Posto de vigia do concelho de Mangualde um dos mais importantes do distrito de viseu e ainda ajuda no distrito da Guarda
terça-feira, 18 de maio de 2010
DR 95 SÉRIE I de 2010-05-17
Portaria n.º 269/2010
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Estabelece que o período crítico no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios vigore de 1 de Julho a 15 de Outubro no ano de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
700 homens compõem Dispositivo de Combate a Incêndios do Distrito
A partir de 15 de Maio estará já estacionado um helicóptero na Guarda
Ainda que o distrito da Guarda não tenha registado uma grande área ardida este ano, comparativamente com o mesmo período do ano passado, o dispositivo que existirá no distrito da Guarda para responder à calamidade dos incêndios florestais vai ser idêntico ao do ano passado. As autoridades esperam que o Distrito não sofra este ano da mesma tragédia que atingiu no verão de 2009 o concelho do Sabugal, e por isso a prevenção e sensibilização são apostas para combater os incêndios florestais, que estatisticamente têm uma incidência muito reduzida em deflagrações sem intervenção humana.
Foi apresentado em Celorico da Beira, no início desta semana, o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais do Distrito da Guarda, que não sofre grandes alterações em relação ao que já esteve disponível no ano passado.
Já a partir de sábado, 15 de Maio, data de entrada em acção da fase Bravo, vai passar a estar estacionado na Guarda um helicóptero, e estarão em disponibilidade um efectivo de 80 operacionais, divididos por oito equipas de combate a incêndios (ECI) e oito equipas de intervenção permanente (EIP), junto das corporações de bombeiros do distrito da Guarda.
A formação do dispositivo, que irá crescendo gradualmente, a partir desta data e até 1 de Julho – quando estará no terreno a fase Charlie, conta com a colaboração dos 23 corpos de bombeiros existentes no distrito da Guarda.
Assim, a partir de 1 de Junho estará também já disponível um helicóptero na base de Seia. A 1 de Julho, aí sim, estará implementado todo o dispositivo, que será comporto por perto de 700 elementos terrestres, apoiados por mais de uma centena de viaturas e três meios aéreos (Guarda, Seia e Mêda). O Governador Civil do Distrito da Guarda salientou ainda a importância da complementaridade deste dispositivo de combate a incêndios com a confirmação da manutenção de uma base de meios pesados em Seia, integrado no dispositivo nacional.
O Comandante Distrital Operacional, António Fonseca, destacou que a estrutura que estará no terreno permitirá uma “musculada e consistente reacção” a um alerta de incêndio, fazendo sair os primeiros meios em apenas dois minutos, estimando-se que a primeira força seja capaz de chegar ao terreno num máximo de 20 minutos, seja por via terrestre ou com uma equipa helitransportada. “Os bombeiros estarão a trabalhar no máximo da sua disponibilidade”, concluiu.
Governador Civil acredita que um maior uso da terra impedirá grandes incêndios
Para Santinho Pacheco, Governador Civil da Guarda, o pouco uso das terras e consequente abandono das mesmas, sem que exista um cuidado com a sua manutenção e limpeza, são factores que não só não limitam a progressão dos incêndios florestais como contribuem para que estes progridam mais rapidamente no terreno.
Apesar de se mostrar “tranquilo” face aos meios que sabe que estarão disponíveis para o combate aos incêndios no distrito da Guarda, o Governador Civil voltou a apelar à “ocupação e eficaz uso do território”, como fórmula, neste caso, de uma “campanha eficaz” contra os incêndios.
Dos 1400 incêndios registados no ano passado, Santinho Pacheco frisou que “pouco menos de um por cento tem causas naturais”, frisando o factor humano, algumas vezes por negligência e outras por dolo, como factor principal dos incêndios florestais.
“Prevenção” é a palavra principal para o combate, defendendo Santinho Pacheco que pode haver necessidade de intervir por força de lei, tal como já existe nos casos dos meios urbanos, para que os proprietários das terras façam a desmatação devida, considerando que “cada cidadão é um agente da protecção civil”.
O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais será composto por meios e elementos dos Corpos de Bombeiros, GNR, SEPNA, PSP; Sapadores Florestais, Autoridade Florestal Nacional (AFN), ICN-B (Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade), Forças Armadas, Cruz Vermelha Portuguesa, Associação de Produtores Florestais (APF), da empresa Afoselca e autarquias.
Por: José Paiva
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Inverno chuvoso pode agravar época de incêndios florestais
09.05.2010
Lusa, PÚBLICO
O Inverno chuvoso obrigou agricultores a adiarem as queimadas nos seus terrenos e contribuiu para uma maior biomassa nas florestas. Peritos em fogos apontam estas como as principais razões para uma época de incêndios florestais que se pode torna preocupante.
Hermínio Botelho, do Departamento de Ciências Florestais da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), considera que as queimadas que “ficaram adiadas e com certeza vão ocorrer a partir de agora” são a questão mais “complexa e difícil de gerir”. in Ecosferaquarta-feira, 14 de abril de 2010
Avaliação da Perigosidade de Incêndio Florestal
terça-feira, 30 de março de 2010
Objectivo do programa é prevenir incêndios durante o Verão
Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro, explicou que este programa foi fruto do trabalho das secretarias de Estado da Juventude e Desporto e da das Florestas e Desenvolvimento Rural.
O programa tem um custo anual de um milhão de euros, que se destina a despesas relacionadas com os seguros individuais dos jovens, a deslocações e alimentação.
A vigilância será feita nas zonas florestais, onde os jovens circularão de bicicleta, moto ou automóvel. In Diário
sexta-feira, 26 de março de 2010
JORNADAS COMEMORATIVAS DO 16º ANIVERSÁRIO DA AFVS - BOMBEIROS E PROPRIETÁRIOS FLORESTAIS JUNTOS PELA FLORESTA
A Associação Florestal do Vale do Sousa, no âmbito da comemoração dos seus
16 Anos, organiza em parceria com a Federação dos Bombeiros do Distrito do
Porto, umas Jornadas Técnicas, no próximo dia *27 de **Março*, pelas 14h:30m
nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Entre-os-Rios. O objectivo das
jornadas é congregar associações de bombeiros e de proprietários florestais
para debaterem problemas e desafios comuns com que se confrontam na defesa
da floresta contra incêndios.
*PROGRAMA*
14H30 – Recepção aos participantes
15H00 – Abertura: Dra. Isabel Santos (Governadora Civil do Porto)
15H15 – Associações de Bombeiros e de Proprietários Florestais -
Problemas e Desafios comuns
Prof. Dr. Américo Mendes (Presidente da direcção AFVS) e Prof. José Miranda
(Presidente da direcção FBDP)
15H45 – Mesa Redonda: “Estratégias de Defesa da Floresta: uma visão conjunta
de Bombeiros e Proprietários Florestais”.
Intervenientes:
Coronel Teixeira Leite - Comandante distrital da Autoridade Nacional de
Protecção Civil
Eng.º Amândio Torres - Presidente da AFN
Eng.º Laranjeira - Direcção da Forestis
Eng.ª Amália Neto - Coordenadora Técnica da AFVS
Dr. Jaime Prata - da ZIF Entre Douro e Sousa
Engº Tavares da Rocha - ZIF Paiva
17H45 – Encerramento: Prof. Dr. Carvalho Guerra (Forestis)
*INSCREVA-SE*
Ana Catarina Correia
Associação Florestal do Vale do Sousa
Largo da Devesa – Cooperativa Agrícola de Penafiel
Telefone: 255 213415/20
Fax: 255 213 428
Telemóvel: 919 484 801
www.afvs.ws
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Jornada Técnica de Teledetección e Incendios
La iniciativa de esta Jornada Técnica surgió en
la reunión del Grupo de Trabajo en Incendios
forestales de la AET, durante el congreso de
Calatayud, y se desarrolla bajo el patrocinio de
la Red Nacional de Teledetección Ambiental (RNTA,
http://www.aet.
objetivo y la estructura de la reunión se ha
fraguado, por tanto, con aportaciones de los
miembros del Grupo de Trabajo, que ahora se da a
conocer a toda la AET. Mediante esta circular,
para la que se ruega la máxima difusión, se
quiere involucrar -invitar- a todos los posibles
interesados, sea en calidad de asistentes (que
podrán participar en los debates), sea mediante
presentación de metodologías-
Objetivo de la Jornada Técnica: propiciar un
ámbito de intercambio de experiencias y discusión
de metodologías en relación con la aplicación de
la teledetección a la temática de los incendios
forestales. La Jornada está abierta (1) tanto a
personas-grupos que deseen hacer una
presentación, como a quienes únicamente deseen
asistir, y (2) tanto a investigadores como a empresas y administraciones.
Día, lugar, horario: 17 de marzo, en el Edificio
Paraninfo de la Universidad de Zaragoza (Pza. B.
Paraíso), entre las 10:00 y las 19:00 horas.
Estructura de la Jornada Técnica:
* 10:00 horas - Acogida a los participantes en la Jornada.
* 10:15 horas - Conferencia invitada (en
español): Giuseppe Amatulli (European Commission
- DG Joint Research Centre, Institute for
Environment and Sustainability, IES, JRC-Ispra),
Estimación de área quemada en los paises
euro-mediterrá
de cambio climático (IPCC SRES A2/B2).
* 11:30 a 14:30 horas - Sucesión de
presentaciones y posterior diálogo*. La relación
de grupos-personas intervinientes aún no está
cerrada, si bien se cuenta ya con la
participación de personas de los siguientes centros:
* Instituto de Economía, Geografía y
Demografía (IEGD-CCHS), Consejo Superior de
Investigaciones Científicas (CSIC), Madrid.
* Escuela Técnica Superior de Ingeniería
Agraria (ETSEA), Ingeniería Agroforestal, Universitat de Lleida.
* Instituto de Recursos Naturales y
Ordenación del Territorio (INDUROT) - Universidad de Oviedo.
* Escuela Universitaria de Ingeniería, Universidad del País Vasco.
* Departamento de Geografía, Universidad de Alcalá.
* Departamento de Geografía y Ordenación
del Territorio, Universidad de Zaragoza.
* Usuarios de las administraciones públicas.
* 14:30 a 16:00 horas - Comida (nueva
oportunidad para la interacción entre personas-grupos)
* 16:00 a 18:00 horas - continuación de las
presentaciones y posterior diálogo*.
* 18:00 a 19:00 horas - Debate sobre posibles
iniciativas de colaboración y actividades
posteriores; pudiéndose avanzar ya la propuesta
de una monografía sobre el estado de la cuestión
y la propuesta del Presidente de la AET de un
posterior seminario que involucre a otras instituciones.
* La organización temporal definitiva de las
presentaciones-
incorporación, tras este anuncio, de otras
nuevas; en todo caso, el programa detallado será
comunicado a las personas inscritas/interesad
en la Jornada Técnica. Quienes deseen participar
con una presentación, deben ponerse en contacto
con Juan de la Riva (delariva@unizar.
del 3 marzo (preferible si se contacta lo antes posible).
Cuestiones logísticas:
La accesibilidad a Zaragoza está facilitada,
entre otras, por la conexión AVE con
Madrid-Barcelona. El inicio de la reunión, a las
10:00 horas, está programado -al menos- para dar
posibilidad a la llegada vía AVE. Desde la
estación de tren-autobuses de "Zaragoza Delicias"
hay servicio de bus urbano hasta el Edificio
Paraninfo mediante la línea 51 (también la línea 34, menos directa).
Quienes deseen alojamiento para la noche anterior
o posterior, pueden dirigirse a Juan de la Riva
(delariva@unizar.
acuerdo de la Universidad de Zaragoza con
diversos hoteles, se puede facilitar al
interesado habitación con desayuno en
establecimientos de 3 y 4 estrellas por un precio
único de 65,97 Euros. Se ruega comunicar este
requerimiento, caso de ser necesario, antes de final de febrero.
Inscripción:
La Red Nacional de Teledetección Ambiental
cubrirá los gastos logísticos de la Jornada
Técnica, incluyendo la comida de mediodía.
Aunque la inscripción es gratuita, por cuestiones
logísticas debe remitirse a Juan de la Riva
(delariva@unizar.
cumplimentando la información siguiente:
Apellidos y nombre:
Institución o Empresa:
Correo electrónico / teléfono:
Necesidad de alojamiento (detallar):
Interés por hacer una presentación en la Jornada (título):
Observaciones:
Esperando que esta actividad sea de tu interés y
que te animes a asistir, recibe un cordial saludo,
Juan de la Riva
____________
Dr. Juan de la Riva
Profesor Titular de Análisis Geográfico Regional
Departamento de Geografía y Ordenación del Territorio
Facultad de Filosofía y Letras. Universidad de Zaragoza
C/ Pedro Cerbuna 12, 50.009 Zaragoza (Spain)
Tel: (34) 976.76.10.00 ext. 3925
Fax: (34) 976.76.15.06
E-mail: delariva@unizar.
http://geoforest.
http://geografia.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Governo quer alargar videovigilância das Florestas a todo o país
O secretário de Estado da Proteção Civil, Vasco Franco, revelou em Leiria, que o Governo tem intenção de avançar com a instalação de câmaras de videovigilância nas florestas de todos os distritos do país.
«No distrito de Leiria temos provavelmente o melhor sistema de videovigilância que actualmente está instalado. Já há sistemas em alguns distritos, mas este aqui é o que está, em termos operacionais, a funcionar muito bem», disse Vasco Franco durante a visita ao Comando da GNR de Leiria.
A videovigilância nas florestas ainda não está instalada em todos os distritos, pelo que o Governo pretende «generalizar [a sua instalação] no país» no próximo ano, tendo como base o sistema de Leiria. «Vamos lançar as bases para que possa estar a funcionar no próximo ano. Este ano vamos manter os dois sistemas, a videovigilância e as torres de vigia», assegurou, revelando ainda que a GNR já efectuou um estudo para a instalação de mais de 200 postos de videovigilância em todo o país. «Para já, tem uma estimativa de custos de cerca de 15 milhões de euros. Vamos fasear esse processo, mas a intenção é avançar talvez com uma candidatura ao QREN [Quadro de Referência Estratégico Nacional]», adiantou.
Vasco Franco acrescentou que o dispositivo contra incêndios para 2010 «vai ser muito parecido ao do ano passado, quer nos meios aéreos quer nos meios terrenos». No entanto, frisou que o modo de recrutamento dos elementos para os postos de vigia vai voltar ao modelo de 2008. «Uma das coisas que não funcionou da melhor maneira foram as torres de vigia, porque optou-se por recrutar pessoas que estavam no desemprego e gerou alguma instabilidade em relação à sua permanência, pois arranjavam emprego e iam embora», constatou. O governante elogiou, no entanto, as equipas de primeira intervenção. «Conseguimos montar um dispositivo que nos tem permitido reduzir substancialmente as áreas ardidas, mesmo que o número de eclosões tenha aumentado no ano passado». Mas, para Vasco Franco, o fundamental é que «a detecção seja o mais eficaz possível para que essa primeira intervenção possa surgir logo no início». Porta da estrela
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Apresentado método pioneiro para avaliar produtos de combate a incêndios florestais
Lusa
O catedrático Domingos Xavier Viegas destacou hoje a importância de uma metodologia pioneira de avaliação da eficácia dos produtos químicos na extinção dos incêndios florestais, apresentada por uma investigadora da Universidade Politécnica da Catalunha.
“Cada descarga [aérea] pode custar dezenas de milhares de euros”, disse o especialista em incêndios florestais da Universidade de Coimbra (UC), ao sublinhar a importância de um sistema que permita avaliar, em termos objectivos, a eficácia do uso dos retardantes no combate ao fogo. A metodologia, apresentada hoje na UC pela investigadora Eulalia Planas, do Centro de Estudos do Risco da “Universitat Politècnica de Catalunya”, foi testada com fogo controlado em parcelas do Parque Natural de Ngarkat, no Sul da Austrália.
Ainda em fase preliminar, a metodologia permite “medir quantitativamente uma série de parâmetros, avaliando a eficácia do ataque aéreo no combate aos fogos”, disse Eulalia Planas, no final da conferência que proferiu hoje no Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
“Gasta-se tanto dinheiro com meios aéreos, é bom saber até que ponto é bem gasto. Em Portugal não há nenhum sistema que permita avaliar a eficácia destas descargas em termos objectivos”, salientou Xavier Viegas, presidente da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI). De acordo com o professor catedrático da FCTUC, “poderá haver situações em que a eficácia não seja a desejada, ou porque não se está a usar os produtos adequados ou porque o lançamento não ocorre nos locais apropriados”.
“Como envolve milhões e milhões de euros, é de toda a importância haver uma avaliação envolvida”, defendeu Domingos Xavier Viegas. Na sua perspectiva, “em geral, em Portugal, há um bom uso dos produtos, mas a avaliação é subjectiva”, pelo que “um estudo deste tipo, feito por amostragem, talvez permitisse chegar a resultados mais objectivos e dar recomendações”. “É muito importante para os bombeiros e pilotos que fazem o ataque poderem quantificar o seu trabalho ou ver como podem melhorar”, frisou, por seu turno, Eulalia Planas.
Segundo a docente do Departamento de Engenharia Química da Universidade Politécnica da Catalunha, antes da criação deste modelo pioneiro de avaliação da eficácia dos retardantes no combate às chamas havia já alguns estudos experimentais, debruçando-se sobre factores como a dimensão das descargas ou a distribuição da concentração, mas não uma avaliação “no ataque directo, medindo todos os parâmetros”.
Sobre a avaliação da eficácia dos diferentes produtos químicos usados nas descargas aéreas, a cientista disse que, em termos quantitativos, ainda não foi possível chegar a conclusões. A conferência de Eulalia Planas deu-se a convite do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da ADAI. Ecosfera
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
«Reflorestar nem sempre é a melhor opção»
Francisco Moreira, do Instituto Superior de Agronomia, falou ao
«Ciência Hoje» sobre o projecto «Recuperação de áreas ardidas»
2009-09-30
Por Luísa Marinho
Francisco Moreira, do Instituto Superior de Agronomia
O que fazer com as grandes áreas que ardem durante o Verão continua a
ser uma questão que todos os anos levanta dúvidas e cria polémicas.
Para pensar sobre esta problemática e definir as melhores soluções foi
criado o projecto «Recuperação de áreas ardidas».
Com coordenação do Instituto Superior de Agronomia (ISA), este
projecto de investigação e formação envolve a Universidade de Aveiro
(UA) e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Ontem, a
UA recebeu Francisco Moreira, investigador do Centro de Ecologia
Aplicada Prof. Baeta Neves, do ISA, que transmitiu a técnicos
florestais alguns resultados das investigações que estão a ser feitas
neste âmbito.
Em conversa com o «Ciência Hoje», Francisco Moreira explicou que os
workshops que o projecto promove têm como objectivo “a transferência
de conhecimento dos centros de investigação para as pessoas que andam
no terreno”.
O programa, iniciado em 2006, actua em várias vertentes. Sublinha a
importância de um planeamento prévio, com o mapeamento das áreas mais
sensíveis, e investiga as melhores formas de se lidar com terrenos já
ardido.
“Muitas vezes, reflorestar nem sempre é a melhor opção”, considera,
contrariando a política que tem sido praticada nos últimos anos. “A
reflorestação tem a maior parte das vezes menos sucesso do que a
regeneração natural, que é mais rápida e não agride o solo”.
«A gestão das áreas ardidas é ainda parente pobre
do tema dos incêndios»
A retirada de todas as árvores ardidas não é também “aconselhável”,
afirma. Técnicas para diminuir a erosão do solo estão também a ser
estudadas.
Durante os quatro anos de implementação deste projecto, nos quais
foram ministrados diversos cursos de formação avançada e workshops,
não houve ainda, considera Francisco Moreira, “nenhum avanço
significativo”, a nível institucional, nesta área. “Infelizmente, a
gestão das áreas ardidas é ainda parente pobre no tema dos incêndios”,
lamenta, acrescentando que “as pessoas esquecem-se dos problemas que
podem existir nas áreas ardidas”.
“A implementação das ideias que transmitimos está muito longe de se
concretizar”, remata.