terça-feira, 7 de agosto de 2007

Menos fogos este ano e com menor dimensão



Menos fogos este ano e com menor dimensão CÉU NEVES

Este ano registaram-se menos fogos e menos área ardida por incêndioEste ano arderam 5086,81 hectares de floresta em Portugal, um valor inferior à média da área ardida nos primeiros sete meses dos anos anteriores. Em termos de número de fogos, os 4529 focos de incêndio registados são praticamente metade do verificado ao longo de 2006 , 9898 fogos.Trata-se de um balanço provisório e que foi apresentado ontem pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF). O relatório revela não só uma diminuição do número de ocorrências, mas também que as áreas ardidas em cada incêndio são inferiores às verificadas em 2006. Dos 4529 fogos, 571 revelaram-se incêndios florestais, praticamente um terço do verificado nos 12 meses do ano passado.A análise dos últimos cinco anos indica uma diminuição de área ardida desde 2005, ano em que se atingiram os valores recorde, com 105 169, 75 hectares ardidos. Entre 1 de Janeiro e 31 de Julho deste ano, a floresta ardida é inferior aos valores médios em cada um dos cinco anos anteriores. Esta diferença é mais acentuada em Junho e Julho, meses em que se verificaram menos 56 824,46 hectares ardidos do que a média. Em termos de ocorrências, Junho registou menos 2485 fogos e Julho menos 4552. As condições atmosféricas fo- ram os principais responsáveis por tais melhorias. "No mês de Ja- neiro choveu menos do que era es- perado, enquanto que Junho foi dos meses analisado aquele em que ocorreu em média uma mai- or precipitação", diz o relatório.Portalegre (1318,21 hectares ardidos) e Beja (1247,43 hectares) foram os distritos mais afectados pelos incêndios. Em contrapartida, Coimbra (10,72 hectares) e Castelo Branco (48,01 hectares) foram pouco fustigados pelos fogos.Ao nível de ocorrências, Porto (709), Braga (512) e Lisboa (484) tiveram mais fogos que os outros distritos, mas com repercussões diferentes. Nos de maior dimensão demográfica, Lisboa e Porto, ocorre- ram sobretudo incêndios de pequenas proporções (fogachos), enquanto que em Braga se registaram mais incêndios florestais (81). Vila Real registou o segundo valor mais elevado de incêndios florestais, 70. DN

Itália: Sul do país devastado por incêndios

Itália: Sul do país devastado por incêndiosVários incêndios continuam activos no Sul de Itália, devastado desde Julho por sinistros de grande dimensão que já provocaram seis mortos e que são atribuídos pelos responsáveis políticos à criminalidade organizada.
O corpo de um homem de 80 anos, encontrado esta manhã numa zona atingida por um incêndio na Puglia (Sudeste), elevou para seis o número de vítimas dos fogos florestais desde o início do Verão em Itália, anunciou o Corpo Florestal do Estado.
Apesar de uma relativa acalmia registada pela protecção civil, continuam activos vários fogos na Calábria (extremo Sul) e na Campânia.
Um representante regional da Campânia, Corrado Gabriele (comunista) apontou responsabilidades a «uma ofensiva da criminalidade organizada», numa altura em que um helicóptero da protecção civil apagou, na véspera, 18 focos de incêndio ateados por desconhecidos.
O reservatório de água do helicóptero foi atingido quando o piloto abastecia junto a um rio, disse à AFP um porta-voz da Região Campânia. Também na segunda-feira, os cabos que permitiam assegurar a ligação rádio entre as equipas de socorro foram cortados, acrescentou.
O ministro do Ambiente e líder dos Verdes, Alfonso Pecoraro Scanio, denunciou hoje «um verdadeiro assalto criminal contra os parques naturais e várias zonas de Itália», na cadeia televisiva Sky TG24.
«Os incendiários não são apenas doentes ou pirómanos», declarou o ministro, responsabilizando «grupos ligados a associações criminosas, nalguns casos, e noutros, ao sector da especulação imobiliária».
No final de Julho, a organização ambientalista WWF estimou a superfície destruída nos parques naturais italianos em nove mil hectares.
Nos primeiros sete meses do ano, registaram-se na Península Itálica 4.007 fogos florestais que destruíram 80.086 hectares de vegetação.
O número de incêndios é 30 por cento superior ao do mesmo período do ano passado mas está 373 por cento acima no que respeita à superfície ardida.
Diário Digital / Lusa
07-08-2007 20:41:00

Experiência-piloto a nível europeu arranca no Cadaval, envolvendo oito homens e dois animais



Experiência-piloto a nível europeu arranca no Cadaval, envolvendo oito homens e dois animais
Zona florestal vigiada à noiteA vigilância das zonas florestais poderá estar a um passo de mudar de rumo. Para já, apenas a Zona de Intervenção Florestal do Cadaval será abrangida pela experiência-piloto de a segurança de um espaço florestal ser feita da mesma forma de uma empresa. Uma experiência-piloto a nível europeu vai ser iniciada hoje no Cadaval com o patrulhamento nocturno de uma zona florestal por uma empresa de segurança, anunciaram os promotores da iniciativa. O objectivo do projecto é “fazer segurança num espaço florestal como numa empresa”, disse o secretário-geral da Federação dos Produtores Florestais de Portugal, um dos promotores da iniciativa apresentada ontem em Lisboa, numa conferência de imprensa. Ricardo Machado acrescentou que a Zona de Intervenção Florestal (ZIF) do Cadaval – uma das três existentes no País, a par de Oliveira do Hospital e Loulé – tem uma área aproximada de oito mil hectares, um pouco menos do que a extensão do concelho de Lisboa, que tem 8.480 hectares.As ZIF são áreas territoriais contíguas, com espaços maioritariamente florestais e planos de gestão e defesa da floresta. Essencialmente constituída por eucaliptal (60 a 70 por cento) e pinhal, a floresta vai ser patrulhada durante a noite por duas equipas em simultâneo, cada uma constituída por dois vigilantes e um cão, que se deslocam em viaturas todo-o-terreno. Ao todo, trabalharão no patrulhamento oito homens e dois animais, que disporão de duas viaturas equipadas com GPS e sistemas de comunicações, especificou o representante da empresa de segurança.Cem mil eurosEsta experiência-piloto é realizada pela Grupo 8, que conta investir no projecto cem mil euros, disse Miguel Morgado, responsável daquela empresa de segurança, que suportará a totalidade do investimento. Este projecto de defesa da floresta prolongar-se-á durante o Verão e enquanto se mantiver elevado o risco de incêndio. Caso seja bem sucedida a iniciativa, os seus promotores admitem alargá-la às outras duas ZIF ou até mesmo a áreas florestais mais pequenas (500 a mil hectares), nomeadamente as que sejam propriedade de fundos de investimento florestal, disse Ricardo Machado. No caso dos vigilantes detectarem incêndios ou outro tipo de ocorrências, como caça clandestina, avisarão as autoridades: Protecção Civil e forças policiais. Primeiro de Janeiro

Aeronorte regista metade dos incêndios com meios aéreos

Fogos: Aeronorte regista metade dos incêndios com meios aéreos
Metade dos acidentes ocorridos com aeronaves de combate aos incêndios florestais desde 2000 registaram-se com aparelhos operados pela Aeronorte, a empresa que alugou ao Estado o aerotanque ligeiro Dromader que sofreu um acidente com uma vítima mortal, na passada sexta-feira.

Segundo a edição desta terça-feira do jornal Público, que cita dados do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA), desde 2000 registaram-se 12 acidentes com meios aéreos de combate a fogos, seis dos quais com aparelhos alugados à Aeronorte.

Três destes desastres, em 2000, 2002 e 2007, todos com Dromader M-18B, resultaram na morte dos pilotos das respectivas aeronaves. Outros dois (2002 e 2005), que ocorreram com o mesmo tipo de aerotanque, originaram apenas danos significativos nos aparelhos.

Em Julho de 2005, um outro acidente, com um helicóptero ligeiro Eurocopter AS 350 B2 operado pela Aeronorte, resultou em «danos severos» na aeronave, com o piloto a sair ileso do incidente.

Embora nestes últimos sete anos quase todas as empresas que alugam meios aéreos de combate aos fogos ao Estado tenham registado acidentes, nenhuma das seis empresas que fazem parte da estatística registou mais de um desastre neste período.

A Beriev teve um acidente com o BE-200 ES o ano passado, a OMNI com um Canadair em 2004, a Aerocondor com um Air Tractor em 2005, no mesmo ano que a Helisul registou outro com um Eurocopter। Helibravo e Heliportugal registaram ambas um acidente com Eurocopters em 2002। Diário Digital.

07-08-2007 11:03:29

Verão com poucos fogos florestais



Para quem gosta de calor e para quem está de férias este pode não estar a ser o tão desejado Verão...As altas temperaturas marcam presença apenas de vez em quando e as habituais vagas de calor ainda não apareceram.
Porém, nem tudo é mau. Pelo menos a praga dos fogos florestais, que todos os anos no Verão consome inúmeros hectares de floresta, tem dado tréguas.Segundo o Comandante dos Bombeiros de Guimarães, ainda é cedo para falar em Verão sem incêndios, mas Bento Marques não tem dúvidas que esta tem sido “uma época estival bem mais tranquila do que o habitual”.Também o Comandante dos Bombeiros das Taipas fala de um Verão calmo no que aos fogos diz respeito. Mas Francisco Pereira também admite “que falta muito para terminar a estação”. Guimãres Digital

Missas previnem fogos florestais

Os padres do distrito de Vila Real estão a colaborar na campanha de prevenção dos fogos florestais. O apelo foi feito pelo Ministério da Administração Interna e foi aceite pela igreja.O vigário geral da diocese de Vila Real já enviou uma carta para todos os sacerdotes a solicitar que ajudem à mobilização popular para uma atitude preventiva face aos incêndios. Os apelos estão a ser feitos durante as homilias nas missas. António Fontes, vigário geral da diocese de Vila Real diz ainda que no aspecto de colaboração com as autoridades, apesar de não lhes ter sido solicitado pelo Ministério da Saúde, têm as igrejas disponíveis para acolher pessoas em caos de se verificar uma vaga de calor. Por norma estes são locais mais frescos e que estão incluídos nalguns planos de contingência. Esse pedido foi feito à diocese de Viseu, mas a de Vila Real também está disposta a colaborar. BCD
Fonte: RBA Data: 2007-08-07

PARA PREVENIR INCÊNDIOS




Viseu com projecto
O Departamento de Ambiente, da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Superior Politécnico de Viseu, desenvolveu um novo projecto para prevenir os incêndios florestais no concelho de Viseu.Nas freguesias de Campo e Mundão, no concelho de Viseu, junto ao aeródromo, foi colocado um instrumento de medição do teor de humidade dos combustíveis finos florestais (THCFF), variante que assume uma importância de relevo aquando da ignição e propagação dos incêndios florestais.Todos os dias, às 12h00, o programa efectua a medição e caracterização dos combustíveis mortos, tais como eucalipto e pinheiro existentes nos arredores da cidade. O objectivo é detectar se há aumento ou diminuição do risco de fogo. A medição vai ocorrer diariamente até ao final de Setembro, ficando as informações disponíveis na página de Internet do departamento duas horas após a recolha.O site do departamento disponibiliza informação sobre a temperatura do ar, velocidade do vento e previsão de ocorrência de precipitação. Para uma maior eficácia na prevenção e combate aos incêndios, as informações do projecto são transmitidas ao Centro Distrital de Operação e Socorro. Ensino Magazine

Força de combate aos fogos da GNR pode estar em risco




GIPS consomem muitos recursos importantes
A missão da GNR no ataque inicial dos incêndios pode estar em risco de continuidade ou de vir a ser reformulada. Segundo apurou o DN, os grupos de intervenção protecção e socorro - os GIPS criados em 2006 sob forte contestação dos bombeiros -, poderão ter os dias contados. Em causa os enormes recursos financeiros que estão a consumir e que estarão a fazer falta noutros sectores.

Em última instância, os GIPS poderão mesmo ser extintos. O que seria um enorme recuo do Governo, que no ano passado, pela voz do ex-ministro da Administração Interna (MAI), António Costa, assegurou que a GNR tinha um papel fundamental no combate aos incêndios e que tal não constituía uma despromoção do sector dos bombeiros. Aliás, no final da época de fogos, o então MAI realçou o sucesso desta força e a forma pacífica como se integrou no dispositivo. Motivo que levou, até, ao seu reforço este Verão.

Ao DN, um antigo dirigente da Protecção Civil, próximo do PS, afirmou que "os GIPS estão a consumir grandes recursos financeiros que são necessários para garantir outras prioridades na protecção civil. Como por exemplo, as 60 equipas permanentes nos quartéis de bombeiros de cinco distritos". Recorde-se que estas equipas profissionais foram prometidas por Costa para o final do ano.

Apesar de o ministro da Administração Interna ter mudado, o Governo assegura que a sua posição perante este assunto se mantém. Ao DN, o Secretário de Estado da Protecção Civil, Ascenso Simões, afirmou que "quem criou os GIPS foi este Governo e o Governo ainda é o mesmo".

Confrontado com esta hipótese, António Paixão, major da GNR e comandante dos GIPS, reagiu com surpresa. Ao DN, afirmou não saber de nada e realçou o sucesso apresentado pela força que comanda na extinção dos fogos na sua fase inicial. Aliás, António Paixão adiantou que, ainda na semana passada, esteve reunido com Ascenso Simões que lhe pediu para começar a programar o próximo ano.

Outro dado importante foi a profissionalização dos Canarinhos, equipas de primeira intervenção da Força Especial de Bombeiros, criada este ano. "Com a sua criação, este grupo (dos GIPS) deixa de ser tão necessário", disse a mesma fonte.

Além disso, no final do Verão de 2006 estava previsto que os soldados do GIPS completassem formação na área do mergulho, radioactividade e resgate vertical. Mas apenas um número reduzido de 24 elementos recebeu formação em mergulho e nas outras áreas nem sequer se avançou.

Reacções

A possibilidade de extinguir os GIPS cai que nem uma luva nas pretensões da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP). Apesar de não ter conhecimento da hipótese , Duarte Caldeira, presidente da Liga, reconhece que vem ao encontro do que sempre defendeu. E frisa "a necessidade de dispor de uma intervenção permanente e profissionalizada mas levantada a partir dos recursos humanos dos bombeiros, como a experiência dos Canarinhos está a demonstrar". Ou seja, "é a partir desta experiência piloto que se deve seguir numa lógica de dispor de uma força de socorro especifica", concluiu.

José Manageiro, presidente da Associação de Profissionais da Guarda (APG) também reconhece que "a GNR não existe para apagar fogos. Mas este grupo tem tido sucesso na sua missão e falar-se na sua eventual reestruturação nesta altura só serve para perturbar o seu trabalho".

O dirigente da APG afirma que "o papel da GNR é estar junto das populações e têm estado a ser canalizados recursos para os GIPS e para as missões internacionais que depois fazem falta nos postos, que é onde somos procurados pelos cidadãos".

Desde a criação que os GIPS estiveram debaixo de criticas dos bombeiros que se queixaram de falta de articulação e de terem sido relegados para um papel secundário. DN

Força de combate aos fogos da GNR pode estar em risco



AMADEU ARAÚJO e RITA CARVALHO

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Domingo, Fevereiro 11, 2007


Domingo, Fevereiro 11, 2007

Novas torres de vigilância da floresta
Torre de vigilância florestalO Governo, através dos ministérios da Administração Interna (MAI) e da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas (MADRP), anunciou a construção de 103 novas torres de vigilância destinadas a uma detecção mais rápida dos incêndios florestais.Estas torres vão dispor de equipamentos videovigilância e espera-se que 30 já estejam prontas este Verão.Em declarações prestadas aos jornalistas durante a apresentação de uma nova torre de vigilância das florestas, o titular do MADRP, Jaime Silva, explicou que as novas torres se destinam a substituir as actuais, algumas das quais bastante degradadas, mas que se mantêm operacionais.Assim, o processo de substituição será gradual, começando pelas torres com menos condições de operacionalidade e irá prolongar-se até 2008, altura em que as novas torres estarão instaladas na sua totalidade.Este investimento de 2.500.000 euros, segundo o ministro do Estado e da Administração Interna, António Costa, "vale a pena" dado potenciar "a eficácia na primeira intervenção", numa opção seguida neste último ano e que o Governo pretende manter.Nesta vertente, nas palavras de António Costa, "é preciso detectar cedo e dar o alerta" é essencial para evitar que pequenos focos possam ser prontamente combatidos, evitando assim que assumam proporções que os tornem incontroláveis.Para além dos novos postos de vigia e do equipamento, será efectuada uma campanha de sensibilização da população, num investimento total que se estima em 4.500.000 de euros nos próximos três anos, visando aumentar a vigilância das florestas na prevenção de incêndios.A implementação de sistemas de videovigilância, sobretudo se puderem ser activados remotamente e incluirem módulos de infravermelhos, capazes de efectuar detecções de variações térmicas, se associadas a um "software" correctamente desenvolvido, é um dos processos mais eficazes de obter bons resultados com custos controlados.No entanto, para que os resultados sejam optimizados, é necessária a implementação de um sistema de comunicações eficaz e de localização precisa dos focos referênciados, eliminando o arcaico sistema de triangulação onde se torna necessário que várias torres cruzem ângulos para se determinar o local preciso da ocorrência.A cartografia digital, com imagens tridimensionais é um auxiliar importante, que permite uma fácil identificação do terreno e a determinação precisa da ocorrência, podendo contribuir para a rapidez da intervenção e facilitar o próprio planeamento da intervenção de meios aéreos.As soluções propostas devem ser vistas de forma integrada e complementar, aliando um conjunto de novas tecnologias com meios mais tradicionais, para o que é obrigatório, para além de um correcto planeamento, a formação contínua dos vigilantes, não apenas para potenciar os resultados, mas como forma de valorização pessoal que estes, sem dúvida, bem merecem.
Publicada por Nuno M. Cabeçadas em 4:00 PM Verão Verde

Os técnicos do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Aéreos (GPIAA) vão reunir-se amanhã, para analisar os destroços do avião Dromader que


Os técnicos do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Aéreos (GPIAA) vão reunir-se amanhã, para analisar os destroços do avião Dromader que se despenhou na zona de Torres Novas, provocando a morte ao piloto.

Os peritos estiveram ontem no local do acidente a recolher vestígios e depoimentos, mas só na reunião de amanhã será feita a primeira análise às provas recolhidas, disse Anacleto Santos, director do GPIAA.O objectivo do inquérito é apurar se houve falha mecânica ou humana, o que neste caso pode tornar-se mais complicado, face ao grau de destruição da aeronave.O aparelho despenhou-se na sexta-feira à tarde, próximo do campo de futebol de Rexaldia, Torres Novas, depois de embater com uma asa num pinheiro, segundo testemunhas oculares.Ao tocar no solo, explodiu e incendiou-se. Os bombeiros tiveram que cortar os destroços para retirar o corpo do piloto – Luís Cunha, de 56 anos. Como muitos dos equipamentos ficaram calcinados, os inspectores terão mais dificuldade em chegar a uma conclusão rápida. Para as conclusões do inquérito serão determinantes também os resultados da autópsia ao corpo do piloto, pois não está excluída a hipótese de uma doença súbita ou insolação, explicou Anacleto Santos ao CM.As condições de habitabilidade dos pilotos será outro dos aspectos a ter em conta pelos técnicos do GPIAA. De acordo com o director do gabinete, é importante saber se têm condições para descansar quando necessário ou se, pelo contrário, estão instalados num local com demasiado calor, o que pode afectar o seu comportamento durante as operações de voo.Entretanto, a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) garantiu que Luís Cunha, que estava ao serviço da Aeronorte, tinha experiência de voo e estava devidamente certificado para o combate aos incêndios. O piloto contava “com 5512 horas de voo” e estava habilitado a pilotar diversas aeronaves, “até Maio de 2012”. O certificado médico tinha validade até 28 de Setembro.Quanto ao Dromader, Carlos Peixoto, director de operações da empresa proprietária, afiançou que o aparelho era inspeccionado todos os dias por mecânicos especializados, na pista da Giesteira (Fátima), onde estava estacionado.Ontem à tarde, chegou a Fátima um avião de substituição, semelhante ao que se despenhou.O piloto que morreu no acidente era natural da Guarda, mas residia em S. Mamede de Infesta. Era divorciado e tinha um filho que também é piloto. AVIÕES BERIEV CHAMADOS PARA INCÊNDIOOs dois aerotanques pesados Beriev 200, estacionados na Base Aérea de Monte Real, Leiria, foram chamados ontem a combater um incêndio florestal que chegou a progredir em três frentes, no concelho de Cantanhede. O fogo foi detectado numa zona de pinhal pelas 15h16 e só foi dado como extinto às 18h12. No combate às chamas, além dos aviões russos e de um helicóptero, estiveram 76 bombeiros, auxiliados por 21 viaturas, segundo dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). Na tarde de ontem, registaram-se diversos focos de incêndio por todo o País, que os bombeiros conseguiram controlar antes de assumirem grandes proporções. Os casos mais preocupantes verificaram-se na Encosta do Castelo, Alferrarede, Abrantes, onde foi necessária a intervenção de 79 bombeiros, 23 viaturas e um meio aéreo. E em Carvalhal, Sertã, para onde foram chamados 58 bombeiros, com 16 viaturas de combate aos incêndios. Neste fogo estiveram também cinco meios aéreos. Ao início da noite, todos os fogos estavam dados como extintos. Correio da Manhã
Francisco Pedro, Leiria com P.D