao do ano passado, quer nos meios aéreos quer nos meios terrenos». No entanto, frisou que o modo de recrutamento dos elementos para os postos de vigia vai voltar ao modelo de 2008. «Uma das coisas que não funcionou da melhor maneira foram as torres de vigia, porque optou-se por recrutar pessoas que estavam no desemprego e gerou alguma instabilidade em relação à sua permanência, pois arranjavam emprego e iam embora», constatou. O governante elogiou, no entanto, as equipas de primeira intervenção. «Conseguimos montar um dispositivo que nos tem permitido reduzir substancialmente as áreas ardidas, mesmo que o número de eclosões tenha aumentado no ano passado». Mas, para Vasco Franco, o fundamental é que «a detecção seja o mais eficaz possível para que essa primeira intervenção possa surgir logo no início». Porta da estrela

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Apresentado método pioneiro para avaliar produtos de combate a incêndios florestais


Lusa

O catedrático Domingos Xavier Viegas destacou hoje a importância de uma metodologia pioneira de avaliação da eficácia dos produtos químicos na extinção dos incêndios florestais, apresentada por uma investigadora da Universidade Politécnica da Catalunha.

“Cada descarga [aérea] pode custar dezenas de milhares de euros”, disse o especialista em incêndios florestais da Universidade de Coimbra (UC), ao sublinhar a importância de um sistema que permita avaliar, em termos objectivos, a eficácia do uso dos retardantes no combate ao fogo. A metodologia, apresentada hoje na UC pela investigadora Eulalia Planas, do Centro de Estudos do Risco da “Universitat Politècnica de Catalunya”, foi testada com fogo controlado em parcelas do Parque Natural de Ngarkat, no Sul da Austrália.

Ainda em fase preliminar, a metodologia permite “medir quantitativamente uma série de parâmetros, avaliando a eficácia do ataque aéreo no combate aos fogos”, disse Eulalia Planas, no final da conferência que proferiu hoje no Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

“Gasta-se tanto dinheiro com meios aéreos, é bom saber até que ponto é bem gasto. Em Portugal não há nenhum sistema que permita avaliar a eficácia destas descargas em termos objectivos”, salientou Xavier Viegas, presidente da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI). De acordo com o professor catedrático da FCTUC, “poderá haver situações em que a eficácia não seja a desejada, ou porque não se está a usar os produtos adequados ou porque o lançamento não ocorre nos locais apropriados”.

“Como envolve milhões e milhões de euros, é de toda a importância haver uma avaliação envolvida”, defendeu Domingos Xavier Viegas. Na sua perspectiva, “em geral, em Portugal, há um bom uso dos produtos, mas a avaliação é subjectiva”, pelo que “um estudo deste tipo, feito por amostragem, talvez permitisse chegar a resultados mais objectivos e dar recomendações”. “É muito importante para os bombeiros e pilotos que fazem o ataque poderem quantificar o seu trabalho ou ver como podem melhorar”, frisou, por seu turno, Eulalia Planas.

Segundo a docente do Departamento de Engenharia Química da Universidade Politécnica da Catalunha, antes da criação deste modelo pioneiro de avaliação da eficácia dos retardantes no combate às chamas havia já alguns estudos experimentais, debruçando-se sobre factores como a dimensão das descargas ou a distribuição da concentração, mas não uma avaliação “no ataque directo, medindo todos os parâmetros”.

Sobre a avaliação da eficácia dos diferentes produtos químicos usados nas descargas aéreas, a cientista disse que, em termos quantitativos, ainda não foi possível chegar a conclusões. A conferência de Eulalia Planas deu-se a convite do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da ADAI. Ecosfera


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

«Reflorestar nem sempre é a melhor opção»


Francisco Moreira, do Instituto Superior de Agronomia, falou ao
«Ciência Hoje» sobre o projecto «Recuperação de áreas ardidas»
2009-09-30
Por Luísa Marinho




Francisco Moreira, do Instituto Superior de Agronomia
O que fazer com as grandes áreas que ardem durante o Verão continua a
ser uma questão que todos os anos levanta dúvidas e cria polémicas.
Para pensar sobre esta problemática e definir as melhores soluções foi
criado o projecto «Recuperação de áreas ardidas».

Com coordenação do Instituto Superior de Agronomia (ISA), este
projecto de investigação e formação envolve a Universidade de Aveiro
(UA) e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Ontem, a
UA recebeu Francisco Moreira, investigador do Centro de Ecologia
Aplicada Prof. Baeta Neves, do ISA, que transmitiu a técnicos
florestais alguns resultados das investigações que estão a ser feitas
neste âmbito.


Em conversa com o «Ciência Hoje», Francisco Moreira explicou que os
workshops que o projecto promove têm como objectivo “a transferência
de conhecimento dos centros de investigação para as pessoas que andam
no terreno”.

O programa, iniciado em 2006, actua em várias vertentes. Sublinha a
importância de um planeamento prévio, com o mapeamento das áreas mais
sensíveis, e investiga as melhores formas de se lidar com terrenos já
ardido.

“Muitas vezes, reflorestar nem sempre é a melhor opção”, considera,
contrariando a política que tem sido praticada nos últimos anos. “A
reflorestação tem a maior parte das vezes menos sucesso do que a
regeneração natural, que é mais rápida e não agride o solo”.


«A gestão das áreas ardidas é ainda parente pobre
do tema dos incêndios»
A retirada de todas as árvores ardidas não é também “aconselhável”,
afirma. Técnicas para diminuir a erosão do solo estão também a ser
estudadas.

Durante os quatro anos de implementação deste projecto, nos quais
foram ministrados diversos cursos de formação avançada e workshops,
não houve ainda, considera Francisco Moreira, “nenhum avanço
significativo”, a nível institucional, nesta área. “Infelizmente, a
gestão das áreas ardidas é ainda parente pobre no tema dos incêndios”,
lamenta, acrescentando que “as pessoas esquecem-se dos problemas que
podem existir nas áreas ardidas”.

“A implementação das ideias que transmitimos está muito longe de se
concretizar”, remata.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Última Hora - EDP planta castanheiros no Parque de Montesinho após corte "abusivo" de carvalhos

Proprietários vão receber 2300 castanheiros

EDP planta castanheiros no Parque de Montesinho após corte "abusivo" de carvalhos

A EDP Distribuição vai entregar mais de 2300 castanheiros a 46 proprietários de oito localidades integradas na área do Parque Natural de Montesinho, como forma de compensação pelo corte abusivo de algumas centenas de árvores, essencialmente carvalhos, no início do ano.

O "incidente" ocorreu quando uma empresa ao serviço da EDP dava cumprimento à obrigatoriedade de criação de faixas de gestão de combustíveis e limpeza das áreas sob as linhas aéreas de alta e média tensão, que acabou por cortar de forma indiferenciada e, na óptica dos proprietários, indevida, as árvores em causa. "Um dos proprietários insurgiu-se contra a situação, a EDP foi contactada e os trabalhos pararam de imediato", conta Carlos Fernandes, representante da comissão de proprietários que desde a primeira hora procurou que a empresa se responsabilizasse pelos danos causados.

Numa primeira fase, a empresade distribuição de energia eléctri-ca prontificou-se a plantar uma área de 3,5 hectares de árvores àescolha numa área baldia, mas co-mo os "lesados" se distribuem poroito aldeias diferentes a solução não foi considerada adequada.

Este incidente serviu para criar regras para o futuro. Ontem, em Terroso, no concelho de Bragança, o presidente da EDP Distribuição, João Torres, assinou três acordos de cooperação para a regulação de intervenções no futuro, um primeiro com os proprietários lesados, um segundo com os responsáveis pelo parque e um terceiro, mais abrangente, com o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade. "Desta forma, todas estas entidades vão colaborar connosco na criação das faixas de gestão de combustíveis, e vão-nos indicar qual a melhor forma de o fazer e assim evitamos futuras situações de conflito", justificou.

A criação de faixas de gestão de combustíveis tem como objectivo a protecção das infra-estruturas de transporte de energia e a redução das condições de ignição e de propagação de fogos florestais. "Temos encontrado um clima bastante favorável", referiu João Torres, acrescentando que nos últimos dois anos a empresa teve contacto com mais de 5500 proprietários, em cujos terrenos foram colocados postes ou que foram atravessados por linhas aéreas, e nesse universo "houve entre dez a 15 situações de conflito", adiantou. A política da empresa é "evitar" o litígio.

Em compensações financeiras pelo uso das propriedades particulares a EDP pagou no último ano 2,7 milhões de euros. Nos próximos dois anos, a EDP Distribuição vai investir mais de 15,5 milhões de euros na recuperação de 23 mil quilómetros da rede de alta e média tensão e na criação de 2500 km de rede secundária de faixas de gestão de combustíveis.n

Ana Fragoso

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

EDP vai "limpar" zonas florestais junto a um terço da sua rede de distribuição]‏

15 milhões em três anos para evitar incêndios

EDP vai "limpar" zonas florestais junto a um terço da sua rede de distribuição

A EDP anunciou hoje que vai investir, nos próximos três anos, mais de 15 milhões de euros na limpeza das zonas florestais junto às linhas de distribuição para evitar a deflagração e propagação de incêndios.

As acções vão abranger um terço dos mais de 66 mil quilómetros da rede aérea da eléctrica nacional e visam a manutenção e também a criação de novas faixas de gestão de combustível em torno dos postes de alta e média tensão.

O Parque Natural de Montesinho, no Distrito de Bragança, é uma das zonas abrangidas e para o efeito a EDP formalizou hoje dois protocolos com o ICNB-Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.

Os protocolos estabelecem os termos da colaboração entre as duas entidades e a regulação das intervenções a realizar numa zona integrada no Sistema Nacional de Áreas Classificadas.

As intervenções serão realizadas ao nível da constituição e manutenção da rede secundária de Faixas de Gestão de Combustível, a desenvolver sob a rede de distribuição de energia eléctrica, bem como para manutenção das faixas de protecção das linhas aéreas de alta e média tensão.

Segundo a EDP, a rede secundária de Faixas de Gestão de Combustível visa a gestão da carga combustível ao nível do solo, de forma a garantir a protecção das infra-estruturas e a redução das condições de ignição e propagação de fogos.

Por sua vez, a manutenção das faixas de protecção das linhas aéreas de Alta e Média Tensão visa assegurar que a distância entre as árvores e as linhas se mantém dentro dos valores regulamentares, não pondo em risco a segurança de pessoas e bens.

A empresa refere ainda que "a manutenção destas faixas constitui uma responsabilidade dos proprietários dos terrenos que, quando cumprida, lhes permite maximizar a rentabilidade das zonas atravessadas pelas linhas".

Porém, "a EDP é forçada a actuar perante situações de risco nos casos em que os proprietários não executam as devidas acções de manutenção".

No triénio 2010-2012, a empresa prevê intervir em perto de 23 mil dos mais de 66 mil quilómetros da rede aérea de Alta e Média Tensão.

As intervenções representam um investimento superior a 15 milhões de euros e destinam-se à constituição de quase três mil quilómetros de rede secundária de Faixas de Gestão de Combustível, acções de manutenção em mais de 17 mil quilómetros de Faixas de Protecção de Linhas Aéreas e manutenção de 2520 quilómetros da Rede Secundária já existente.n

Lusa

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Incêndios- sortelha o maior da Europa

Cerca de 40 por cento dos fogos começaram durante a noite, afirmou o comandante operacional da ANPC RTP

A área ardida até ao final do mês de Setembro foi seis vezes superior ao mesmo período de 2008. Os 77 mil hectares de floresta e mato ardidos colocam Portugal no 3.º lugar dos países mais afectados pelos fogos, logo atrás da Espanha e da Itália. O incêndio na região da Guarda foi o maior da Europa, refere o sistema europeu de incêndios. Na origem dos fogos estão comportamentos humanos como negligência.

"Houve um aumento significativo do número de incêndios à noite", afirmou o comandante operacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), durante a sessão de apresentação dos dados. Gil Martins considera que os resultados de 2008 e do ano antecedente foram "anos muito bons, mas não eram consolidados". O comandante sublinha que "não é possível alterar os comportamentos" de repente.

Os 23 043 fogos deste ano destruíram 77 131 hectares de floresta e mato, enquanto no ano passado os 9 945 fogos queimaram11 806 hectares.

Quase 70 por cento dos incêndios tiveram origem humana, 30 por cento estão relacionados com causas indeterminadas e um por cento começaram por causas naturais, detalhou o general Mourato Cabrita. Cerca de 40 por cento dos fogos começaram durante a noite, tendo o maior número destas ocorrências ocorrido a 30 de Agosto (184 fogos).

O principal factor humano identificado com os fogos é a negligência (41 por cento), seguida dos incêndios intencionais (28 por cento), referiu ainda o segundo comandante-geral da GNR.

O número de crimes "mais do que duplicou" e as contra-ordenações atingiram um número significativo. Mourato Cabrita considera que "as câmaras deviam exercer mais a sua capacidade coerciva sobre os cidadãos e exercer uma acção repressiva em caso de não cumprimento da lei". Uma das situações em causa é a limpeza das matas.

O facto de em Agosto ter ardido o dobro da área de Setembro poderá estar relacionado com as altas temperaturas e baixa humidade. Uma explicação afastada pelo responsável da Protecção Civil, segundo quem os dias de mais calor não coincidem com um grande aumento de ocorrências.

"A severidade meteorológica pouco tem a ver com o número de ocorrências. As condições meteorológicas e a orografia têm a ver com a forma como se propaga o incêndio, os comportamentos humanos têm a ver com o início dos incêndios", afirmou Gil Martins. O comandante operacional da ANPC sublinha que os 77 mil hectares de área ardida até 30 de Setembro ainda estão abaixo da meta anual (100 mil hectares) definida no Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

Portugal no top3 dos países mais afectados

Portugal foi o terceiro país da União Europeia mais fustigado pelos incêndios florestais, depois da Espanha e da Itália, refere o relatório do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais.

O primeiro documento publicado este ano, que reúne dados até final de Agosto, refere que foram mais os incêndios no Norte do país e que as áreas queimadas eram zonas florestais, de produção de madeiras e terrenos agrícolas.

Os incêndios florestais em Portugal atingiram 11 435 hectares que pertencem à rede Natura 2000. Ainda de acordo com o documento europeu, o incêndio na região de Sortelha (Guarda) de final de Agosto foi o maior fogo registado na Europa. Arderam 9841 hectares. In Rtp

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Clipping de 11-09-09

em http://www.colegio-florestal-sul.net/news.php

- Incêndios: Risco máximo em nove distritos de Portugal in Diário Digital

- Cavaco testemunha drama dos fogos in Correio da Manhã

- Altri tem o “papel principal” da bolsa na semana in Diário Económico

- Ministério da Agricultura desmente acusação de desinvestimento na
prevenção de fogos in EPA

- Floresta sem apoios para prevenção «há cinco anos» - Fórum Florestal in
EPA

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PJ investiga fogos que queimaram 10 mil hectares

Sabugal

PJ investiga fogos que queimaram 10 mil hectares

por AMADEU ARAÚJO,Hoje

PJ investiga fogos que queimaram 10 mil hectares

Suspeita. Números de área ardida superiores aos da Agência Europeia de Incêndios são avançados pelo presidente da câmara

Os fogos no Sabugal consumiram uma área superior a 10 mil hectares. A avaliação é do presidente da câmara que suspeita de fogo posto, tese que a Judiciária já está a investigar no terreno. A descida das temperaturas e o aumento da humidade relativa contribuíram para uma acalmia no combate às chamas. E ajudou os populares a fazer as contas aos prejuízos.

Quatro dias de fogo deixaram um rasto de destruição no concelho do Sabugal. Em Sortelha, onde as chamas consumiram 1555 hectares segundo os números do Sistema Europeu de Informação de Fogos, o fogo "matou animais, queimou pastos e barracões agrícolas", contou o presidente da junta. Aqui o problema é agora "a falta de alimento para os animais", lembrou Luís Paulo.

As chamas deixaram rodeadas de fogo as aldeias de Caldeirinhas, Dirão da Rua, Quarta-Feira, Vale da Escaleira e Quintas da Ribeira da Nave. A população criticou a falta de bombeiros, mas o comandante da Protecção Civil da Guarda recordou que "houve um momento em que o fogo progrediu rapidamente e as equipas de combate foram deslocadas". António Fonseca apontou a "elevada propagação do fogo que galgou a estrada nacional, numa altura em que as aldeias não estavam em perigo" como responsável pelo abandono "temporário" destes aglomerados. Apesar disso reconheceu que "o forte reforço de meios, que incluiu quatro colunas de reforço, obrigou a uma reorganização no teatro das operações e a situação, que ocorreu, durou pouco tempo", adiantou. Ontem, "as baixas temperaturas e o aumento da humidade relativa" deram aos bombeiros um dia de" rescaldo e vigilância, pese embora algumas reactivações".

Reactivações que para o presidente da Câmara do Sabugal "são fogo posto, sem qualquer dúvida". Só ontem "houve cinco incêndios novos e tem de andar aqui mão de alguém", adiantou Manuel Rito. A autarquia ainda se encontra a fazer o levantamento dos prejuízos, mas o autarca aponta para uma "área ardida superior a 10 mil hectares", Números corroborados por alguns oficiais da GNR. A Agência Europeia de Fogos está ainda a contabilizar a área ardida, tendo apurado até agora que 6391 hectares foram consumidos pelas chamas.

Ontem ao início da noite os bombeiros continuavam a combater as chamas em Pinhel, na Guarda e em Carrazeda de Ansiães, distrito de Bragança, Registaram-se também incêndios na Guarda, em Coriscada e Vila Real. A Sul, um fogo em Sesimbra, era ao final da tarde a única ocorrência a preocupar os bombeiros. Para hoje, o risco de incêndio volta a ser muito elevado no Norte do País e extremo em Bragança e Santarém. IN DN

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Clipping de 02-09-09

em http://www.colegio-florestal-sul.net/news.php

- *Fórum Florestal promove curso de Certificação da Gestão Florestal***

- *Incêndios: Risco máximo em concelhos de seis distritos** *in *Instituto
de Meteorologia*

- *Incêndios: Fogos extintos em Portugal** * in *Correio da Manhã

*
-* Já duplicou área de floresta ardida* in *Correio da Manhã*