quinta-feira, 16 de abril de 2009

Técnica de fogo controlado já ultrapassou 3500 hectares

15.04.2009
Lusa

O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Ascenso Simões, disse hoje que a técnica de fogo controlado para diminuir o risco de incêndio já ultrapassou este ano os 3500 hectares, objectivo inicialmente previsto.

Ascenso Simões, que falava aos jornalistas à margem da apresentação da Directiva Operacional Nacional, afirmou que a técnica de fogo controlado já foi aplicada em mais de 3500 hectares, tendo sido ultrapassado o objectivo previsto, e adiantou que provavelmente a área será duplicada. No entanto, o secretário de Estado sublinhou que só esta área "não chega", sendo necessário "eliminar algumas zonas".

A técnica de fogo controlado, que elimina a matéria combustível da floresta, é desenvolvida pelo Ministério da Agricultura e destina-se a tornar os espaços das florestas menos perigosos, uma vez que retira a carga mais facilmente inflamável, como o mato rasteiro e as espécies arbustivas que ardem mais facilmente.

Ascenso Simões explicou que actualmente é possível fazer acções de fogo controlado durante a fase "Bravo" de combate a incêndios florestais, entre 16 de Maio e 30 de Junho.

Devido às espécies existentes no Algarve o fogo controlado deve ser feito mais próximo do Verão, disse ao revelar que neste momento o Ministério da Agricultura está a fazer um plano específico para esta região, com o objectivo de utilizar esta técnica nos meses de Maio e Junho.

Segundo o secretário de Estado, o sistema de defesa de floresta contra incêndios veio permitir que as acções de fogo controlado sejam feitas nas fases mais críticas de incêndios, desde que sejam garantidas por técnicos credenciados e acompanhadas por forças da protecção civil. Ecosfera

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Incêndios: Governo lança campanha de sensibilização para limpeza de mato


01.04.2009
Lusa, PÚBLICO

O Governo vai lançar hoje uma campanha de prevenção dos incêndios florestais, através da sensibilização da população para a limpeza das áreas de floresta e mato.

A campanha decorre até 12 de Abril e lembra que "a maior parte dos incêndios florestais começa com um acto negligente e mato por limpar".

“É uma campanha que tem mesmo imagens dramáticas, de incêndios ocorridos no passado, em que se vêem casas a arder, pessoas a fugir, em que dizemos que a não limpeza das matas é crime e, portanto, devemos ter atitudes de precaução”, explicou Ascenso Simões, secretário de Estado das Florestas, à TSF.

O anúncio pede que as pessoas "limpem o mato e os caminhos à volta de casa como é obrigatório por lei". "Antes que seja tarde, antes que o atinja a si, limpe o mato e os caminhos à volta de sua casa", é uma das advertências.

A Associação de Técnicos de Segurança e Protecção Civil apontou, recentemente, a falta de limpeza das áreas florestais, com destaque para os parques naturais, como uma das causas da vaga de incêndios das últimas semanas.

O presidente da associação, Ricardo Ribeiro, referiu que com a chegada do bom tempo o material vegetal acumulado durante o Inverno acaba por secar, tornando-se num combustível fácil de atear, seja ou não por mão criminosa. "O grande problema destes incêndios é a falta de limpeza das florestas", disse Ricardo Ribeiro, destacando que o material vegetal acumulado torna-se ainda mais perigoso a partir de Junho quando as noites são menos húmidas e os dias mais quentes.

Ascenso Simões sublinhou à rádio que as multas a quem não limpa os terrenos têm vindo a aumentar. “O número de contra-ordenações levantadas pelas forças de segurança e que têm vindo a ser aplicadas pelos municípios têm vindo a subir muito, apesar de haver ainda municípios que não dão a atenção devida a esta questão”.

http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1371981

terça-feira, 24 de março de 2009

Polícia Judiciária investiga origem de fogo no Gerês

Terras de Bouro Incêndio não entrou na Mata da Albergaria mas destruiu árvores centenárias

00h30m

PEDRO ANTUNES PEREIRA, COM GLÓRIA LOPES

A Polícia Judiciária está a investigar a origem do incêndio que durante 36 horas devastou cerca de 400 hectares de floresta, na Portela do Homem, Terras de Bouro, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês.

O secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros, deu a entender haver dúvidas sobre a origem do incêndio e avançou com duas hipóteses: "Negligência, através de queimadas feitas por pessoas que não avisaram, ainda por cima fora de época e de origem dolosa, ou mão criminosa, estando a PJ já a investigar".

José Miguel Medeiros reconheceu que "este foi um incêndio com especificidades próprias", uma vez que mais do que água ou grandes meios, "o combate requeria qualificação e meios individuais".

Recorde-se que o fogo, dado como extinto perto da 17 horas - e entrou em rescaldo uma hora depois -, era um reacendimento de um outro que deflagrou no sábado. Esse facto foi realçado por José Miguel Medeiros: "A zona não fica perto de aldeias, é isolada e de dificil acesso".

O comandante distrital de operações, Hercílio Campos, estava satisfeito: "Conseguimos evitar que o fogo entrasse na Mata da Albergaria e tornasse tudo isto um descalabro". Porém, fonte do Instituto de Conservação da Natureza revelou, ao JN, que "há espécies arbóreas únicas e centenárias fora do perímetro da mata que desapareceram com este fogo e que serão irrecuperáveis". Hercílio Campos acredita, ainda, que permaneceram "mais condições para vigiar e reagir mais atempadamete a qualquer incêndio no futuro, uma vez que este serviu também de limpeza e de criação de áreas de protecção".

O presidente da Câmara de Terras de Bouro aproveitou para "lembrar o desinvestimento no parque, o que torna a gestão complicada porque o dinheiro nunca chega". António Afonso deu duas sugestões para minimizar estas situações: "O reforço das equipas de vigilância, porque os seis ou sete elementos actuais não são suficientes, e a instalação de um equipamento de videovigilância e videodetecção".

No combate ao fogo estiveram 64 bombeiros de diversas corporações de bombeiros do Norte. Além deste, lavraram ontem mais dois fogos na Peneda-Gerês, mas em Montalegre. O pior, na Barca, estava ainda incontrolável à hora de fecho desta edição.

Entretanto, o comandante dos bombeiros de Vinhais, José Marques, estava, ontem, convicto de que os incêndios que têm deflagrado no seu concelho nos últimos dias são fogo-posto. "São planeados ao pormenor, sempre que estamos a combater um fogo, aparecem vários noutros locais, sempre fora do perímetro dos já extintos", afirmou o comandante.

Depois de um fim-de-semana com vários fogos, ontem em Vinhais três incêndios reduziram a cinzas vários hectares de mato e floresta em S. Cibrão (Celas), Santa Cruz e Falgueiras.JN

domingo, 22 de março de 2009

Governo promete levantamento e delimitação geométrica da propriedade, bem como a identificação do dono


Município de Seia cadastrado no Verão

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Seia é um dos municípios abrangidos pelo concurso internacional para o cadastro do território nacional com risco de incêndio florestal, que será lançado em Abril pelo Governo.
O objectivo é implementá-lo até ao Verão em oito municípios da cordilheira central e Algarve, escolhidos tendo em conta o risco de incêndio. São eles os municípios de Loulé, S. Brás de Alportel, Tavira, Oliveira do Hospital, Seia, Paredes e Penafiel. De acordo com o Ministério do Ambiente, este trabalho será efectuado em parceria com o Ministério da Agricultura e permitirá «um levantamento rigoroso e a delimitação geométrica da propriedade, a identificação do proprietário e a determinação do valor do terreno em questão». Para tal, a recolha vai integrar uma plataforma informática única que estará ligada ao Instituto Geográfico Português, às Conservatórias e às Finanças, para que a actualização cadastral passe a ser automática no futuro.

Incêndio consumiu mato no PNSE

Na zona do Covão de Santa Maria, em Gouveia


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Uma zona de mato em Covão de Santa Maria, Gouveia, foi atingida por um incêndio florestal no início desta semana. O fogo deflagrou segunda-feira à noite no Parque Natural da Serra da Estrela, tendo entrado em fase de rescaldo por volta das 12 horas do dia seguinte. O «vento forte com rajadas da ordem dos 70 a 80 quilómetros e os acessos» dificultaram a tarefa dos bombeiros, indicou o comandante dos voluntários de Gouveia, Carlos Soares. O incêndio foi combatido por dois helicópteros, 12 viaturas e 52 bombeiros.

sexta-feira, 13 de março de 2009

DR 51 SÉRIE I de 2009-03-13



Declaração de Rectificação n.º 20/2009
Presidência do Conselho de Ministros - Centro Jurídico
Rectifica o Decreto-Lei n.º 17/2009, de 14 de Janeiro, do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, que procede à segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 124/2006, de 28 de Junho, que estabelece as medidas e acções a desenvolver no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios, e revoga a Lei n.º 14/2004, de 8 de Maio, publicado no Diário da República, 1.ª série, n.º 9, de 14 de Janeiro de 2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Câmara da Mêda estuda incêndio florestal


O Presidente da Câmara da Mêda, João Mourato, promoveu a realização de um estudo acerca do maior fogo florestal deste ano no País, que deflagrou numa zona do concelho onde, desde 1990, já aconteceram cerca de 200 incêndios.
No dia 05 de Agosto de 2008, pelas 13 horas deflagrou na freguesia de Carvalhal, concelho de Mêda, um incêndio florestal que assumiu grandes proporções. As operações de combate às chamas, em que estiveram empenhados 305 bombeiros, dois helicópteros, dois aviões pesados e 82 viaturas, foram dificultadas por o incêndio se ter dividido em duas frentes.O fogo começou a ser circunscrito com o cair da noite, beneficiando da diminuição da temperatura ambiente, aliada ao aumento da humidade e ao abrandamento do vento. Foi dado como extinto às 6 horas do dia seguinte, 06 de Agosto.A orografia do local, com escarpadas de difícil acesso, dificultou o combate ao fogo, que consumiu sobretudo combustíveis finos.O levantamento efectuado pelo Município conclui que arderam 790 hectares, dos quais 73 por cento (573 hectares) era área de matos. Queimaram-se 15 hectares de carvalhos jovens e todos os terrenos que estavam cultivados tiveram apenas algumas oliveiras e algumas videiras secas pela acção do calor. Verificou-se ainda a perda de algumas zonas de Vinha e Olival, mas que não estavam minimamente cultivadosTambém arderam cerca de 70 hectares de lameiros e de pasto, que apenas são contabilizadas como unidades de paisagem, visto que se regeneram automaticamente.O estudo conclui que cerca de 60 por cento da área ardida já tinha sido queimada no ano 2006 e que quase 80 por cento da área total ardeu nos últimos 10 anos. As únicas áreas que não tinham ardido referem-se a dois pinhais, que estavam em bom estado vegetativo.Na Carta de Perigosidade da Câmara Municipal de Mêda, esta zona já estava considerada como sendo Zona de Risco de Incêndio Muito Elevado.O prejuízo directo causado pelo incêndio eleva-se a 55 mil euros, não incluindo os custos relativos ao combate ao fogo.O estudo realça o empenho dos Bombeiros Voluntários do Distrito da Guarda e de outros distritos no combate ao sinistro, evidenciando também a prestimosa acção dos meios aéreos envolvidos.A iniciativa serviu sobretudo para se estudar este caso como exemplo, tirando-se daí conclusões que ajudem melhor a prevenir o futuro.Apesar de não ter afectado significativamente a economia regional o fogo criou dificuldades para a retenção da água nos solos e o equilíbrio natural em termos de flora e fauna.Conclui-se alertando contra as queimadas fora da época autorizada e apelando á limpeza da floresta, dos caminhos e acessos às propriedades rurais e á adopção de medidas de acção que dificultem a deflagração e propagação dos fogos. In Capeiaarraiana

domingo, 5 de outubro de 2008

Incêndios: Contas à área ardida na Europa‏


Tal como acontece em Portugal, também no resto da Europa o ano está a revelar uma diminuição significativa da área consumida pelos incêndios florestais.
Reunidos esta semana em Marselha, técnicos florestais e de Protecção Civil de toda a Europa fizeram as primeiras contas depois do Verão.
Os dados analisados nesta reunião de peritos não são ainda definitivos nem reflectem em rigor a totalidade da área ardida, uma vez que contabilizam apenas as imagens de satélite relativas a incêndios que consumiram mais de 50 hectares.
Ainda assim, permitem ter uma ideia aproximada das marcas que o fogo deixou este ano na Europa e das regiões mais afectadas.
Paulo Sacadura – técnico da Autoridade Nacional de Protecção Civil - revela os casos mais significativos.
A Turquia é até ao momento o país com mais área ardida -qualquer coisa como 20% do total - seguida da Grécia e da Itália – que juntas representam mais 33% do total.
Nesta lista de países mais afectados, segue-se a Albânia, a Macedónia, a Espanha, e Montenegro.
ML/Celso Paiva