quarta-feira, 6 de abril de 2011

Incêndio na Lousã ameaçou habitações Um incêndio florestal que ameaçou habitações na Lousã está a ser combatido por 70 bombeiros de várias corporações.

As chamas eclodiram cerca das 7h00 horas na povoação de Cabeço do Mouro  e tomaram rapidamente grande proporção devido ao forte vento que se faz  sentir, tendo ameçado habitações da aldeia vizinha dos Pegos, disse à Lusa o comandante  dos Bombeiros Municipais da Lousã, Ulisses Martins.
"O vento tem estado fortíssimo, lançando projecções a 500 metros de distância",  acrescentou o bombeiro, salientando que, às 09h20, o fogo estava quase circunscrito,  faltando apenas dominar uma frente com 100 metros.
Os 73 bombeiros no local estão a ser apoiados por 12 elementos do Grupo  de Intervenção Protecção e Socorro da GNR e sapadores florestais, auxiliados  por 20 viaturas.
Segundo a página na Internet da Autoridade Nacional de Protecção Civil, na terça-feira registaram-se em Portugal 62 ocorrências de fogos florestais, que envolveram 395 operacionais e 113 veículos.
Retirado daqui:

quinta-feira, 10 de março de 2011

Autoridade Florestal Nacional criou oito equipas de Fogo Controlado


Lusa

A Autoridade Florestal Nacional (AFN) criou oito equipas de Fogo Controlado que este ano, só na região Norte, deverão proceder à gestão de 1500 hectares através desta técnica, disse fonte do organismo.
O secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro, participou hoje numa jornada de “Defesa da Floresta” que o levou a percorrer num veículo todo-o-terreno o concelho de Ribeira de Pena.

Durante a iniciativa, o governante assistiu a uma acção de fogo controlado, observou a abertura de aceiros florestais (faixas limpas de vegetação), à limpeza de mato por parte de equipas de sapadores florestais e ainda plantou um carvalho numa linha de água.

Henrique Reis, da equipa multidisciplinar de defesa da floresta da AFN, referiu que foram criadas oito equipas de Fogo Controlado, três das quais estão a operar no Norte do país.

O fogo controlado é uma ferramenta de gestão de espaços florestais, que consiste no uso do fogo sob condições específicas, tempo seco e frio, e sob responsabilidade de um técnico credenciado da AFN.

Henrique Reis salientou que se trata de um método “mais barato”, já que utiliza menos recursos para fazer a gestão e acrescentou ainda que cada hectare limpo com recurso ao fogo controlado “protege” cerca de 20 hectares de floresta.

Este ano, já foram intervencionados 525 hectares com recurso a esta técnica, perspectivando-se atingir os 1500 hectares.

Nos trabalhos de prevenção juntam-se ainda as acções desenvolvidas pelas 292 equipas de sapadores florestais que existem em todo o país, cada uma das quais constituída por cinco elementos. Na região Norte, encontram-se a operar 118 equipas.

Para além da gestão de combustíveis, estas equipas actuam ainda a nível do apoio às acções de fogo controlado, da vigilância e do combate aos incêndios florestais.

Segundo Henrique Dias, no ano passado estas equipas intervieram em 1800 hectares, prevendo-se que atinjam um valor idêntico no decorrer deste ano.

Em 2010, a Direcção Regional de Florestas do Norte (DRFN) reactivou a actividade do sector das máquinas, indo buscar cinco operadores que se encontravam nos quadros de mobilidade especial do Ministério da Agricultura.

Em três meses, estas máquinas beneficiaram quase 150 quilómetros e, segundo Rogério Rodrigues, da DRFN, o objectivo para este ano é chegar aos 250 quilómetros de intervenção em aceiros e caminhos florestais.

O responsável referiu ainda que, este ano, vão ser candidatados ao Proder projectos para beneficiar cerca de mil hectares de floresta, prevendo-se que sejam beneficiados mais cerca de mil através dos meios próprios da AFN.

Só em Ribeira de Pena, deverão ser intervencionados 600 hectares. No último Verão, este concelho foi afectado por um grande incêndio que se propagou para os concelhos vizinhos e queimou cerca de quatro mil hectares. Durante o mês de Abril, o material lenhoso resultante deste incêndio vai a hasta pública. In Ecosfera


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Planos distritais de defesa contra incêndios devem ajudar a diminuir ignições, diz presidente da AFN

O presidente da Autoridade Florestal Nacional (AFN) disse hoje, em Santarém, esperar que os planos distritais para defesa da floresta contra incêndios possam ajudar a diminuir o número de ignições, que atinge as 22.000 por ano. Continua em Publico

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Imagen IKONOS (incendios forestales Hayfa, Israel)‏

Mapa basado en una imagen del satélite Ikonos de las más de 2000 hectáreas

que se quemaron en los alrededores de Hayfa (Israel):

http://www.scanex.ru/news.local/news/img/n761444IMG_1.jpg

Los incendios comenzaron el 4 de Diciembre de 2010,

hasta su completa extinción el 17 de Diciembre por parte de

la aviación rusa de EMERCOM: http://www.mchs.gov.ru/?lang=3Deng

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Especialista critica ausência de programa de investigação sobre incêndios


Lusa

O investigador universitário Domingos Xavier Viegas defendeu hoje, em Coimbra, a criação de um programa nacional de investigação dos fogos e lamentou que a União Europeia não tenha também essa visão.

Em declarações à agência Lusa no final da 6.ª Conferência Internacional de Investigação em Fogos Florestais, Domingos Xavier Viegas frisou que os participantes consideraram necessário desenvolver um lóbi junto da Comissão Europeia nesse sentido. “Para dar mais relevo ao tema dos incêndios nos programas europeus”, justificou o presidente da comissão organizadora da conferência, ao expressar uma das conclusões dessa reunião científica.

Domingos Xavier Viegas, docente da Universidade de Coimbra e especialista em investigação sobre fogos, realçou que nas reuniões de especialistas europeus sobre riscos o tema dos incêndios “acaba por ser secundarizado” e as políticas muitas vezes são definidas por responsáveis provenientes dos países do Norte, em que este problema não tem o mesmo impacto.

A falta de uma estratégia definida num programa nacional e europeu acaba por deixar os investigadores dispersos, em função dos financiamentos que conseguem, “cada um a trabalhar por seu lado, a trabalhar nas coisas que pode fazer ou que gosta de fazer”, referiu.

“Não há grande esforço das autoridades para juntar esses esforços, desde logo estabelecendo programas, uma estratégia e linhas de financiamento que enquadrassem as pessoas a trabalhar umas com as outras”, sublinhou.

Na sua perspectiva, “é este passo que falta dar: por um lado, reforçar a comunidade científica em cada país e, depois, facilitar a ligação entre os vários países”.

Domingos Xavier Viegas realça que Espanha e França estão já a trabalhar nesse sentido, mas o caso que aponta como exemplo é o da Austrália, que após a catástrofe de 2003 criou um programa nacional e é hoje “uma das mais importantes comunidades científicas mundiais”.

“Eu gostava que na Europa houvesse uma estratégia, uma visão destas, mas infelizmente não é o caso. O caminho que se seguiu foi financiar projectos avulsos. Financia-se um projecto muito grande, mas tudo o que está fora deste projecto não tem apoio”, observou.

Sobre Portugal diz que é reconhecida a situação de crise, mas na sua óptica há também “um pouco falta de critério na selecção das prioridades”. “Ouvimos os governantes falar que vão ser comprados mais não sei quantos carros de bombeiros, vão ser feitos mais não sei quantos quartéis de bombeiros, e são centenas de milhões de euros que se gastam anualmente nisso. Não ponho a questão da necessidade desses recursos, mas se uma pequena percentagem disso fosse também investida na ciência talvez todo o sistema beneficiasse disso”, concluiu.

A 6.ª Conferência Internacional de Investigação em Fogos Florestais, que teve início na passada segunda-feira, reuniu em Coimbra cerca de 250 participantes oriundos de 38 países.

In ecosfera

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Programa de computador ajuda a prever fogos secundários‏

Os perigos associados aos incêndios florestais e os que podem resultar da deflagração de fogos secundários durante o combate às chamas pelos bombeiros, levou a equipa liderada por Domingos Xavier Viegas a desenvolver um programa de computador que ajuda a prever as áreas onde há maior risco de deflagrarem chamas secundárias, tendo em conta as características do local e as condições meteorológicas. O Spot Fire arrancou em 2009 e deve estar concluído no final de 2011.
"Os focos secundários podem agravar os perigos de um incêndio, aumentando a sua velocidade de propagação e colocar em risco a vida de pessoas ou bens", recorda Xavier Viegas, presidente da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), onde está integrado o projecto liderado pelo Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
No Laboratório de Estudos sobre Incêndios Florestais, onde têm sido desenvolvidos trabalhos nesta área (ver texto secundário), a equipa começou por "estudar a libertação de partículas incandescentes por árvores ou arbustos".
"Utilizamos sistemas de aquisição e análise de imagens muito avançados, que nos permitem medir não apenas o número de partículas libertadas como o seu número e dimensão assim como as suas velocidades e trajectórias iniciais", explica Domingos Xavier Viegas.
E uma das conclusões é que a casca do eucalipto, das espécies mais perigosas num fogo, "pode percorrer, em determinadas condições, uma distância de cinco a sete quilómetros". Xavier Viegas diz que "as que caem mais perto são as que preocupam para já, pois são que têm maior probabilidade de provocar focos secundários".
Além desta análise, a equipa está "a estudar as propriedades de combustão de diversas partículas e as características aerodinâmicas, para poder compreender melhor o seu comportamento durante o transporte pelo vento". "Colegas nossos que desenvolvem modelos numéricos estão a trabalhar na integração dos dados, para simular a trajectória das partículas em diversas condições ambientais, tendo em conta a presença do fogo, vento e topografia, para prever o modo de combustão e a provável do seu impacto com o solo", frisa.
Além dos objectivos científicos de melhorar o conhecimento do problema, a equipa espera transmitir os conhecimentos às entidades operacionais. "E, a médio prazo, dotá-las de ferramentas de decisão mais fiáveis para um combate mais seguro dos incêndios", admite o coordenador do projecto. A meta é chegar a um programa de computador, mas o investigador da ADAI admite que "ainda faltam muitos passos". Mas destaca a importância "da colaboração com os bombeiros e as autoridades da Protecção Civil" no desenvolvimento deste e outros estudos.
Com um financiamento de 136 mil euros, a ADAI contou com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, que financiou o projecto a 100%. "Tem sido muito difícil obter apoio financeiro para estes estudos, da parte de entidades operacionais ou de empresas com actividades florestais ou afins", acrescenta.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1704368

sábado, 28 de agosto de 2010

Incêndios: as sugestões da Quercus


Associação ambientalista exige aposta na gestão e conservação da floresta

A aposta na gestão e conservação da floresta para prevenir os incêndios «continua a tardar», defendeu esta quarta-feira a Quercus, que aponta o ordenamento como essencial, tal como a diversificação da paisagem, a educação cívica e a vigilância.

Em comunicado citado pela Lusa, a associação ambientalista refere que, sete anos após «a catástrofe do Verão de 2003», apesar de algumas melhorias no sistema de coordenação e combate aos fogos, «a aposta na prevenção continua a tardar para a gestão e conservação da floresta portuguesa» durante todo o ano.

Para a Quercus, «é difícil ordenar o que não se conhece», por isso defende ser «urgente» a elaboração de um novo cadastro da propriedade rústica para servir de base a uma política florestal que promova o associativismo e a gestão da estrutura minifundiária de grande parte da floresta do norte e centro do país.

As Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) «ainda não estão devidamente operacionalizadas no terreno, devido em parte à burocracia associada e à falta de financiamento da gestão florestal».

O ordenamento florestal deve estar integrado nos planos municipais onde a necessidade de conter a dispersão urbanística nos espaços florestais deve ter «particular atenção».

«Portugal parece particularmente empenhado em destruir a sua própria floresta, autorizando diversos projectos de urbanização em áreas condicionadas, nomeadamente áreas de montado de sobro e azinho e florestas litorais», critica a Quercus.

A associação salienta também a necessidade de apostar na silvicultura preventiva sustentável, adaptada às condições ecológicas de cada local, com a diversificação da floresta e utilização de espécies autóctones mais resistentes ao fogo, como carvalhos ou sobreiros.

«A aposta na educação cívica e ambiental é fundamental para promover uma alteração dos comportamentos de risco actualmente existentes, dado que não se pode usar o fogo nos espaços florestais no período crítico do Verão», diz a Quercus, realçando o estímulo à participação de todos na vigilância.

A entidade ambientalista defende a necessidade de «agilizar o acesso às verbas previstas no Fundo Florestal Permanente e no PRODER para a gestão da floresta portuguesa».

A Quercus salienta que, com os incêndios e maior área ardida, «aumenta o risco de erosão, o risco de cheias, uma diminuição da qualidade da água principalmente com as primeiras chuvadas após o incêndio, havendo ainda emissões consideráveis de gases com efeito de estufa e uma alteração do uso do solo».In Tvi24


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fogo acabou com festa em Ervedal da Beira

Cláudia Trindade

OLIVEIRA DO HOSPITAL

Mais de uma centena de bombeiros combateram ontem, durante a tarde, um incêndio florestal na localidade de Ervedal da Beira (Oliveira do Hospital). O fogo deflagrou cerca das 15H20, segundo fonte do CDOS. Com “uma frente e dois flancos”, as chamas consumiram “aproximadamente 10 hectares de floresta”, referiu o comandante dos Voluntários de Lagares da Beira, António Pinto. O incêndio “começou atrás do restaurante Vale dos Amores e o vento empurrou-o para o interior da população”, acrescentou António Pinto, ao DIÁRIO AS BEIRAS. As chamas chegaram a estar a cerca de 150 metros das habitações, levando ao pânico dos populares. “Não colocou a população em perigo, mas teve duas projecções. Uma para um palheiro, num local sem acesso junto à capela mortuária e outra com mais de 500 metros”, explicou o comandante. Pelas 16H30, o incêndio mantinha a frente activa, mas estava a evoluir favoravelmente, tendo sido dominado pelas 17H20. “Vamos consolidar bem o rescaldo, para que não existam reacendimentos”, afirmou António Pinto. continua in as beiras online

domingo, 18 de julho de 2010

Incêndio florestal em Monte do Bispo


Um incêndio florestal deflagrou ontem por volta das 17h30, na localidade de Monte do Bispo, na freguesia de Caria.

O fogo foi combatido por 32 bombeiros com nove viaturas de duas corporações, apoiados por dois aviões ligeiros, duas brigadas heli-transportadas com 14 homens e quatro elementos da Força Especial de Bombeiros (FEB). A Guarda Nacional Republicana tomou conta da ocorrência.

In Gentes de Belmonte

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Dez mil elementos preparados para combate às chamas no arranque da fase Charlie


01.07.2010
Lusa

A época mais crítica em fogos florestais começa hoje com um dispositivo de combate praticamente idêntico ao do ano passado, de cerca de dez mil elementos, apesar de os especialistas temerem um Verão com risco elevado de incêndio devido ao inverno chuvoso.

Durante a fase “Charlie” de combate a incêndios, que começa hoje e se prolonga até 30 de Setembro, estarão operacionais 9985 elementos, 2177 veículos e 56 meios aéreos, além dos 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR.

O dispositivo é praticamente idêntico ao do ano passado, registando apenas um aumento de 156 elementos, segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

O Ministério da Administração Interna garante que o dispositivo previsto é “o necessário e o adequado” para responder de forma “positiva a este desafio” dos fogos florestais, tendo em conta que a “doutrina” adoptada nos últimos anos “tem um estratégia e uma organização que têm dado resultados”.

Dos quase dez mil elementos que compõem o dispositivo fazem parte bombeiros voluntários e profissionais, sapadores florestais, equipas da Força Especial de Bombeiros “Canarinhos”, Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR e Equipas de Intervenção Permanente, contando ainda com o apoio do Exército, associação de empresas do sector papeleiro e de celulose, brigadas do Grupo de Análise e Uso do Fogo (GAUF) e Equipas de Vigilância e Ataque Inicial.

Este dispositivo é coordenado pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, através do seu Comando Nacional (CNOS) e Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS).

Os meios aéreos disponíveis incluem 35 helicópteros e 16 aviões. Dos 56 aparelhos, nove são meios do próprio Estado, sendo os restantes alugados.

O dispositivo tem um custo de 103 milhões de euros, semelhante a 2009, segundo o secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco.

Especialistas já afirmam que o inverno chuvoso e rigoroso que se registou em Portugal, alternando com altas temperaturas na Primavera, poderá aumentar o risco de incêndios florestais neste Verão.

O relatório provisório da Autoridade Florestal Nacional (AFN) indica que entre 1 de Janeiro e 15 de Junho arderam 2700 hectares de floresta, enquanto no mesmo período do ano passado já tinham ardido 19.241, representando uma diminuição de 85 por cento.

in ecosfera