Posto de vigia do concelho de Mangualde um dos mais importantes do distrito de viseu e ainda ajuda no distrito da Guarda
domingo, 4 de setembro de 2016
Floresta do Interior: Município do Pombal Lança Opa Florestal
domingo, 16 de março de 2014
Plantar o Caramulo
Origem do projeto "Plantar O Caramulo"
A Serra do Caramulo, local de inestimável beleza e de elevado valor patrimonial e ambiental, representado pela riqueza da sua fauna e flora, foi em agosto e setembro alvo de um incêndio de grande dimensão e gravidade.
Com um elevado impacto na vida social e económica das populações, o incêndio lavrou um território que na sua grande maioria era ocupado por floresta, causando uma grande perda no património ambiental de toda a região.
Surge pois a necessidade de implementar um Plano Estratégico de Valorização da Serra do Caramulo, na sua vertente ambiental, ecológica, patrimonial e florestal, onde a florestação das áreas ardidas assume um papel importante.
Surge então o projeto "Plantar O Caramulo", onde Plantar e Voluntário são as palavras de ordem.
Objetivos do Projeto
"Plantar O Caramulo", tem como objetivos:
- Reflorestação de áreas públicas ardidas na Serra do Caramulo;
- Promover a reflorestação das áreas ardidas de um modo ecologicamente sustentável;
- Congregar as diversas iniciativas de florestação, quer no domínio da disponibilização de árvores quer no domínio do voluntariado para a plantação;
-Promover a cooperação na florestação, entre as entidades públicas e todos aqueles que quiserem aderir ao projeto como voluntários;
Ações do projeto
No dia 22 de março de 2014, entre as 9h00 e as 13h00, realizar-se-á a primeira iniciativa de reflorestação.
Todos aqueles que quiserem participar poderão registar-se como voluntários, podendo escolher para o efeito um dos locais disponíveis nesta plataforma.
ENTRElaços-Bracejo, história, design
- Criar valor acrescentado;
- Reforçar a coesão territorial;
- Gerar, captar e reter talento, de modo a criar emprego, dar vida e sustentabilidade a infraestruturas existentes e consolidar a capacitação institucional.
Quem participa, onde, quando?
Pessoas desempregadas, com espírito empreendedor e criativo, com idade igual ou superior a 18 anos.
ONDE?
Sortelha
Edifício da Junta de Freguesia de Sortelha
QUANDO?
21, 22 E 23 DE MARÇO 2014
(Sexta, Sábado e Domingo)
HORÁRIO:
21 e 22 de Março: 09h30 às 12h30 e 14h30 às 17h30;
23 de Março: 09h30 às 13h00.
PROGRAMA
21 de Março:
1-Apresentação do projecto de transformação do bracejo para a criação de uma linha de mobiliário e decoração com a marca Aldeias Históricas de Portugal;
2-Apresentação do ciclo produtivo e de transformação do bracejo;
3-Apresentação de propostas de designers.
22 de Março:
1-Experimentação da técnica artesanal de transformação do bracejo.
Observação: os participantes no Workshop devem trazer avental e tesoura de lâmina resistente ( necessário para a experimentação da técnica).
23 de Março:
Processo de recrutamento de formandos para integrar a formação-acção.
INSCRIÇÕES:
Data limite de inscrição: 18 de Março.
As inscrições devem ser efectuadas via email para:
tatiana.saraiva@aldeiashistoricasdeportugal.com
ou
Via Correio para:
ALDEIAS HISTÓRICAS DE PORTUGAL
Associação de Desenvolvimento Turístico
Praça da República
6250 034 BELMONTE
Mais informações aqui: http://issuu.com/carinaribeiro/docs/folheto_entrelacos
https://www.facebook.com/ALDEIASHISTORICASDEPORTUGAL?ref=ts&fref=ts
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Descobrir o Trilho da Barca
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Colóquio: O Lobo Ibérico na Beira Interior
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| Colóquio ''O lobo Ibérico na Beira Interior'' - Almeida, 16 de Março de 2013 |
A Associação Transumância e Natureza, convida todos os interessados a assistir ao Colóquio “O Lobo Ibérico na Beira Interior”, que irá decorrer em Almeida, no dia 16 de Março de 2013 (sábado).
The complete programme will be available soon.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Da nascente à foz pela Grande Rota do Vale do Côa
Costuma realizar percursos ao longo do rio ou tem informação sobre percursos existentes (pedestres, btt ou equestres)?
Conhece locais de interesse singular?
Gostava de participar na criação de um percurso pedestre ao longo do Côa?
Então esta mensagem é para si.
O QUE É A GRANDE ROTA DO VALE DO CÔA?
A Grande Rota do Vale do Côa, trilho pedestre que neste momento conta com 30 km marcados entre Castelo Melhor (Vila Nova de Foz Côa) e Cidadelhe (Pinhel), vai ser alargada. O renovado percurso vai estender-se ao longo de cerca de 200 km, entre a nascente e a foz do rio Côa, atravessando os concelhos do Sabugal, Almeida, Pinhel, Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz Côa. Adicionalmente, o percurso irá agora incluir 3 valências: pedestre, equestre e BTT.
No âmbito deste projecto de alargamento da Grande Rota do Vale do Côa, promovido pela Associação de Desenvolvimento Regional Territórios do Côa, nesta primeira fase, a ATN ficou responsável pelo levantamento do trilho, que irá ser realizado entre o fim de Janeiro e o início de Março.
RECOLHA DE INFORMAÇÃO
Pretendemos juntar o máximo de informação sobre percursos existentes (marcados ou não), sobre património singular existente ao longo do rio (moínhos, pontes, bosques, casebres, aldeias), assim como informação sobre serviços de alojamento e restauração que possam ser usados pelos futuros utilizadores deste trilho.
Para participar na recolha de informação, basta preencher um pequeno formulário. Agradecemos desde já a sua colaboração.
VOLUNTARIADO
A equipa da ATN irá realizar visitas ao terreno a partir já da próxima semana. Se tiver algum tempo livre e quiser acompanhar-nos no campo, por favor contacte-nos. Precisamos de apoio na realização de levantamento de trilhos, recolha de informação sobre património e locais de interesse, fotografia e vídeo, assim como na elaboração de desenhos.
Pedimos a todos os interessados que queiram participar neste projecto para nos contactarem via email (a.gama@atnatureza.org - Alice Gama) ou através dos telefones (271311202 ou 927388110).
terça-feira, 7 de agosto de 2012
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Relatório Provisório de Incêndios Florestais (n.º 1/2011)
terça-feira, 21 de junho de 2011
Dia Zero de Incêndios em Portugal
| Hora | Sábado, 25 de Junho · 9:30 - 17:00 |
|---|---|
| Local | Com a Floresta, em Melres / Gondomar |
| Criado por | |
| Mais informação | Como no concelho do Porto não temos Floresta, pareceu-nos uma boa ideia juntarmo-nos a Gondomar para a Prevenção de Incêndios Florestais, não só pela proximidade em distância, mas também porque aí decorreu a nossa primeira verdadeira acção neste âmbito. A proposta lançada para este dia pela AMO Portugal é a “distribuição dos Voluntários de forma a povoar toda a Floresta”. Lançado este desafio ao Gabinete Técnico Florestal de Gondo...mar, com o apoio do Comando Distrital do Porto da Protecção Civil, recebemos esta agradável proposta de colaboração: 1. Vigilância em pontos fixos 2. Vigilância pedestre em trilhos (caminhada) 3. Vigilância móvel em BTT, em trilhos. Está, assim, lançado o desafio: vamos todos, com famílias e com amigos, para a Floresta no próximo dia 25. Para passarmos o dia, teremos de levar merenda ou piquenique, como cada um preferir, com uma grande chamada de atenção: a alimentação deverá dispensar o uso de fogo. A AMO Portugal dará sempre o bom exemplo. Pedimos a todos os Voluntários que aderirem que, ao fazerem a sua inscrição, deixem um comentário indicando o número de pessoas que os acompanharão, e em qual das opções pretendem inscrever-se, pois teremos necessidade de transmitir estes dados ao Gabinete Técnico Florestal. Divulguem o evento, por favor, convidando os vossos amigos. Vamos todos para a Floresta, mostrar-lhe quanto gostamos dela e quanto queremos cuidar de si! Programa definitivo: Depois de uma reunião com o Gabinete Técnico Florestal de Gondomar, podemos agora divulgar o programa para este dia, que será o seguinte: Local de realização das actividades: Freguesia de Melres ...Manhã: Sensibilização da População, com a distribuição de Desdobráveis, porta a porta (Desdobráveis da AFN/Governo Civil do Porto). Almoço: Piquenique, no Laranjal, junto ao areio (no rio) de Melres (a alimentação será da responsabilidade de cada um de nós). Tarde: Trilho de Vigilância Florestal – Caminhada na cumeada das Serras de Santa Iria e Banjas. Não esquecer que devemos levar calçado adequado e água suficiente para todo o dia. Este evento foi divulgado, felizmente, numa grande parte do nosso País, e temos inscrições das mais diversas regiões. Mas… agora precisamos de saber quem virá, de facto, a Gondomar no dia 25 de Junho, para nos podermos organizar em conjunto com o GTF. |
terça-feira, 14 de junho de 2011
Programa de Vigilância contra fogos florestais ATN 2011
Se está interessado em colaborar com a ATN na vigilância contacte-nos. geral@atnatureza.org
Associação quer colocar cem voluntários a vigiar Parque Nacional da Peneda-Gerês
09.06.2011
Lusa
“Em conjunto com a direcção do parque foram definidos três trilhos para os voluntários percorrerem. Um deles tem mais de dez quilómetros de extensão mas também é dos mais usados pelos turistas”, explicou Carlos Evaristo, da Associação Mãos à Obra (AMO) Portugal.
A associação é herdeira da organização de base do projecto “Limpar Portugal” e pela primeira vez está a realizar este projecto.
A pé ou de bicicleta, os voluntários, identificados e munidos de equipamentos de comunicação para participarem eventuais incêndios florestais, vão patrulhar a área central do parque, entre 15 de Junho e 30 de Setembro, 24 horas por dia, precisamente nas zonas de maior importância de fauna e flora.
“Vamos precisar de cem voluntários para realizar as escalas e nesta altura já temos 35. Estes voluntários vão funcionar em equipas de dois elementos, com três turnos de oito horas por dia”, precisou Carlos Evaristo.
A direcção do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) vai disponibilizar a estes voluntários o respectivo alojamento, no Parque de Campismo do Vidoeiro.
“Temos recebido inscrições de todo o país, pessoas de todas idades e com disponibilidades diferentes. Algumas podem ficar o fim-de-semana, outras a semana e outras ainda o mês todo”, acrescentou o porta-voz da AMO Portugal.
Estas acções centram-se na zona da Ermida, na serra do Gerês, à volta dos trilhos “por onde anda mais gente”, precisamente para cumprirem as “missões” de vigilância a eventuais descuidos e prevaricações, mas também de sensibilização aos turistas.
“Temos mesmo uma família inteira, de três pessoas, que se inscreveu para passar um fim-de-semana em vigilância no parque. Em oito dias, o nosso recrutamento está a correr muito bem e será engraçado ver famílias inteiras a vigiarem o parque”, admite.
Segundo o levantamento do Instituto para a Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), os incêndios de Julho e Agosto de 2010 consumiram cerca dez mil hectares de área verde do Parque, ou seja 11,7 por cento da área.
Entre as zonas perdidas para o fogo contam-se 1528 hectares de área de conservação da natureza, com reduzida presença humana.
O ICNB reconheceu a perda de 2797 hectares classificados como de Protecção Total, essencialmente na zona da Mata do Cabril, em Ponte da Barca, um dos espaços ambientais mais importantes do parque. retirado daqui:
quarta-feira, 25 de maio de 2011
VIII Foro de Biodiversidad en Ciudad Rodrigo
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
locação de meios aéreos destinados ao combate aos incêndios florestais à EMA
Presidência do Conselho de Ministros
Autoriza a realização de despesa com a aquisição de serviços de disponibilização e locação de meios aéreos destinados ao combate aos incêndios florestais à EMA - Empresa de Meios Aéreos, S. A.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Incêndio na Lousã ameaçou habitações Um incêndio florestal que ameaçou habitações na Lousã está a ser combatido por 70 bombeiros de várias corporações.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Autoridade Florestal Nacional criou oito equipas de Fogo Controlado
Lusa
O secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro, participou hoje numa jornada de “Defesa da Floresta” que o levou a percorrer num veículo todo-o-terreno o concelho de Ribeira de Pena.
Durante a iniciativa, o governante assistiu a uma acção de fogo controlado, observou a abertura de aceiros florestais (faixas limpas de vegetação), à limpeza de mato por parte de equipas de sapadores florestais e ainda plantou um carvalho numa linha de água.
Henrique Reis, da equipa multidisciplinar de defesa da floresta da AFN, referiu que foram criadas oito equipas de Fogo Controlado, três das quais estão a operar no Norte do país.
O fogo controlado é uma ferramenta de gestão de espaços florestais, que consiste no uso do fogo sob condições específicas, tempo seco e frio, e sob responsabilidade de um técnico credenciado da AFN.
Henrique Reis salientou que se trata de um método “mais barato”, já que utiliza menos recursos para fazer a gestão e acrescentou ainda que cada hectare limpo com recurso ao fogo controlado “protege” cerca de 20 hectares de floresta.
Este ano, já foram intervencionados 525 hectares com recurso a esta técnica, perspectivando-se atingir os 1500 hectares.
Nos trabalhos de prevenção juntam-se ainda as acções desenvolvidas pelas 292 equipas de sapadores florestais que existem em todo o país, cada uma das quais constituída por cinco elementos. Na região Norte, encontram-se a operar 118 equipas.
Para além da gestão de combustíveis, estas equipas actuam ainda a nível do apoio às acções de fogo controlado, da vigilância e do combate aos incêndios florestais.
Segundo Henrique Dias, no ano passado estas equipas intervieram em 1800 hectares, prevendo-se que atinjam um valor idêntico no decorrer deste ano.
Em 2010, a Direcção Regional de Florestas do Norte (DRFN) reactivou a actividade do sector das máquinas, indo buscar cinco operadores que se encontravam nos quadros de mobilidade especial do Ministério da Agricultura.
Em três meses, estas máquinas beneficiaram quase 150 quilómetros e, segundo Rogério Rodrigues, da DRFN, o objectivo para este ano é chegar aos 250 quilómetros de intervenção em aceiros e caminhos florestais.
O responsável referiu ainda que, este ano, vão ser candidatados ao Proder projectos para beneficiar cerca de mil hectares de floresta, prevendo-se que sejam beneficiados mais cerca de mil através dos meios próprios da AFN.
Só em Ribeira de Pena, deverão ser intervencionados 600 hectares. No último Verão, este concelho foi afectado por um grande incêndio que se propagou para os concelhos vizinhos e queimou cerca de quatro mil hectares. Durante o mês de Abril, o material lenhoso resultante deste incêndio vai a hasta pública. In Ecosfera
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Planos distritais de defesa contra incêndios devem ajudar a diminuir ignições, diz presidente da AFN
O presidente da Autoridade Florestal Nacional (AFN) disse hoje, em Santarém, esperar que os planos distritais para defesa da floresta contra incêndios possam ajudar a diminuir o número de ignições, que atinge as 22.000 por ano. Continua em Publico
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Imagen IKONOS (incendios forestales Hayfa, Israel)
que se quemaron en los alrededores de Hayfa (Israel):
http://www.scanex.ru/news.local/news/img/n761444IMG_1.jpg
Los incendios comenzaron el 4 de Diciembre de 2010,
hasta su completa extinción el 17 de Diciembre por parte de
la aviación rusa de EMERCOM: http://www.mchs.gov.ru/?lang=3Deng
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Especialista critica ausência de programa de investigação sobre incêndios
Lusa
O investigador universitário Domingos Xavier Viegas defendeu hoje, em Coimbra, a criação de um programa nacional de investigação dos fogos e lamentou que a União Europeia não tenha também essa visão.
Em declarações à agência Lusa no final da 6.ª Conferência Internacional de Investigação em Fogos Florestais, Domingos Xavier Viegas frisou que os participantes consideraram necessário desenvolver um lóbi junto da Comissão Europeia nesse sentido. “Para dar mais relevo ao tema dos incêndios nos programas europeus”, justificou o presidente da comissão organizadora da conferência, ao expressar uma das conclusões dessa reunião científica.
Domingos Xavier Viegas, docente da Universidade de Coimbra e especialista em investigação sobre fogos, realçou que nas reuniões de especialistas europeus sobre riscos o tema dos incêndios “acaba por ser secundarizado” e as políticas muitas vezes são definidas por responsáveis provenientes dos países do Norte, em que este problema não tem o mesmo impacto.
A falta de uma estratégia definida num programa nacional e europeu acaba por deixar os investigadores dispersos, em função dos financiamentos que conseguem, “cada um a trabalhar por seu lado, a trabalhar nas coisas que pode fazer ou que gosta de fazer”, referiu.
“Não há grande esforço das autoridades para juntar esses esforços, desde logo estabelecendo programas, uma estratégia e linhas de financiamento que enquadrassem as pessoas a trabalhar umas com as outras”, sublinhou.
Na sua perspectiva, “é este passo que falta dar: por um lado, reforçar a comunidade científica em cada país e, depois, facilitar a ligação entre os vários países”.
Domingos Xavier Viegas realça que Espanha e França estão já a trabalhar nesse sentido, mas o caso que aponta como exemplo é o da Austrália, que após a catástrofe de 2003 criou um programa nacional e é hoje “uma das mais importantes comunidades científicas mundiais”.
“Eu gostava que na Europa houvesse uma estratégia, uma visão destas, mas infelizmente não é o caso. O caminho que se seguiu foi financiar projectos avulsos. Financia-se um projecto muito grande, mas tudo o que está fora deste projecto não tem apoio”, observou.
Sobre Portugal diz que é reconhecida a situação de crise, mas na sua óptica há também “um pouco falta de critério na selecção das prioridades”. “Ouvimos os governantes falar que vão ser comprados mais não sei quantos carros de bombeiros, vão ser feitos mais não sei quantos quartéis de bombeiros, e são centenas de milhões de euros que se gastam anualmente nisso. Não ponho a questão da necessidade desses recursos, mas se uma pequena percentagem disso fosse também investida na ciência talvez todo o sistema beneficiasse disso”, concluiu.
A 6.ª Conferência Internacional de Investigação em Fogos Florestais, que teve início na passada segunda-feira, reuniu em Coimbra cerca de 250 participantes oriundos de 38 países.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Programa de computador ajuda a prever fogos secundários
"Os focos secundários podem agravar os perigos de um incêndio, aumentando a sua velocidade de propagação e colocar em risco a vida de pessoas ou bens", recorda Xavier Viegas, presidente da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), onde está integrado o projecto liderado pelo Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
No Laboratório de Estudos sobre Incêndios Florestais, onde têm sido desenvolvidos trabalhos nesta área (ver texto secundário), a equipa começou por "estudar a libertação de partículas incandescentes por árvores ou arbustos".
"Utilizamos sistemas de aquisição e análise de imagens muito avançados, que nos permitem medir não apenas o número de partículas libertadas como o seu número e dimensão assim como as suas velocidades e trajectórias iniciais", explica Domingos Xavier Viegas.
E uma das conclusões é que a casca do eucalipto, das espécies mais perigosas num fogo, "pode percorrer, em determinadas condições, uma distância de cinco a sete quilómetros". Xavier Viegas diz que "as que caem mais perto são as que preocupam para já, pois são que têm maior probabilidade de provocar focos secundários".
Além desta análise, a equipa está "a estudar as propriedades de combustão de diversas partículas e as características aerodinâmicas, para poder compreender melhor o seu comportamento durante o transporte pelo vento". "Colegas nossos que desenvolvem modelos numéricos estão a trabalhar na integração dos dados, para simular a trajectória das partículas em diversas condições ambientais, tendo em conta a presença do fogo, vento e topografia, para prever o modo de combustão e a provável do seu impacto com o solo", frisa.
Além dos objectivos científicos de melhorar o conhecimento do problema, a equipa espera transmitir os conhecimentos às entidades operacionais. "E, a médio prazo, dotá-las de ferramentas de decisão mais fiáveis para um combate mais seguro dos incêndios", admite o coordenador do projecto. A meta é chegar a um programa de computador, mas o investigador da ADAI admite que "ainda faltam muitos passos". Mas destaca a importância "da colaboração com os bombeiros e as autoridades da Protecção Civil" no desenvolvimento deste e outros estudos.
Com um financiamento de 136 mil euros, a ADAI contou com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, que financiou o projecto a 100%. "Tem sido muito difícil obter apoio financeiro para estes estudos, da parte de entidades operacionais ou de empresas com actividades florestais ou afins", acrescenta.
Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1704368



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