Posto de vigia do concelho de Mangualde um dos mais importantes do distrito de viseu e ainda ajuda no distrito da Guarda
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
incêndio de Moimentinha/Cerejo
Mulheres que apagam fogos

Mulheres que apagam fogos
São os homens que continuam a apagar a maior parte dos incêndios na região. Mas as mulheres vão entrando aos poucos nas zonas operacionais e mostram valor.
O alarme soa no quartel dos Bombeiros Voluntários de Alcanede, concelho de Santarém. Um incêndio lavra no Covão dos Porcos no vizinho parque da Serra de Aire e Candeeiros. A bombeira Vera Pereira, 22 anos, é a única mulher a ocupar posição na viatura com uma guarnição de cinco elementos. Combatem na frente do incêndio quando ficam cercados por causa da mudança do vento. Depois da viatura protegida resta à bombeira deitar-se sobre o alcatrão à espera que as labaredas varram a área. “É nessas alturas que vejo a vida a passar-me pela cabeça em segundos”, confessa a bombeira que não balança com as situações limite por que já passou ao longo de oito anos.
O incêndio do Covão dos Porcos aconteceu numa tarde de Agosto do ano passado. Mas a situação poder-se-ia ter repetido em qualquer dos 40 incêndios que Vera Pereira ajudou a apagar em 2006 com a ajuda dos bombeiros do sexo masculino. São eles que continuam a encher os quartéis de toda a região.
Segundo dados do comando operacional de Santarém as mulheres representam apenas vinte por cento do total de efectivos das 28 corporações do distrito. “Só nos anos 80 se deu o grande boom”, revela o comandante operacional distrital, Joaquim Chambel. E quando se fala cargos de comando o cenário torna-se ainda mais negro. Apenas uma tem essa categoria no distrito de Santarém. É Lucília Coimbra, adjunta de comando dos Bombeiros Municipais de Santarém . “Os bombeiros são reflexo do que acontece no resto da sociedade”, diz o coordenador sobre a escassa participação das mulheres.
Em Alcanede existem 16 mulheres bombeiros para 68 homens. O comandante da corporação, Paulo Santos, revela que muitas as mulheres bombeiras fazem uma pausa de dois anos depois do parto. “E raramente voltam ao quartel”, constata ressalvando que há casos de operacionais femininas que conseguem conciliar os bombeiros e a família.
Foi curiosamente um elemento feminino que o comandante indicou para frequentar um curso avançado de socorrista durante sete semanas. A escolha recaiu sobre Vera Pereira. “É um dos elementos a quem entrego qualquer missão com toda a confiança”, garante o operacional que considera que as mulheres da corporação fazem o trabalho tão bem ou melhor que os homens. Mesmo instaladas em condições precárias, como acontece em Alcanede. Sempre que há alerta para uma emergência durante a noite um dos operacionais tem que sair das instalações para avisar os elementos femininos de serviço. É lá fora, frente à porta principal, que está montado o contentor onde as bombeiras pernoitam. Um autêntico caixote com duche e três camas que serve de camarata feminina que vai funcionar até que esteja pronto o novo quartel.
Nada que desmotive a bombeira Vera Pereira, natural de Rio Maior, que aos 16 anos rumou ao concelho vizinho depois de ver fechada a porta da corporação da terra que não possuía efectivo feminino. “Disseram-me que não aceitavam mulheres”, recorda. A vizinha do quartel dos bombeiros, habituada desde cedo ao barulho das sirenes, não desistiu. Rumou a Alcanede e superou as provas físicas e escritas sobre como montar escadas, linhas de água, trabalhar com extintores e aparelhos respiratórios. Depois da especialização em socorro vai ficar mais ligada ao serviço de saúde, mas a sua grande paixão é apagar fogos. Seja à agulheta ou a puxar a mangueira. É nessas alturas que a adrenalina sobe e o espírito de grupo atinge o esplendor. Em Verões intensos os bombeiros apagam fogos durante dias e é preciso não deixar esmorecer os camaradas. “Temos que falar sempre uns com os outros e dar força”. Desistir é palavra que nunca se ouve. O Mirante
Por: Ana Santiago
Fogos não circunscritos nos concelhos de Ferreira do Zêzere e de Nelas
Fogos não circunscritos nos concelhos de Ferreira do Zêzere e de Nelas Dois fogos lavram no território continental, um no concelho de Ferreira do Zêzere e outro no concelho de Nelas, encontrando-se os dois não circunscritos, de acordo com a Protecção Civil |
Um incêndio florestal deflagrou hoje às 13h53 na localidade de Igreja Nova, concelho de Ferreira do Zêzere, distrito de Santarém.
O fogo está a ser combatido por 90 bombeiros, 27 viaturas, três helicópteros e dois aerotanques pesados, indica o site na Internet da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).
Por outro lado, um incêndio em zona de mato lavra desde as 14h24 na localidade de Urgeiriça, concelho de Nelas, distrito de Viseu.
Este fogo está a ser combatido por 48 bombeiros, 11 viaturas, um helicóptero e dois aerotanques ligeiros.
Durante o dia de quarta-feira, a ANPC registou 126 ocorrências de fogo florestal, que mobilizaram 1.658 bombeiros e 412 viaturas.
Lusa/SOL
Segurança na floresta «como numa empresa»
| Segurança na floresta «como numa empresa» Experiência piloto europeia de patrulha nocturna em floresta | ||
| O objectivo do projecto é "fazer segurança num espaço florestal como numa empresa", disse o secretário-geral da Federação dos Produtores Florestais de Portugal (FPFP), um dos promotores da iniciativa apresentada em Lisboa, numa conferência de imprensa. Ricardo Machado acrescentou que a Zona de Intervenção Florestal (ZIF) do Cadaval - uma das três existentes no país, a par de Oliveira do Hospital e Loulé - tem uma área aproximada de 8.000 hectares, um pouco menos do que a extensão do concelho de Lisboa, que tem 8.480 hectares. | ||
As ZIF são áreas territoriais contíguas, com espaços maioritariamente florestais e planos de gestão e defesa da floresta. Essencialmente constituída por eucaliptal (60 a 70 por cento) e pinhal, a floresta vai ser patrulhada durante a noite por duas equipas em simultâneo, cada uma constituída por dois vigilantes e um cão, que se deslocam em viaturas todo-o-terreno. Ao todo, trabalharão no patrulhamento oito homens e dois animais, que disporão de duas viaturas equipadas com GPS e sistemas de comunicações, especificou o representante da empresa de segurança. Esta experiência piloto é realizada pela Grupo 8, que conta investir no projecto 100 mil euros, disse Miguel Morgado, responsável daquela empresa de segurança, que suportará a totalidade do investimento. Este projecto de defesa da floresta prolongar-se-á durante o Verão e enquanto se mantiver elevado o risco de incêndio. Caso seja bem sucedida a iniciativa, os seus promotores admitem alargá-la às outras duas ZIF ou até mesmo a áreas florestais mais pequenas (500 a mil hectares), nomeadamente as que sejam propriedade de fundos de investimento florestal, disse Ricardo Machado. No caso dos vigilantes detectarem incêndios ou outro tipo de ocorrências, como caça clandestina, avisarão as autoridades: Protecção Civil e forças policiais. Kaminhos | ||
| 08-08-2007 | Lusa | |
Prevenção contra os fogos

Prevenção contra os fogos
É através deste slogan que o Governo e as Autarquias Locais pretendem sensibilizar os cidadãos para a as boas práticas a implementar na floresta.
Durante a época de Verão o risco de incêndio florestal em Portugal é, substancialmente, maior. Neste sentido Governo e Autarquias Locais alertam os cidadãos, através de várias campanhas publicitárias, para acções de prevenção que minimizem o risco de incêndio.
“Portugal sem fogos depende de nós” é uma campanha lançada pelo Ministério da Administração Interna, através do Gabinete do Secretário de Estado da Protecção Civil, que pretende prevenir acções de risco e promover boas práticas entre todos os cidadãos, no combate ao flagelo dos incêndios florestais.
A nota enviada pelo Gabinete do Secretário de Estado da Protecção Civil refere: “Importa que todos os cidadãos estejam atentos, impedindo os trabalhos agrícolas na floresta, o lançamento de foguetes na floresta, a realização de piqueniques nas zonas florestais ou a realização de queimadas. Importa, também, que tenhamos todo o cuidado no sentido de não serem lançados cigarros para a floresta ou para a berma das estradas. Ao mesmo tempo, importaria que todos os cidadãos promovessem, sem utilizarem fogo, a limpeza dos matos junto das casas e dos caminhos, como forma de impedirem que os incêndios se aproximem das suas habitações ou das instalações agrícolas e industriais.”
Em 2007, o Governo definiu através da Portaria nº 755/2007 de 29 de Junho, que o período crítico no âmbito do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, vigora de 1 de Julho a 30 de Setembro.
Se avistar o início de um incêndio florestal ligue de imediato para o 112 ou o 117.
O QUE SE FAZ EM ÁGUEDA
O concelho de Águeda, de modo especial nesta época do ano, tem agendado um conjunto de iniciativas que visam promover a Defesa da Floresta Contra Incêndios.
De forma a cumprir as linhas orientadoras estratégicas definidas pelo Plano Municipal de Defesa Florestal Contra Incêndios (PMDFCI), a Câmara Municipal através do Gabinete Técnico Florestal determinou actividades de vigilância, detecção, fiscalização, 1ª intervenção e combate, num Plano rápido e de carácter Operacional Municipal (POM), mobilizando e tirando partido, deste modo, de todos os meios e agentes na área de influência municipal.
O Gabinete Técnico Florestal de Águeda refere este programa como uma óptima iniciativa destinada aos jovens que, deste modo, podem ocupar, na pausa escolar de férias, o seu tempo livre promovendo a prevenção e a segurança da floresta. Em Águeda, e até agora, já participaram 25 jovens, que continuam a colaborar com a Autarquia neste Plano Voluntário de Prevenção. Recorde-se que este programa de Voluntariado Jovem para as Florestas pertence ao Instituto Português da Juventude. O programa de Voluntariado tem como principais objectivos a participação activa dos jovens na preservação da natureza e da floresta, reduzindo o flagelo dos incêndios, através de acções de prevenção.
Recorde-se, ainda, que existe na autarquia uma equipa de Voluntários, que, aos fins-de-semana, fazem acções de patrulhamento e vigilância florestal. Ao todo estão integrados nas brigadas de patrulhamento e vigilância 8 funcionários municipais.
Por outro lado o Gabinete de Protecção Civil Municipal acaba de lançar um cartaz de sensibilização com o objectivo de alertar a população para os cuidados a ter com a floresta. Neste cartaz os Munícipes são informados sobre os cuidados a ter com a utilização do fogo, bem como da legislação que está em vigor.
PONTOS DE ÁGUA
A autarquia disponibiliza, actualmente, em locais de difícil acesso, tanques de água com capacidade entre os 60 a 80 m3 de água (+/- 70.000 litros). O aproveitamento e utilização destes locais de abastecimento de água (pontos de água), não estavam optimizados, de modo a permitirem um acesso, mais fácil e mais rápido, à água. Deste modo, foram realizadas várias uniões que ligaram esses tanques a bocas-de-incêndio localizadas junto às estradas e aglomerados populacionais. Esta solução permite com mais facilidade e rapidez o abastecimento de viaturas de combate a incêndios, assim como uma maior cobertura e protecção às habitações existentes nesses locais.
Na pista do Aeródromo do Casarão a Câmara Municipal de Águeda mandou instalar 3 tanques de Água com a capacidade de 70.000 litros de água cada, com o objectivo de prover ao abastecimento de aviões de combate a incêndio (Canadair, Dromader) na pista, assim como de viaturas de combate a incêndios florestais.
AGENTES NO TERRENO
Importa, também, referir todos os agentes e meios envolvidos no concelho de Águeda. Podemos dizer que estas equipas têm como grande missão a 1ª intervenção, o combate, rescaldo e vigilância pós-rescaldo. Este ano e através do Plano Operacional Municipal (POM) foram sectorizadas áreas e os agentes de modo a todos os meios estarem coordenados e aptos a ocorrerem em situação de perigo e incêndio florestal, optimizando deste modo os meios existentes no concelho. Existem duas equipas da Câmara Municipal, que fazem vigilância em Agadão e Macinhata do Vouga. Três Associações de Protecção Civil, Castanheira do Vouga, Belazaima-do-Chão e Valongo do Vouga. Uma equipa de Sapadores Florestais, localizada no Préstimo, sob gestão da Associação Florestal do Baixo Vouga. A estes meios e equipas associa-se a Pista de Aviação do Casarão que permite a gestão e operacionalização dos meios aéreos.
Nesta campanha nacional de prevenção e preservação da floresta importa acreditar que todos temos um papel muito importante a desempenhar.
Não crie situações de incêndio (fogo, foguetes, fumo).
Previna e limpe os seus terrenos dos materiais combustíveis (matos, ramos, folhas) que aí possam existir.
Informe alguma situação de incêndio que surja para o 112 ou 117.
Autor: Litoral Centro
Maior risco de fogo chega dentro de um a dois anos

Maior risco de fogo chega dentro de um a dois anos
Especialistas dizem que melhorias deste ano se devem à meteorologia
As condições meteorológicas favoráveis e a melhor organização da vigilância e do combate aos incêndios explicam que a área ardida este ano seja só 6,6 % da média dos últimos cinco anos. É esta a opinião de dois especialistas ouvidos pelo DN. Contudo, José Cardoso Pereira, engenheiro florestal, deixa o alerta: as grandes manchas florestais consumidas em 2003 e 2005 ainda não estão em boas condições de voltar a arder. O perigo real chegará dentro de um ou dois anos.O especialista do Instituto Superior de Agronomia considera que não é na floresta que está a mais valia justificativa do inferior número de ocorrências e de área ardida deste Verão. "Até porque, de uma forma geral, a floresta está muito parecida com o que estava nos últimos cinco anos. O ganho obtido até agora não vem da reforma florestal, porque nessa área não se avançou tanto como devia", afirmou ao DN. Um dos exemplos é a rede de gestão de faixas de combustível, aceiros e caminhos que são limpos e abertos para compartimentar a mancha florestal e suster o avanço das chamas. "Ainda estamos ao nível da rede primária (caminhos principais) e, mesmo nessa, muito pouco foi feito", diz.Outro ponto que ainda não está a dar frutos são as zonas de intervenção florestal (ZIF), onde a partilha de responsabilidades entre proprietários permite uma gestão mais eficaz. "Uma coisa é criar ZIF, outra muito diferente é alterar a sua floresta", alerta. Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, considera também que as alterações estruturais ao nível da propriedade florestal são quase nulas.As condições meteorológicas favoráveis são a explicação mais consistente para a diminuição dos incêndios, considera o engenheiro florestal. Os dados do último relatório da Direcção Geral dos Recursos Florestais confirmam que Junho e Julho foram meses mais chuvosos e frios do que o habitual, principalmente no Norte. Além disso, o calor não se prolongou por muito tempo, sendo sempre interrompido por dias amenos.Melhorias no combateO reforço da vigilância e a melhoria do sistema de detecção estão a dar um forte contributo na redução dos fogos, considera Duarte Caldeira. A Liga diz que tem sido fundamental a presença no terreno de uma força da autoridade: a GNR, através do Serviço Especial de Protecção da Natureza e do Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro. "Fazem vigilância visível, que leva as pessoas a reduzirem os comportamentos negligentes e até intencionais."Duarte Caldeira lembra ainda que a redução das ignições ajuda a uma maior organização das forças no terreno. E considera que houve progressos na coordenação institucional. "Há mais e melhor diálogo".Apesar das melhorias, até ao momento, o problema não está, de forma alguma, resolvido, alertam os dois especialistas. Cardoso Pereira diz mesmo que "os sistemas de combate ao fogo correm o risco de ser vitimas do próprio sucesso". Basta ver o caso da Galiza. O que era considerada uma região modelo, transformou-se num mar de cinzas. DN
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Incêndios: Circunscritos 2 fogos no concelho de Tabuaço
Segundo a Autoridade Nacional da Protecção Civil, o incêndio que deflagrou às 02:22 em Granja do Tedo foi dado como circunscrito às 08:13.
Às 09:00, este incêndio continuava a mobilizar 53 bombeiros e 12 veículos, segundo informação disponível na página da ANPC.
O outro incêndio que deflagrou às 01:04 na localidade de Pinheiros foi também dado como circunscrito às 09:00, depois de terem sido reforçados os meios no terreno.
Além dos 54 bombeiros e 12 viaturas, estão agora a operar dois meios aéreos.
Os dois incêndios atingiram zonas florestais.
A zona de Portugal continental com maior risco de incêndio previsto para hoje é o interior norte e centro, de acordo com o Instituto de Meteorologia.
Dados revelados terça-feira pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF) indicam que entre 01 de Janeiro e 31 de Julho ocorreram 4.529 ocorrências de fogo, que terão consumido 5.086,81 hectares de área.
De acordo com a DGRF trata-se de um valor inferior aos registados nos anos anteriores, em termos comparativos.
Diário Digital / Lusa
08-08-2007 9:21:00
Alerta de fogos: 117 entupido devido a bombeiros
Segundo revela o diário, nas centrais telefónicas distritais caem diariamente, em média, mais de 500 chamadas sendo que, na grande maioria, não são alertas de fogo.
«Isto sem falar dos muitos casos em que um bombeiro chefe de viatura, que está no terreno a acudir uma situação de emergência, liga para o 117 para obter mais dados operacionais», denuncia ao DN um operador do CDOS.
O Ministério da Administração Interna (MAI) reconhece que esta situação abusiva possa estar a acontecer em algumas corporações, lembrando, no entanto, que todos os quartéis de bombeiros estão «munidos de equipamentos de rádio que lhes permitem comunicar internamente sem recorrer ao telefone e sem custos».
O MAI considera apenas plausível que tal aconteça «em comunicações circunstanciais, quando há interferências nas redes de rádio».
08-08-2007 9:57:31 Diário digital
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Incêndios em Montalegre
Incêndios em Montalegre
Deputados assinalam «bom exemplo» da reflorestação em Fafião
Os deputados da Comissão Eventual de Acompanhamento e Avaliação da Floresta Contra Incêndios consideraram hoje como um «bom exemplo» a reflorestação nos baldios de Fafião, Montalegre, onde se concilia a floresta com a pastorícia e o turismo
Depois de um grande incêndio em 1999, o conselho directivo dos baldios de Fafião, freguesia de Cabril, em Montalegre, implementaram vários projectos de reflorestação que obedecem a uma «lógica integrada» de gestão dos terrenos.O presidente da Junta de Freguesia de Cabril, Pedro Giesteira, disse à Agência Lusa que 1.000 hectares do total de 2.100 dos baldios de Fafião, foram reflorestados com pinheiros bravos e silvestres, bétulas, carvalhos e sobreiros, nos quais foram implementados vários caminhos de forma a dar descontinuidade à floresta.Para além dos vários pontos de águas que foram criados, a aposta passou também pela limpeza dos matos que, segundo o responsável, «é feita regularmente».O resultado foi, de acordo com Pedro Giesteira, uma «redução muito significativa» do número de ignições e de área ardida naquele território que integra o Parque Nacional da Peneda-Gerês.Para o responsável, o objectivo destes projectos, que contaram com o apoio de fundos comunitários, do PNPG e da Câmara de Montalegre, foi «planificar e ordenar» para ser mais fácil a «gestão» deste espaço florestal.Para Luís Carloto Marques, deputado do PSD que integra a Comissão Eventual de Acompanhamento e Avaliação da Floresta Contra Incêndios, Fafião é «um bom exemplo» do trabalho que pode ser feito na floresta.O deputado destacou a interligação entre a pastorícia, já que nesta zona se aposta na produção de cabrito de raça bravia e vaca barrosã, a floresta e o turismo de natureza.Segundo Luís Marques, o objectivo da visita do grupo parlamentar a Montalegre foi precisamente «divulgar» este bom exemplo do que pode ser feito na floresta portuguesa.Também Jorge Almeida, deputado socialista, destacou o «ordenamento florestal» implementado e a «participação activa" das populações locais na concretização dos projectos».Nesta deslocação ao distrito de Vila Real a Comissão Eventual de Acompanhamento e Avaliação da Política Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios vai também reunir-se com os técnicos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), especialistas pela área dos fogos florestais.Técnicos da UTAD estão a avaliar, este Verão, o combate aos grandes fogos florestais para melhorar as estratégias de combate e reduzir a área ardida em Portugal, um projecto que resultou de uma parceria com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).A UTAD destacou para a sede da ANPC dois colaboradores para tratamento de dados, definição de indicadores de gestão e preparação e elaboração de relatórios semanais de monitorização das operações de combate. No terreno, técnicos e alunos da UTAD, fazem a monitorização dos incêndios, desde os meios colocados no terreno, da sua capacidade de intervenção, da logística agregada, da forma de ataque, dos recursos a técnicas de fogo controlado e de contrafogo, à incorporação de analistas de incêndios para uma melhor leitura do teatro das operações.O coordenador do estudo, Hermínio Botelho, disse à Lusa que hoje, por exemplo, estão duas equipas, com quatro técnicos cada, na Lousã para avaliar o combate ao incêndio que deflagrou naquela zona. Em Outubro, segundo o responsável, vai ser feita uma «avaliação global» dos resultados, a partir da qual serão promovidas as alterações mais estruturais que são necessárias introduzir no dispositivo do ano 2008.O departamento florestal da UTAD tem desenvolvido, nos últimos anos, um vasto trabalho de investigação, designadamente na criação e acompanhamento das equipas de fogos tácticos, em que se utiliza o contrafogo como uma das formas de combater o incêndio.
Lusa/SOL
Os vigilantes ainda não receberam o salário relativo a Julho

O Ministério da Administração Interna (MAI) ordenou hoje à GNR para celebrar "imediatamente" os contratos com os cerca de 900 vigilantes da floresta, depois de estes terem denunciado que estavam a trabalhar sem um vínculo profissional.
Num comunicado divulgado hoje, o do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, explica que um despacho emitido a 5 de Julho instruía o comandante geral da GNR a “outorgar os contratos de trabalho a termo necessários à contratação de 908 vigilantes”.O despacho aguarda ainda publicação em Diário da República mas “mesmo antes da celebração dos contratos de trabalho com os vigilantes, a GNR adiantou as verbas correspondentes às remunerações vencidas entre 15 de Maio e 30 de Junho”, adianta a nota.No entanto, e indo ao encontro das reivindicações dos vigilantes, Rui Pereira revela que "transmitiu já instruções para que os contratos sejam imediatamente celebrados mesmo antes da publicação do despacho em Diário da República, visto que tal publicação não é condição de legalidade dos contratos". O ministro da Administração Interna deu igualmente instruções à Guarda Nacional Republicana (GNR) para o adiantamento das verbas correspondentes às remunerações de Julho. Vigilantes sem contrato e com salários em atrasoUm dos vigilantes revelou ontem que os cerca de 900 vigilantes contratados para detectar incêndios florestais ainda não receberam o vencimento de Julho e que desconheciam quando seriam pagos, situação que a própria GNR, que os contratou, confirmou.Mário Santos, que trabalha num posto na Serra de São Luís, na região de Setúbal, dizendo falar em nome dos colegas, disse também que, a par do atraso no pagamento, os vigilantes que trabalham nos 236 postos de vigia a termo certo até final de Setembro também não assinaram ainda qualquer contrato. Acrescentou que os vigilantes dos 69 postos da rede primária de vigilância, activada desde 15 de Maio, receberam um adiantamento alegadamente correspondente ao mês e meio que terminou no final de Junho, mas que Mário Santos diz não ser coincidente com o que os vigilantes contavam receber. O ordenado "apalavrado", porque não há nenhum contrato firmado, era de 500 euros mensais mais subsídios de refeição e de turno, explicou. Contactado ontem pela Lusa, o porta-voz do Comando-Geral da GNR disse que a situação se arrasta por não ter sido ainda publicado em Diário da República o despacho que disponibiliza a verba para os pagamentos aos vigilantes. "Provavelmente, voltará a ser-lhes adiantado o mês de Julho", disse o tenente-coronel Costa Cabral, adiantando estar "convencido" que "nos próximos dias", "talvez ainda esta semana", o problema fique resolvido. A rede de vigilância para detectar fogos florestais tem um total de 236 postos, 69 dos quais entraram em funcionamento a 15 de Maio e os restantes 169 a 1 de Julho, com actividade prevista até final de Setembro. Público